31/05/2008
Agir rápido, agir juntos
Teólogo
Finalmente também as igrejas estão se mobilizando para enfrentar o aquecimento global. O secretário geral da ONU Ban Ki Moon visitou em março o Conselho Mundial das Igrejas em Genebra e disse: “um problema global exige uma resposta global: nós precisamos da ajuda das Igrejas”. E elas logo responderam com uma conclação aos milhões de cristãos dispersos pelo mundo afora, com as palavras:”Agir rápido, agir juntos porque não temos tempo a perder”. Biblicamente enfatizaram que Deus nos entregou a Terra como herança para ser administrada, pois esse é o sentido hebraico de “dominai a Terra” que não tem a ver com a nossa dominação. Assumem os dois imperativos propostos pelo Painel Intergovernamental das Mudanças Climaticas (IPCC): a mitigação e a adaptação. A mitigação quer atingir as causas produtoras do aquecimento global que é o nosso estilo delapidador de produção e o consumo sem medida e sem solidariedade. A adaptação considera os efeitos perversos, especialmente nos países mais vulneráveis do sul do mundo que exigem de todos solidariedade e com-paixão, pois se não conseguirem se adaptar, assistiremos, estarrecidos, a grandes dizimações de vidas humanas.
As Igrejas assumem uma função pedagógica: ao evangelizarem, devem propor o ideal de uma sobriedade voluntária e de uma austeridade jovial e ensinar o respeito a todos os seres, pois todos saíram do coração de Deus. Sendo dons do Criador, devemos condividi-los solidariamente com outros a começar pelos que mais precisam.
A Igreja católica oficialmente ainda não propôs nada de significativo. Mas a CNBB em suas Campanhas da Fraternidade sobre a água e sobre a Amazônia ajudou a despertar para a ecologia. O bispos canadenses publicaram recentemente uma bela carta pastoral com o titulo:”a necessidade de uma conversão”. Atribuem à conversão um significado que transcende seu sentido estritamente religioso. Ela implica “encontrar o sentido do limite, pois, um planeta limitado não pode responder a demandas ilimitadas”.Precisam os, dizem, libertar-nos da obsessão de consumir. “O egoísmo não é somente imoral, é suicida; desta vez não temos outra escolha senão uma nova solidariedade e novas formas de condivisão”.
Chegamos a isso, reconhecem, porque há séculos não respeitamos mais as leis da vida, esquecendo a sabedoria antiga que ensinava:”não comandamos a natureza senão obedecendo a ela”. É mais fácil enviar pessoas à lua e trazê-las de volta do que fazer com que os humanos respeitem os ritmos da natureza. Agora estamos colhendo os frutos envenenados da dessacralizaçã o da vida provocada pelo poder da tecno-ciência a serviço da acumulação de poucos.
O judeu-cristianismo possui suas razões próprias para fundar um comportamento ecologicamente responsável e salvador. Parte da crença, semelhante à visão da cosmologia contemporânea, de que Deus transportou a criação do caos ao cosmos, quer dizer, de um universo marcado pela desordem a um no qual vige a ordem e a beleza. E Deus disse:”isso é bom”. Colocou o ser humano no jardim de Éden para que o “cultivasse e guardasse”. “Cultivar” é cuidar e favorecer o crescimento e “guardar” é proteger e assegurar a continuidade dos recursos, como diríamos hoje, garantir um desenvolvimento sustentavel.
Importa refazer a conexão rompida com a natureza para que possamos de novo gozar de sua beleza e de sua “grandeur”. Esta fé funda uma esperança de um futuro bom para a criação, tão bem expresso no livro da Sabedoria: “Senhor, tu amas todos os seres e a todos poupas porque te pertencem, ó soberano amante da vida”(11,24 e 26).
30/05/2008
PALESTRAS SOBRE O PROJETO BIOREDES - DISQUE OLEO VEGETAL
Local: Sede Movimento Enraizados - Núcleo de Mulheres - Projeto Donas da Arte
Rua Thomaz Fonseca, 508 - Comendador Soares (Morro Agudo) - Nova Iguaçu - RJ
Tels: (21)3064-4517 ou (21)2768-2207 - Entrada Franca
Quantas poetisas, cantoras, estilistas, pintoras, atrizes temos na Baixada Fluminense? Mas onde elas estão? Onde estão essas nossas artistas?
DIAS: 02, 03 E 04/ Junho - 2a à 4a - Feira do Meio Ambiente - Patrocínio - Ministerio da Fazenda
Horario: de 14:00 às 18:00 hrs (palestras e apresentações alternadas até 18:00) - na Feira de Reciclagem - Apoio da Associação dos Funcionários do MF
Local: Salão Térreo do Ministério da Fazenda - Entrada Franca
Convidamos a todos para comparecerem e ou prestigiarem as palestras no Rio de Janeiro sobre formação de rede popular e totalmente auto sustentável de coleta e aproveitamento total de oleo de fritura (OVU).
ATUALMENTE A DISQUE OLEO JA COLHE MAIS DE 110 MIL LITROS MENSAIS DE OLEO DE FRITURA, EVITANDO A CONTAMINAÇÃO DAS VIAS E EFLUENTES E LENÇÓIS FREÁTICOS, GERANDO MAIS DE 270 EMPREGOS DIRETOS E PELO MENOS, 800 EMPREGOS INDIRETOS. TRABALHANDO SOMENTE COM COOPERATIVAS DE CATADORES E COMUNIDADES DE BAIXA RENDA
LEMBRE-SE: 100 ML DE OLEO DE FRITURA CONTAMINAM 1 MILHÃO DE LITROS DE ÁGUA
Problemática:
Os óleos vegetais usados recaem no tipo de resíduos que é geralmente proveniente das mais diversas origens (domésticas, industriais, etc.). Esta questão tem sido colocada em lugar de importância em termos nacionais e internacionais, uma vez que caracteriza problemas ambientais associados às práticas inadequadas de descarte.
Um dos problemas principais é a dificuldade de se viabilizar a coleta e respectiva reciclagem de óleo vegetal usado, o que atualmente é feito de forma muito dispersa e ou em pequena quantidade, onde os respectivos geradores (residências, bares, restaurantes, grandes cozinhas) acabam jogando o óleo usado nos ralos, contaminando irreversivelmente lençóis freáticos, rios e canais que eventualmente se comunicam com o mar.
Objetivos:
- O PROJETO BIOREDES foi desenvolvido com objetivo principal e primordial incrementar a criação de redes de coleta e processamento de óleo de fritura atraves da introdução de iniciativas locais e ou regionais em parceria com cooperativas de catadores, gestores publicos, privados e entidades de fomento educacional, social e ambiental, visando viabilizar A implantação de uma metodologia auto-sustentável e de novas possibilidades de trabalho que gerem mais emprego e renda para populações urbanas de baixa renda.
Público Alvo:
Gestores Publicos e privados; integrantes de cooperativas; sindicos de condominios; estudantes; donas de casa; dirigentes de associações de bairro; diretores de escolas e cidadãos que estejam interessados em contribuir para a diminuir a contaminação associada ao oleo de fritura, conhecer novas possibilidades de ganhar emprego e rendas e desenvolver praticas de cidadania abientalmente corretas.
Facilitadora: DENISE DE MATTOS GAUDARD
Consultora parceira da DISQUE ÓLEO, que coleta e processa óleo de fritura (OVU) no municipio de Caxias, RJ. Criadora do Projeto BIOREDES, que visa viabilizar a implantação da gestão de resíduos conjugado com coleta seletiva e coleta e processamento de óleo de fritura para transformação em sabão e biodiesel feita por associações e ou cooperativas de catadores urbanos (junto a prefeituras e com entidades parceiras)
Coordenadora Brasil da Ong AÇUCAR-ÉTICO. Escreve artigos sobre Mercado Créditos de Carbono, MDL e afins em varias outras mídias nacionais e internacionais.
INSCRIÇÕES :
No Ministerio da Fazenda:
Av. Presidente Antonio Carlos, 375 - Centro, Rio de Janeiro - RJ
Com Sonia Vieira ou Vera Lobo
(21) 3805-3091/97
Muito obrigada pela atenção. Abraços fraternais
Aguardo breve contato.
Denise de Mattos Gaudard
Consultoria Socioambiental
denisedemattos@gmail.com
(msn): denisedematos@hotmail.com
55 (21) 2246-7255
55 (21) 8875-8820
www.disqueoleo.com.br
O futuro chegou: crise alimentar e energética
Nunca em tempos de paz houve pressões inflacionárias tão violentas a partir do encarecimento de bens essenciais
O PREÇO do petróleo está batendo recordes quase diariamente. No momento, ele gira ao redor de 130 dólares o barril. O índice dos preços de alimentos da FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação) foi, em média, 127 em 2006 e 157 em 2007, subindo para 220 em março de 2008 (1998-2000 = 100). Nunca em tempos de paz houve pressões inflacionárias tão violentas a partir do encarecimento de bens essenciais.
Eis a grande novidade dessa dupla crise que se deve às mesmas causas: a redução da pobreza em grandes países periféricos, como a China, a Índia e o Brasil (além de outros), que expandiu fortemente a demanda por derivados de petróleo e por alimentos "nobres" -carne e laticínios, cuja produção exige muito mais trabalho humano, energia e recursos naturais não renováveis, como terra e água.
A elevação dos preços do petróleo e da comida deveria provocar um aumento de sua produção, pois seu encarecimento a torna mais lucrativa. Mas a elevação da produção alimentar esbarra na disponibilidade de terra e água, limitada pela sua poluição pelos elementos químicos utilizados pelos agricultores. O mesmo vale para o aumento da produção de petróleo, limitado pelas reservas exploráveis.
Estamos nos defrontando com um cenário que Celso Furtado previu em 1974, quando escreveu "O Mito do Desenvolvimento Econômico". Ele sustentava que era um mito esperar que o desenvolvimento econômico dos países do Terceiro Mundo lhes permitiria alcançar o nível de vida usufruído apenas pelos povos do Primeiro Mundo, porque não haveria recursos naturais suficientes para que isso pudesse acontecer.
Quase um terço de século decorreu desde então, e o que parecia na época um exagerado temor malthusiano tornou-se consensual, sobretudo desde que se comprovou que o clima da Terra está aquecendo, com conseqüências danosas para os recursos naturais do planeta.
A nova classe média nos países chamados de emergentes passou a ter dinheiro para alcançar o padrão de vida de sua congênere do Primeiro Mundo. Essa mudança seria desejável se ela não impactasse desfavoravelmente sobre a grande massa que continua pobre.
A carestia da comida, causada pelo aumento da demanda dos ex-pobres, empobrece ainda mais os que já gastam a maior parte do que ganham para alimentar a família. Os cereais que lhes mataria a fome tendem agora a ser dados aos animais cujos derivados alcançam preços cada vez mais atraentes.
O funcionamento do mercado mundial de alimentos produz "naturalmente" esses efeitos perversos. Motins da fome estouram em cada vez mais países e, de acordo com a FAO, em 37, dos quais 21 africanos, há crise alimentar.
Premidos pelo desespero dos famintos, cada vez mais governos (inclusive o brasileiro) tratam de restringir a exportação de alimentos básicos para garantir o abastecimento do mercado interno. O que naturalmente agrava a situação dos pobres nos países que dependem de alimentos importados.
A ONU, alarmada com a gravidade da situação, está solicitando das nações mais ricas recursos para impedir que a fome se alastre pelo mundo, pondo em risco não só o combate à pobreza mas também a paz mundial.
Governos terão de adotar medidas de emergência para garantir um abastecimento alimentar mínimo a todos: estatizar os estoques de alimentos para evitar que sejam açambarcados pelos que têm dinheiro para formar estoques privados. E racionar a sua venda, por preços que os mais pobres possam pagar; eventualmente, taxar mais os alimentos derivados de animais para possibilitar o aumento da produção dos alimentos vegetais, indispensáveis à nutrição do conjunto da população; taxar também os derivados de petróleo, para reduzir a utilização do transporte individual e aumentar a do transporte coletivo.
A crise alimentar e energética poderá talvez ser contida por medidas como essas, mas sua resolução exigirá mudanças mais profundas.
Os padrões de consumo terão de ser acomodados à real disponibilidade de recursos naturais, e esta deverá ser alargada por mais investimentos no aumento da produção agrícola sustentável do ponto de vista social e ambiental.
As crises energética e da mudança climática terão de ser resolvidas pelo desenvolvimento de fontes renováveis de energia limpa, única maneira de acabar com as emissões de gases resultantes da queima de combustíveis fósseis.
A crise alimentar não pode deixar de limitar, em alguma medida, a produção de agrocombustíveis, de modo que o desenvolvimento de outras fontes de energia -solar, eólica, hidráulica- terá de receber prioridade.
PAUL SINGER, 76, economista, professor titular da Faculdade de Economia e Administração da USP, é secretário nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego. Foi secretário municipal do Planejamento de São Paulo (gestão Luiza Erundina).
abaixo-assinado em prol da demarcação da Terra Indígena Raposa/Serra do Sol
link para a PETIÇÃO
Texto formulado pelo sociólogo português, prof. BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS, como contribuição à luta em defesa dos povos indígenas da Raposa/Serra do Sol (RR).
Raposa Serra do Sol – Brasil
Demarcação de território Indígena em perigo
Diante da polêmica demarcação do território indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, e sendo premente o julgamento da questão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) brasileiro, os abaixo-assinados têm a declarar o seguinte
1. A Constituição de 1988 reafirmou o direito originário das terras indígenas, cabendo à União a demarcação de tais territórios. Tal processo não cria nada, antes reconhece e protege, formalmente, a situação de ocupação tradicional do território.
2. As terras indígenas são, por determinação constitucional, inalienáveis e imprescritíveis, e sua propriedade pertencence à União. Não pertencem, portanto, aos índios, que somente têm seu usufruto e posse permanente. Sua condição de inalienáveis - terras fora de comércio - e, ao mesmo tempo, cobiçadas, explicam a disputa. Fique claro que os territórios indígenas, uma vez demarcados, asseguram a plena soberania da União sobre tais terras e a nulidade de eventuais títulos de propriedade sobrepostos. Tal disputa, portanto, é, também disputa por terras da União e, portanto, terras públicas. E causa estranheza que a resistência violenta à desocupação das terras, com atos de destruição de bens públicos, e, portanto, absolutamente ilegal, antes da concessão da liminar, não tenha sido objeto de condenação tão veemente quanto tem sido quando o Movimento dos Sem Terra (MST) ou outros movimentos sociais ocupam prédios ou praticam formas de resistência pacífica.
3. Raposa Serra do Sol não é a maior nem a única terra indígena em zona de fronteira. Esta condição tampouco fragiliza a integridade e soberania nacionais, seja porque inexiste, em qualquer lugar do mundo qualquer movimento separatista indígena, seja porque as terras fronteiriças também são bens da União. A demarcação contínua, tal como posta, é, ao contrário do alegado por seus opositores, a salvaguarda da integridade e soberania nacionais, inclusive pelo acesso facilitado de Polícia Federal e Forças Armadas a bens públicos, o que não ocorreria se reconhecidas propriedades privadas no referido território.
4. A área indígena objeto de litígio representa menos de 8% de Roraima e, mesmo somadas todos os demais territórios indígenas, tal condição não inviabiliza o desenvolvimento do Estado, que, possuindo, quanto ao restante, área superior à de Pernambuco e inúmeros outros Estados com população maior, tem condições de estabelecer projetos sustentáveis e estratégicos que levem em conta- como fator positivo e não como entrave-a forte presença indígena na região, em especial na zona rural e no Exército. O slogan "terra demais para pouco índio", por outro lado, obscurece a realidade fundiária brasileira, com imensa concentração de terras nas mãos de poucos proprietários.
5. O longo processo de demarcação das terras indígenas no Brasil (a Constituição fixara cinco anos para sua finalização) é emblemático dos desafios postos pela Constituição de 1988: a afirmação dos indígenas como sujeitos de direitos, não mais passíveis de tutela pelo Estado e de políticas de assimilação, devendo ser respeitadas suas culturas e tradições; o reconhecimento da diversidade étnico-racial cultural como valor fundante do "processo civilizatório nacional" e da própria unidade do paíse a função socioambiental da propriedade, com distintas formas de manejo sustentável dos territórios pelas variadas comunidades culturais existentes no Brasil.
6. Uma inflexão da jurisprudência do STF em sentido contrário àquela até hoje dominante pode implicar a revisão de todos os demais processos demarcatórios arduamente realizados, o acirramento da discriminação anti-índios e anti-negros e a conflagração de novos conflitos fundiários, gerando maior insegurança a estes grupos subalternos. Países vizinhos, com populações indígenas majoritárias ou não, têm procurando desenvolver um conceito de "constitucionalismo multicultural" , de que é exemplo a Colômbia. No momento em que se celebram os vinte anos da Constituição de 1988 e os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos tal mudança de postura seria um duro golpe nos direitos indígenas, justamente quando, no plano internacional, foi finalmente aprovada após trinta anos de discussão, uma Declaração dos Povos Indígenas. O momento, pois, é de apreensão, vigilância e também de confiança de que o compromisso, constante na Constituição de 1988,de prevalência dos direitos humanos, seja novamente reafirmado.
Cadê a ética jornalistica?
RACINHA MISERÁVEL
Altino Machado
O UOL e a BBC reproduzem hoje o furo internacional que este modesto jornalista deu com a reportagem publicada na semana passada por Terra Magazine sobre uma das últimas tribos isoladas da Terra, os "índios invisíveis", que foram fotografados em Feijó (AC) e reagiram a flechadas contra um avião.
- Altino, desde que a sua reportagem foi publicada, meu telefone não pára de tocar cinco minutos. São ambientalistas, advogados, amigos de faculdade e jornalistas de rádios, jornais e TVs do Brasil e do Exterior. Estou vivendo os meus 15 minutos de fama para chamar a atenção da vulnerabilidade de nossa fronteira com o Peru, onde os madeireiros estão causando danos graves à floresta e aos índios isolados. O pior de tudo é que eu falo uma coisa e eles escrevem outras - disse o sertanista José Carlos dos Reis Meirelles.
A reportagem do UOL (leia), feita por telefone, a partir de São Paulo, sequer confere o crédito das fotos ao repórter fotográfico Gleilson Miranda, da Assessoria de Comunicação do Governo do Acre, mas à agência AP. Quer dizer que a AP está comercializando as fotos? Miranda não faria isso sendo funcionário do governo.
Por sua vez, quem diria, a BBC (leia) diz que as fotografias de um grupo isolado de índios na Amazônia foram divulgadas "pela primeira vez" por um funcionário da Funai, que sobrevoou a região em uma missão financiada pelo Governo do Acre.
Ninguém menciona que Terra Magazine foi a primeira a publicar reportagem e as tais fotografias. Como vocês podem ver, a sordidez e a má fé da imprensa perpassam Rio Branco, São Paulo e Londres.
Êta racinha miserável. Espera passar um tempo (cinco dias) e depois publica como se fosse furo deles. Seguem tratando a Amazônia como uma terra exótica, pois não aprofundam na questão que mais preocupa ao sertanista José Carlos dos Reis Meirelles Júnior, que é "O começo do fim da Amazônia peruana", publicado por Terra Magazine antes do furo internacional de sua reportagem.
Leiam a mensagem que recebi hoje do jornalista Tom Phillips, correspondente no Brasil do diário inglês The Guardian:
- Caro Altino, tudo bem com você? Você tem o contato do José Carlos dos Reis Meirelles Júnior por acaso? Um grande abraco.
E assim foram dezenas de outros pedidos de contato com o sertanista que atendi por causa da reportagem sobre os índios isolados.
O episódio me fez lembrar de outra reportagem que foi um furo internacional: o incêndio de Roraima, em março de 1998, quando eu era correspondente da Folha em Manaus. Ao encontrar comigo em Boa Vista, o correspondente do Le Monde no Brasil à época foi logo se explicando:
- Meu caro, usei o seu relato todo e foi a primeira vez que o Brasil foi manchete do jornal.
O pessoal que faz "recortagem" a partir do que escrevo já tinha feito o mesmo comigo no começo deste mês. Leia o post "Bonito de ver e muito singular".
Acompanhe essa discussão no Blog do Altino
29/05/2008
Especialista confirma desmatamento
Ambientalista fala para Diretoria e acionistas da Bunge em NY
Bunge Alimentos no Piauí - Um mau exemplo para o mundo.
Pronunciamento do Presidente da Fundação Águas na reunião de acionistas da Bunge em New Iorque no dia 23.05.2008
A Bunge Alimentos tem sido veiculada, nesses ultimos dois meses, em varios meios de comunicacao do Brasil (revistas, portais e jornais). Por dois motivos: Primeiro, foi condenda pela Justica Federal a mudar sua matriz energética, a lenha nativa do Cerrado, e o seu modo de operacao no estado do Piaui. Segundo, porque a Bunge apesar de ter sido condanada nao cumpre a decisao da Justica demonstrando desrespeito as leis do Pais.
E por que a Bunge foi submetida a essa situacao judicial? Porque no Piaui ela nao tem desenvolvido uma atividade que respeite o meio ambiente, os direitos humanos e a cultura do povo e das comunidades.
Vejamos alguns exemplos: A Bunge utiliza lenha nativa da floresta (Cerrado) para procesar a soja. Mil metros cubicos por dia. No Piaui ha 5 anos e no resto do Brasil ha muito mais tempo. A destruicao da floresta tem causado um grande transtorno ambiental, como a eliminacao da fauna e da flora, provocado a falencia dos ríos e das aguas; mudancas climaticas e o aumento da temperatura ja sao observados; a utlizacao indiscrimada de agrotoxico tem provocado a norte de muitos trabalhadores nas fazedas que produzem soja e sao financiadas pela Bunge – 15 trabalhadores ruruais morreram envenenados no final de 2005 nos municipios de Ribeiro Goncalves e Baixa Grande; a producao de soja e a atividade de cortar lenha estao associadas ao trabalho escravo e degradante. Um trabalhador recebe 30 centavos de dólares por um metro cubico de lenha. 3 dolares por dia e o que recebe um trabalhador nas fazendas, numa jornada e 10 horas.
Esse modelo de producao de soja IR – responsavel e IN – sustentavel tem levado os campesinos a perderem suas terras para os grandes produtores atraves de acoes violentas. Sem alternativa vao para as perifeiras das cidades, situacao que muito contribui para a violencia urbana, a delinquencia e prostiuicao infanto-juvenil.
Toda essa situacao e ainda mais a falta de cumprimento da legislacao ambiental existente no Brasil e no Piaui levou a Fundacao Aguas a entar na justica contra a Bunge. Acao que a Bunge perdeu no dia 5 de marco em um tribunal federal atraves de um colegiado que votou por unanimida em favor da Fundacao Aguas (3 x Zero). A situacao da Bunge no Piaui chegou aos tribunais, porque a empresa se nega a dialogar. E ainda usa de meios de intimidacao para dificultar a acao das orgazacoes ambientalistas.
Eu sou Coordenador da Fundacao Aguas. Um cidadao do Brasil e do Piaui, mas antes de tudo sou um cidadao do Planeta. Meu otimismo em um Mundo melhor me trouxe a NY para falar aos acionistas da Bunge, que talvez nao saibam da procedencia da empresa no estado onde vivo. Falo aquí em nome de muitas criancas das comunidades atingidas pelos desequilibrios ambientais promovidos pelo producao da soja, falo em defesa da floresas da minha regiao, do lugar onde nasci e vivo. Falo em nome de muitos que nao podem falar, que nao tem como falar, represento um povo. Nao falo em nome proprio nem em defesa de intereses pessoais. Falo em ultima instancia em nome do Planeta Terra e de todos os cidadaos do Mundo. Creio aquí nesse momento que hoje teremos uma solucao para a situacao de destruicao da vida e do cerrado onde vive uma parcela significativa do povo do Piaui.
Judson Barros
Para ver campanha contra a destruição do Cerrado veja nosso site: www.funaguas. org.br
OAB apóia seminário sobre direito indígena à luz da Constituição
relação aos direitos indígenas e suas perspectivas no País
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto,
acertou hoje (19) com o dirigente do Memorial dos Povos Indígenas,
Marcos Terena, o apoio da entidade a um seminário para discutir os reflexos
dos vinte anos da Constituição Federal no que se refere aos direitos
indígenas e suas perspectivas.
Fonte: Clipping da 6ªCCR do MPF.
Carlos Minc lança segunda fase do Arpa na COP-9, na Alemanha
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, lançará nesta quinta-feira (29), em Bonn, na Alemanha, durante a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), a segunda fase do programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), o maior programa de conservação de florestas tropicais do mundo. Durante jantar com o ministro alemão do Meio Ambiente, e da vice-ministra de Economia, Cooperação e Desenvolvimento, além de representantes da CDB e de instituições parceiras do Programa Arpa, Carlos Minc vai compartilhar os resultados já alcançados e anunciar o lançamento da segunda fase. Em um side event na COP-9, haverá apresentação técnica e os próximos resultados do Arpa. Instituições parceiras do Arpa já confirmaram compromissos na ordem de US$ 105 milhões para a segunda fase (2009-2012). Os compromissos financeiros de doação são oriundos do GEF (30 milhões), KfW (45 milhões), e Rede WWF (30 milhões). A contrapartida governamental para a segunda fase do Arpa é de 25 milhões de dólares. A segunda fase do Programa Arpa tem meta de criação de 20 milhões de hectares de novas áreas protegidas na Amazônia num período de quatro anos: 10 milhões de hectares de proteção integral e 10 milhões de hectares de uso sustentável. A meta de criação de novas áreas foi ampliada em 10 milhões de hectares. As metas totais do Arpa passam de 50 para 60 milhões de hectares de unidades de conservação na Amazônia até 2012. O Programa Arpa é fruto do compromisso brasileiro de conservar uma amostra ecologicamente representativa de todo o patrimônio genético amazônico, por meio da expansão e consolidação do Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (Snuc). Dessa forma, o Brasil e seus parceiros contribuem de forma significativa para os objetivos da Convenção sobre a Diversidade Biológica, particularmente em relação ao seu Programa de Trabalho sobre Áreas Protegidas (instrumento internacional mais importante sobre o tema, Decisão CBD VII/28 ). Coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente, o Arpa é implementado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pelos órgãos estaduais de meio ambiente de sete estados da Amazônia (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins), sendo que a execução financeira de recursos de doação realizada pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). O Arpa conta com apoio financeiro do Fundo para o Meio Ambiente Global (GEF) por meio do Banco Mundial, do KfW (Banco de Cooperação do governo da Alemanha) e da Rede WWF, por meio do WWF-Brasil, além da cooperação e colaboração técnicas da GTZ (Agência de Cooperação Técnica Alemã) e do WWF-Brasil. Resultados da Fase I (2003 a 2008) - A meta, de criar 18 milhões de hectares de novas unidades de conservação (UC) até 2006 foi ultrapassada. Foram criadas no âmbito do Arpa 22,5 milhões de hectares de novas unidades de conservação. Atualmente, o programa Arpa beneficia 60 unidades de conservação estaduais e federais, englobando cerca de 31 milhões de hectares. O Arpa também apóia 20 estudos para a criação de novas áreas protegidas. Entre as medidas que fazem a diferença positiva do Arpa está a perspectiva de apoio consistente para a manutenção das áreas protegidas por meio do Fundo de Áreas Protegidas (FAP). Criado em 2004, o FAP capitaliza recursos de diversas fontes nacionais e internacionais. Até o momento, o FAP possui cerca de US$ 17,9 milhões. Com o anúncio da doação do KfW de cerca de US$ 15 milhões (acordo a ser assinado no evento paralelo do Arpa na COP 9 da CDB) e US$ 6,5 milhões alocados pelo GEF, o FAP terá, ao final da primeira fase (2008), US$ 40,5 milhões. Fonte: Programa Arpa/MMA
Jornalismo, loteamento da Amazônia e monoculturas da mente
Notícia ruim corre depressa e literalmente voa à velocidade da luz no jornalismo on line. Essa é, certamente, uma das constatações mais óbvias da incipiente "teoria do Jornalismo". Empresas e governos, incompetentes ou corruptos, já aprenderam essa lição e se empenham ao máximo para evitar que suas caras apareçam sujas na foto porque sabem que elas estarão estampadas em todo lugar (no You Tube não, bradam eles, cobrindo as algemas com a camisa!)
A notícia ruim da semana passada e que repercutirá bastante nessa que vivemos agora refere-se a inúmeras matérias e opiniões publicadas em veículos "gringueiros" (tradução: dos gringos, especialmente os da terra de Tio Sam) sobre a transnacionalização da Amazônia, um tema ao mesmo tempo repetitivo (você se lembra daquela resposta emblemática do Cristovam Buarque?) e que merece nossa atenção.
Já não é de hoje que autoridades do FMI, do Banco Mundial, de governos estrangeiros (até o Prêmio Nobel Al Gore andou nessa, não é verdade) andam pensando alto por aí, sugerindo que o mundo (o mundo para os americanos começa e termina por lá, o resto é terra a ser conquistada ou invadida!) deva tomar conta das nossas riquezas naturais. Depois de destruir as próprias florestas e das suas colônias ultramar, os países hegemônicos (este adjetivo tem mais peso do que apenas países ricos, não é mesmo?) querem agora, num arroubo ambientalista às avessas, proteger as nossas. Santa generosidade!
Evidentemente, políticos e autoridades brasileiras, que nunca levantaram um dedinho para proteger a nossa biodiversidade (se a Marina Silva contasse tudo o que sabe!), não deveriam se colocar agora como arautos da preservação, nem mesmo o Partido Verde que andou recebendo subsídios de empresas mais do que suspeitas, se consideradas o seu passivo ambiental.
Mas, quando a mídia acende os holofotes, as mariposas , como dizia o saudoso Adoniram Barbosa, ficam rodando "em volta da lâmpada pra se esquentá" e a isso que estamos assistindo nesse momento.
Há uma hipocrisia enorme nisso tudo porque, na prática, o loteamento da Amazônia já começou há muito tempo (você se lembra do famoso Projeto Jari, que mereceu uma série especial do saudoso amigo Jair Borin?) e continua a olhos vistos, com a complacência e a impunidade correndo soltas pelas terras dos caciques da soja e do gado, amigos dos que gostam de madeira e plantam eucalipto (que cinicamente chamam de floresta!). Você nem imagina como o Brasil exporta água utilizada na produção e franguinhos e boizinhos que bicam e pastam (e despejam metano, ai Jesus!) na Amazônia e que servem para engordar homens altos e loiros pelo mundão afora. A mesma água que falta para muita gente por aqui, mesmo para aqueles que moram ao lado de grandes rios (estão privatizando um recurso natural valioso, sabia não?). Você nem pode imaginar o que estão jogando de agrotóxicos nos rios e aguapés da Amazônia e os buracos imensos que algumas mineradoras fazem por lá (é justo termos novas hidrelétricas apenas para satisfazer a ganância de empresas que precisam de eletricidade para sujar o meio ambiente?). Você acha que tudo isso é conversa de ambientalista? Você ainda acha que os indígenas é que são invasores de terras na Amazônia? Você precisa se reciclar, meu amigo.
O jornalismo brasileiro, que vive de espamos (reage conforme a dor de barriga) e não faz direito a lição de casa, não pode novamente entrar nessa armadilha, ouvindo fontes comprometidas (há executivos de multinacionais travestidos de pesquisadores, falando em nome de ONGs suspeitas, financiadas por grandes corporações), repetindo as vantagens ambientais dos transgênicos, o embate fictício entre empresas de biotecnologia e agroquímicas (você pensa que a Monsanto, a Syngenta, a Basf, a Bayer, a Dupont produzem geléia de morango?) e outras conversas moles que fazem o boi perder o sono de vez.
O loteamento da Amazônia já começou há um tempão e há quem garanta que existe um território estrangeiro totalmente cercado no meio daquela floresta imensa, de acesso proibido para quem não fala inglês. A querida irmã Dorothy, que entendia inglês, certamente sabia do que eles estavam falando e fazendo e, por isso, pagou com a própria vida. Não vamos sair correndo por aí acreditando que esta é uma pauta nova porque ela está até caduca de tão batida. A Amazônia está sendo assaltada todos os dias, perdendo milhares de quilômetros por ano para a madeira, o carne, a soja que mandamos para fora. E o Mato Grosso vai afinando como ele só e, do jeito que a toada vai, será mato grosso apenas no nome.
Vamos deixar de preguiça, coleguinhas, e partir para a investigação séria, ouvindo gente da terra, pesquisadores independentes, aqueles que estão sofrendo na pele a expansão das fronteiras agrícolas, estimulada por esse modelo insustentável de desenvolvimento que estamos praticando.
Talvez seja razoável, para sermos honestos, afirmar que a Amazônia não corre perigo apenas pelos inimigos que chegam de fora, mas por todos aqueles brasileiros "muy amigos" que temos por aqui. O loteamento é secular, mas parece que o jornalismo, os políticos e os "oportunoambientalistas" só agora estão vendo a placa que o anuncia. O mundo é mesmo muito injusto: só deveriam ter olhos aqueles que querem enxergar.
Em tempo 1: nosso repúdio aos "hackers" que andam invadindo o site da Ecoagência, tentando evitar que ele denuncie os desmandos das monoculturas da mente nos pampas gaúchos. Que o Ministério Público apure e puna os criminosos cibernéticos e que a opinião pública julgue e condene aqueles que estão loteando os pampas para agradar empresas em ano eleitoral. Que papel sujo andam fazendo por lá, hein?
Em tempo 2: Já começou o recall do Fox ou está difícil consertar a besteira feita?
Em tempo 3: Quem ganha a luta: Minc ou Blairo? Quem será escolhido para ser o juiz? Se for como alguns donos do apito no Brasileirão, o novo ministro que se cuide!
Em tempo 4: Os gaúchos não merecem soja transgênica, eucalipto e fumo tudo de uma vez. É muita monocultura para um Estado só.
Em tempo 5: Vamos acompanhar as doações das empresas para políticos e partidos. Sempre há surpresas desagradáveis quando descobrimos de onde vem e para onde vai o dinheiro. Que, como sabemos, tem cor e cheiro e na mão de alguns deles até fede.
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Fonte: Portal Imprensa
Carta Aberta dos Povos Indígenas do DSEI Cuiabá
Nós, os Povos indígenas (Myky, Irantxe Manoki, Umutina, Bakairi), jurisdicionado a Coordenação Regional de Mato Grosso por meio do Distrito Sanitário Especial Indígena Cuiabá (DSEI-CUIABÁ), hoje nos encontramos nesta capital num movimento pacifico e reivindicatório. Viemos de nossas aldeias em virtude das más condições e precariedades que a Saúde Indígena se encontra, há muito tempo estamos acompanhando as profundas mudanças que estão acontecendo com a Saúde dos Povos Indígenas no território brasileiro. O movimento do fechamento da Coordenação da FUNASA em Cuiabá e o ponto culminante do descaso e da omissão do Gestor da Saúde Indígena (FUNASA), pois dia a dia vivenciamos o declínio da qualidade dos serviços dentro de nossas áreas indígenas e constante diminuição dos recursos destinados à saúde indígena.
ALERTA AMBIENTAL: MUDANÇA NO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE APROFUNDARÁ A AGENDA DA POLUIÇÃO NO PAÍS
ALERTA AMBIENTAL: MUDANÇA NO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE APROFUNDARÁ A AGENDA DA POLUIÇÃO NO PAÍS
ALERTA AMBIENTAL: MUDANÇA NO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE APROFUNDARÁ A AGENDA DA POLUIÇÃO NO PAÍS – O CATASTRÓFICO LEGADO DA GESTÃO MINC
FUTURO MINISTRO DEIXA COMO LEGADO DE SUA GESTÃO NO ESTADO DO RJ A LEI MOTO-SERRA QUE REDUZIU A ÁREA DE MATA ATLÃNTICA DE PARQUE ESTADUAL BENEFICIANDO A ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA, A LEI QUE AUTORIZA A IMPLANTAÇÃO DO DESERTO VERDE FLUMINENSE, A PRIVATIZAÇÃO DE PRAIAS E DUNAS POR RESORTS ESTRANGEIROS DE ALTO LUXO, O AUMENTO DAS ÁREAS DE EXCLUSÃO DE PESCA ARTESANAL NAS BAÍAS DE GUANABARA E DE SEPETIBA, A CONCESSÃO DE MAIS DE 2 MIL LICENÇAS SEM CRITÉRIOS TÉCNICOS E LEGAIS TRANSPARENTES E ADEQUADOS, A FACILITAÇÃO DO LICENCIAMENTO DE USINA NUCLEAR ANGRA, UM MEGA-DEPÓSITO DE LIXO QUÍMICO VIZINHO AO RIO GUANDU QUE ABASTECE 8 MILHÕES DE PESSOAS E A CRIAÇÃO DE POLÍTICA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL "FAST FOOD" ENTRE OUTRAS MAZELAS E IRREGULARIDADES QUE ESPERA-SE NÃO SE ESPALHEM PELO TERRITÓRIO NACIONAL
CONHEÇA A AGENDA DA POLUIÇÃO DO FUTURO MMA
Especialistas e técnicos em gestão ambiental, e representantes de movimentos sociais e ecológicos do Brasil e do exterior, alertam que a exemplo do que ocorreu no estado do RJ, a posse do novo Ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc (PT/RJ), atual Secretario estadual de meio ambiente do governo Sérgio Cabral (PMDB-RJ), "lamentavelmente provocará a aceleração de uma equivocada Agenda da Poluição no país, beneficiando mega-especuladores imobiliários, empresas poluidoras transnacionais, além da expansão das monoculturas predatórias e do latifúndio, com isso fortalecendo uma indesejada maior privatização do litoral e do patrimônio ambiental brasileiro. Também uma marca de sua gestão lamentavelmente será a injusta criminalização de pescadores, pequenos agricultores e outros trabalhadores extrativistas, como fez em nosso estado, como fruto de sua conhecida leniência e submissão aos interesses econômicos dos grandes poluidores e sua histórica postura elitista e preconceituosa diante do povo trabalhador mais pobre, que, como sabemos, depende da natureza protegida e dos corpos hídricos saudáveis e limpos para trabalhar, alimentar e sobreviver dignamente com sua família", afirma Sérgio Ricardo, membro da Rede Alerta contra o deserto verde fluminense.
O ecologista relaciona brevemente alguns dos "muitos causos escabrosos em que verdadeiros crimes foram cometidos com seu aval e patrocínio contra o patrimônio ambiental, no curto espaço de tempo de 1 ano e 4 meses de sua má gestão à frente do executivo estadual (Ver a extensa lista abaixo).
"É um claro sinal que o governo federal dá de que os interesses econômicos dos grandes poluidores derrotaram a possibilidade do país, pelo menos a curto prazo, buscar um desenvolvimento econômico verdadeiramente aliado à Sustentabilidade sócio-ambiental. Lamentavelmente, optou-se por substituir a Ministra seringueira Marina Silva por um midiático e pirotécnico vendilhão da natureza. Chico Mendes, Dorothy Stang, "Seu" Júlio e todos os que amam e lutam pela melhoria do meio ambiente e da vida dos povos só tem a lamentar pelo desastre que se abaterá sobre o meio ambiente brasileiro, entregue a um aventureiro embusteiro verde! O presidente Lula definitivamente demonstrou ser um analfabeto ecológico de primeira ao entregar o MMA para um ganancioso mercantilista dos nossos bens ambientais e de nossas riquezas". Sua Pátria é verde, mas do dólar ou dos euros!
POLÍTICA DE LICENCIAMENTO AMBIENTAL "FAST FOOD"
A frente da área ambiental do governo do RJ o neo ministro levou a cabo uma permissiva (aos grandes poluidores) política de Ecologia de Mercado, inaugurando o que o professor e pesquisador Marcos Pedlowski, da UENF-Universidade Federal do Norte Fluminense, do município de Campos (RJ), conceituou brilhantemente em recente artigo como "política de licenciamento ambiental "fast food".
GAROTO PROPAGANDA DO DESERTO VERDE FLUMINENSE
Infelizmente, o seu único crime contra a natureza não foi ter virado garoto propaganda da multinacional da poluição Aracruz Celulose através da aprovação na ALERJ, já como Secretario estadual de meio ambiente, de uma lei ilegal que alterou profundamente lei anterior de sua própria autoria como deputado estadual e que está sendo questionada no TRF-Tribunal de Regional de Federal por uma ADIN-Ação Direta de Inconstitucionalida de proposta pelos movimentos da reforma agrária e grupos ecológicos.
A nova lei, fruto de intenso lobby do futuro ministro junto a deputados estaduais governistas da Bancada da Celulose, deliberadamente entregou para o plantio em larga escala, de monoculturas de eucalipto, enormes extensões de terras em áreas destinadas à agricultura familiar, à reforma agrária e a produção de alimentos, além de áreas já degradadas no passado pelas monoculturas do café, cana e pastagem (pecuária extensiva) que deveriam ser objeto de recuperação e resgate da fertilidade do solo, e ao contrário com a lei das monoculturas irá se intensificar o processo de desertificação na região que já atinge cerca de 11 municípios fluminenses, já afetando através do êxodo rural 200 mil pessoas deslocadas do campo para a periferia de outras cidades. A lei da Aracruz é tão absurdamente ilegal que libera os monocultivos em larga escala de até 400 hectares , abolindo a exigência dos obrigatórios EIA-RIMA-Estudos de Impacto Ambiental (!!!), o que significa rasgar o Princípio da Precaução reconhecido internacionalmente como essencial à prevenção de futuros danos ambientais e à saúde pública por empreendimentos potencialmente danosos ao meio ambiente.
Não por acaso, a poluidora Aracruz e outras conhecidas empresas de celulose que operam no país provocando enorme destruição ambiental e expulsão de milhares de agricultores de suas terras, se mostram neste momento tão eufóricas e já declararam apoio público a sua indicação para o Ministério do MA, na certeza de que continuarão impunes de seus crimes, violências e desmandos, como por ex. ter promovido grilagem de milhares de hectares de terras indígenas, de camponeses e quilombolas no estado do Espírito Santo; eliminação de dezenas de nascentes e contaminação do solo e água com agrotóxicos venenosos; além de promoverem enorme violência no campo capixaba. Não é à toa que o ex-governador Jorge Viana, do PT do Acre, que atualmente é "consultor de Responsabilidade Social e Ambiental" da Aracruz, será seu fiel escudeiro no MMA e tem se empenhado tanto junto ao Pres. Lula por sua nomeação.
O governo do estado do RJ, sem qualquer pudor apóia e faz lobby a favor do pedido de financiamento da Aracruz ao BNDES de R$ 1 bilhão para construção de uma planta industrial para produção de celulose e expansão predatória do deserto verde nas terras fluminenses. Enquanto isso, a região do Noroeste Fluminense que tem o menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do estado e que será a mais impactada pela monocultura de eucalipto passa por um expressivo esvaziamento demográfico, com enorme êxodo rural, sendo que aproximadamente 200 mil pessoas já migraram nos últimos anos para a periferia de cidades vizinhas, como Macaé e Campos, aumentando a crise habitacional e a ocupação desordenada sobre áreas verdes, manguezais, margens de rios. Estes novos "refugiados ambientais" sobrevivem nestes centros urbanos sem opções adequadas de trabalho e moradia, com isso aumentando o cordão de pobreza e exclusão presente nas periferias urbanas. A monocultura não significou maior geração de impostos nas regiões em que se implantou, nem produziu mais postos de trabalho, como ocorre quando se investe na agricultura familiar e a agroecologia, já que os monocultivos têm por característica uma produção de exportação altamente mecanizada.
Em seu curto mandato à frente dos combalidos órgãos ambientais fluminenses se notabilizou por ter promovido a institucionalizaçã o da FEEMA (órgão ambiental estadual) num verdadeiro balcão de negócios sujos e poluentes. À frente e por trás da tão divulgada "agilidade nos licenciamentos ambientais", na verdade esconde-se de uma relação promíscua e de favorecimentos de interesses econômicos que tem como pano de fundo um irregular acordo de parceria firmado, ano passado, entre a poderosa FIRJAN (federação que representa as grandes indústrias maiores poluidoras) e a secretaria estadual de meio ambiente, por meio do qual foram contratados uma centena de técnicos, escolhidos a dedo, bem remunerados ao contrário dos servidores públicos do setor ambiental, que estranhamente tem seus salários pagos mensalmente diretamente pela FIRJAN e que trabalham internamente dentro dos órgãos ambientais na "agilização" de pouco transparentes licenças ambientais!
O CARIMBADOR DE LICENÇAS PARA DESMATAR
Uma curiosidade chama a atenção do carimbador de licenças para desmatar: como estranhamente em sua gestão podem ter sido emitidas mais de 2.068 licenças ambientais para grandes empreendimentos poluidores, sendo que a maioria dos funcionários da FEEMA, criada em 1974 e que NUNCA teve concurso público, ou já se aposentaram ou estão em idade de aposentaria?
Teme-se por esta permissiva sanha licenciadora de atividades poluidoras, em detrimento de ecossistemas sensíveis e dos direitos ao trabalho de populações tradicionais e outras comunidades em geral empobrecidas que perderão seus territórios e sua fonte de sustento e renda para os grandes empreendimentos industriais ou para o agronegócio. Pode-se ainda afirmar que o conjunto das licenças fluminenses, em especial as emitidas na atual gestão, não resistem à mínima análise técnica e legal, além de eticamente bastante questionáveis já que provocam prejuízos incalculáveis a milhares de pessoas injustiçadas ambientalmente. O maior exemplo disso, é o fato da única "contratação" de técnicos ambientais realizada, nos últimos anos, em nosso estado foi exatamente patrocinada financeiramente durante sua gestão pela FIRJAN (associação que representa e defende os interesses das grandes empresas poluidoras)! Há uma óbvia promiscuidade de interesses pouco transparentes nesse festival de licenças "fast food". Ou seja, colocaram a raposa faminta pra tomar conta do galinheiro e ainda amarraram bem forte os pintinhos indefesos para serem devorados mais rapidamente. ..
FALSA POLÊMICA COM GOVERNADOR MAGRI: JOGO DE CENA ENTRE ALIADOS DO PODER
Os grandes poluidores e os criminosos ambientais estão em festa com mais esta equivocada nomeação do Presidente da República que ainda insiste, na contramão da tendência mundial, em considerar os ecologistas e as leis ambientais uma ameaça ou um "entrave" a suas políticas neoliberais em favor de grandes interesses econômicos privados, principalmente de poluidoras corporações multinacionais. Até mesmo esta polêmica midiática com o desmatador Governador. Magri (MT) é puro jogo de cena, inclusive combinada previamente entre poderosos aliados da coalizão de partidos no poder, bem própria de quem se notabilizou na política por ser um marqueteiro de ilusões: enquanto finge defender o meio ambiente na mídia, nos bastidores concede a jato licenças superficiais para os grandes poluidores aumentarem suas riquezas através de acelerada destruição ambiental e do empobrecimento dos povos tradicionais, pescadores, camponeses e comunidades de baixa renda que tem como suas vizinhas incômodas e poluentes plantas industriais já não mais aceitas nos países desenvolvidos da Europa e EUA.
NUCLEAR, SIM SENHOR!
Entre outras "mincadas" (sinônimo das muitas mancadas e factóides vazios tão ao gosto do novo ministro), uma já ganhou repercussão internacional que é e a promessa ao mercado das grandes empreiteiras de promover o licenciamento às pressas da Usina Nuclear Angra 3. Aliás, o novo ministro e ex-militante anti-nuclear após anunciado no cargo passou a apoiar de forma estranhamente entusiasta o plano do governo Lula de construir 8 novas usinas atômicas, sendo algumas no Nordeste brasileiro e nas margens do Rio São Francisco, no estado da Bahia!
AUMENTO DAS ÁREAS DE EXCLUSÃO DA FONTE DE SUSTENTO E TRABALUO DE MILHARES DE PESCADORES ARTESANAIS
Sua falsa "eficiência ambiental" não para por aí: em apenas 1 ano promoveu às pressas o licenciamento de 12 novos empreendimentos industriais altamente poluidores no interior da Baia de Guanabara (inclusive 5 novas enormes petroleiras) . Ao mesmo tempo em que por meio de truculentas operações para-militares com uso de helicóptero, embarcações, muitos fuzis e logicamente muitas câmeras de TVs e presença da Marinha, Polícia, dos Bombeiros e da Polícia Militar criminalizou e perseguiu indefesos pescadores artesanais empobrecidos por causa da conhecida poluição desta ainda bela e outrora produtiva baía. Cruzando os mapas dos EIA-RIMAs destes projetos nota-se que quase toda a extensão da Baia de Guanabara será transformada em áreas de exclusão de pesca. Ou seja, mais de 20 mil pescadores artesanais, catadores de caranguejos, sirizeiras, entre outros(as) trabalhadores( as) do mar e seus familiares terão que ir pescar em terra ou no Planeta Marte, já que com a entrada em operação de todas estas atividades industriais, de grande potencial poluidor, ao menos na Baía de Guanabara será inviável trabalhar.
REFINARIA DA PETROBRAS: A NOVA CUBATÃO EM CONSTRUÇÃO NA BAÍA DE GUANABARA
Entre os mega-empreendimento s industriais liberados às pressas pelo secretário-ministro está a mega-Refinaria da Petrobras, com localização projetada de forma equivocada para a sensível ambientalmente região de Itaboraí, no Leste da Baía de Guanabara, que de forma irresponsável recebeu licença ambiental em apenas 6 meses! A poluição da Refinaria afetará enormemente a APA Federal de Guapimirim. Na pressa, que como diz o ditado popular é inimiga dos que não gostam de fazer as coisas certas, sequer foi levada em conta a existência vizinha ao complexo petroquímico de 80 km2 de manguezais em grande parte ainda preservados e onde ainda hoje ocorre uma intensa atividade pesqueira artesanal que gera emprego e trabalho para milhares de pessoas, trabalhando geralmente em harmonia com o meio ambiente do qual sabem os pescadores precisam cada vez mais preservar para que possam da Natureza tirar seu sustento atual e futuro. Neste momento, para alegria de conhecidas empreiteiras de obras de engenharia, encontra-se em plena construção um conjunto de vários oleodutos para transporte de combustíveis altamente inflamáveis e produtos químicos de elevado risco de acidentes que cortarão em diversos pontos o interior, diversas ilhas e o fundo da Baía de Guanabara em direção à futura refinaria, que foram autorizadas de forma meteórica pelos órgãos da secretaria estadual de meio ambiente em audiências públicas manipuladas e pouco informativas à população afetada. Os dutos, petroleiras, a intensa movimentação de embarcações ampliarão as já extensas áreas de exclusão de pesca, desterritorializand o milhares de pescadores artesanais, que estão sendo transformados em espécie ameaçada de extinção! A região também é conhecida pelo seu histórico déficit hídrico, já que muitos rios e canais foram transformados em fedorentos e insalubres valões de esgoto à céu aberto. Portanto, as autoridades governamentais já sabiam antecipadamente que atualmente já não há água potável disponível sequer para atender a crescente demanda da população de Niterói, São.. Gonçalo, Itaboraí e outras 9 cidades situadas nesta bacia hidrográfica. O consumo da refinaria da Petrobras será colossal, o que deverá provocar em futuro próximo a realização de uma nova mega-obra, curiosamente não prevista nos estudos e na licença ambiental atual, de "transposição de bacias" da Região dos Lagos para Itaboraí. Ora, a Região dos Lagos é conhecida em todo o país por sua histórica falta d´água que se intensifica no verão devido á presença de milhares de turistas. Mesmo assim a obra da refinaria, prioritária para os governos federal e estadual, recebeu sua licença ambiental em tempo recorde, numa falsa eficiência que provocará danos aos cofres públicos estimado em alguns bilhões de reais, além de comprometer seriamente o futuro da região, já que o volume de emissões é comparável a uma nova Cubatão!
"LICENÇA METEORO" PARA MEGA-PORTO PRIVADO DO AÇU, EM CAMPOS, E TERMELÉTRICA A CARVÃO ALTAMENTE POLUENTE
No item "licença meteoro", há que destacar a concedida pelo governo fluminense, ao mega empreendimento poluidor que visa a construção do mega-porto privado do Açu, em Campos, que, além de privatizar grande extensão do mar, será abastecido por uma UTE (termelétrica) a carvão altamente poluente, o que contradiz a falsa imagem internacional de empreendedor moderno do bilionário Eike Batista, outro que fez e multiplica sua fortuna diariamente agarrado às tetas da Viúva (erário público) e que é considerado atualmente um dos maiores ricaços do mundo à custa de muito dinheiro público, especialmente do BNDES onde seu pai teve influência no passado, mesma época em começou a trabalhar curiosamente no ramos de mineração e que tem feito fortuna na área privada a custa de muito dinheiro público.
PERMISSIVIDADE E OMISSÃO COM DRAGAGEM IMPACTANTES NA BAÍA DE SEPETIBA REALIZADAS PELA EMPRESA ALEMÃ THYSSEN-KRUPP STEEL E A CIA. VALE DO RIO DOCE QUE ESTÃO PROVOCANDO IMPACTOS AMBIENTAIS E PREJUÍZOS À PESCA
Ainda há que se destacar a omissão e conivência da gestão do ex-secretário e neo-ministro quanto ao desastre ambiental de grandes proporções promovido desde o início de sua gestão pelas obras de dragagem na Baía de Sepetiba realizadas pela empresa alemã Thyssen-Krupp Steel e a Cia. Vale do Rio Doce, proprietárias do mega-complexo siderúrgico e portuário denominado CSA-Companhia Siderúrgica do Atlântico que está deixando sem trabalho e renda mais de 8 mil pescadores e prejudicando mais de 40 mil pessoas diretamente beneficiárias do trabalho na pesca na região. A Vale não por acaso, segundo o TSE, foi a maior financiadora privada de milionárias campanhas eleitorais em 2006 para governo do estado, presidência, Senado e deputados federais e estaduais.
Trata-se do maior projeto do setor siderúrgico no País, tendo o governo do estado licenciado sem critérios técnicos e legais corretos a construção de um mega-porto privado, uma coqueria que vai utilizar o cancerígeno Benzeno (substância química já proibida em diversos países), além de uma termelétrica a carvão extremamente poluente.
A Thyssen acabou de ser condenada no Tribunal Popular dos Povos, em Lima Peru e será agora processada junto a ONU e denunciada no Parlamento Europeu. Já ocorreram cerca de 80 mortes de operários no canteiro de obras da CSA, além de diversos pescadores mutilados e um morto ao ser atropelado por rebocador da CSA. As grandes embarcações da empresa têm provocado vários atropelamentos de pequenos barcos de pescadores. A CSA desmatou grande extensão de manguezal (Área de Preservação Permanente, Código Florestal) colocou placas de ferro na entrada de rios e canais para impedir a livre circulação e o trabalho do pescadores; e construiu pilares de pontes em cima de tradicional pesqueiro altamente produtivo de mais de 200 anos, eliminando definitivamente este local de pesca de onde, por décadas, diversas famílias tiravam diariamente seu sustento.
Com a permissividade da atual secretaria estadual de meio ambiente (leia-se gestão Minc) a empresa alemã está jogando mais de 20 milhões de m3 de lama contaminada por metais pesados no fundo do mar (dentro da Baía de Sepetiba), enterrando em cava cobertas apenas por argila (!) grande volume de metais pesados oriundos do dique da antiga Ingá Mercantil. As dragagens estão provocando mortandades de peixe e a pesca está impedida aos pescadores.
Entre as diversas irregularidades, destaca-se o fato de que desde dezembro de 2007, fiscais do IBAMA embargaram as obras da CSA, no entanto o embargo simplesmente não está sendo cumprido pela empresa e os órgãos ambientais federais e estaduais (Ministério do Meio Ambiente, IBAMA e FEEMA) estão omissos e coniventes com os crimes ecológicos e sociais da CSA.
A licença da CSA é completamente ilegal, uma vez que foi dada pela FEEMA quando a legislação ambiental brasileira obriga que qualquer empreendimento situado na zona costeira deve ser obrigatoriamente licenciado pelo órgão ambiental federal (no caso o IBAMA).
PRIVATIZAÇÃO DO LITORAL FLUMINENSE: O NOVO PARAÍSO DOS MEGA RESORTS DE LUXO ESTRANGEIROS CONSTRUÍDOS SOBRE DUNAS E RESTINGAS
Não é de espantar também os diversos licenciamentos dados às pressas, pelos órgãos do governo do estado, a degradadores Resorts de alto luxo pertencentes a grandes especuladores imobiliários e a grupos econômicos depredadores estrangeiros (milionários grupos italiano-espanhol) que vêm atuando livremente no litoral fluminense e em outros estados brasileiros privatizando as praias, lagoas, o litoral, ocupando extensas áreas formadas por dunas e restingas. O secretário-ministro apoiou-os entusiasticamente e se empenhou muitíssimo para a privatização do litoral e destruição dos ecossistemas de Restinga através da aceleração do licenciamento ilegal dos seguintes resorts:
- Na Reserva do Peró, em Cabo Frio, o grande empreendimento imobiliário é do empresário Ricardo Amaral e da construtora Agenco. O complexo hoteleiro terá investimento de R$ 650 milhões e ocupará 4,65 milhões de metros quadrados da praia do Peró e terá o Club Med como âncora, mais cinco hotéis, campo de golfe, hípica, lojas, clubes e restaurantes. Será o maior resort da rede no Brasil, com a construção dos 380 apartamentos de alto luxo dentro do complexo. Pelo Código Florestal, a área é de preservação permanente (restinga) onde não pode se construir nada. O mega resort será construído em cima das dunas (crime ambiental) e vai ocupar cerca de 4 quilômetros da praia, eliminando seu uso público.
- No município de Armação dos Búzios, um dos mega resorts é o Loteamento Nova Geribá e SuperClubs Breezes Búzios, de propriedade das empresas Marsol Empreendimentos e Participações S.A. e Quinze de Maio Incorporação Imobiliária Ltda, com investimento previsto de R$ 120 milhões da construtora Wrobel, terá 329 unidades e será gerido pelo grupo jamaicano Super Club Breezes, operador de um resort na Costa do Sauípe, na Bahia.. Pretende-se construir ilegalmente em uma área de dunas considerada legalmente como faixa não edificandi, comprometendo sua função pública de proteção ambiental;
- Em Búzios, também está em risco o belíssimo balneário das praias da Azeda e da Azedinha, afetado pelo mega empreeendimento imobiliário do grupo inglês Orient-Express, detentor de 39 hotéis de alto luxo ao redor do mundo, inclusive do Copacabana Palace, que comprou recentemente um terreno de 185 mil metros quadrados atrás das duas pequenas praias para a construção de um hotel butique, em uma área praticamente intocada. A área é de preservação permanente, onde não se pode erguer nenhum tipo de construção. No entanto, pretende-se construir em encosta e em topo de morro, criando uma praia privativa para os ricaços.
O plano é investir cerca de R$ 70 milhões na construção de bangalôs, com apenas 42 apartamentos e nove casas.Segundo o presidente do grupo no Brasil, Philip Carruthers, "será um hotel de luxo, voltado para o público AAA. Esperamos ter 60% de estrangeiros entre os hóspedes".
- Em Maricá, outro mega resort do grupo luso-espanhol Madrilisboa, IDB do Brasil, Âmbito Consultoria e Ingenieria, Geexgroup, a ser implantado na Fazenda de São Bento da Lagoa de Maricá, que ocupará uma área construída de mais de 50% da APA de Marica, em área de 841 hectares e previsão de 2,5 milhões de m2, privatizando a restinga e de conservação ambiental (Faixa Marginal de Proteção) com presença de aves migratórias, colocando cercas de arame farpado e grades, que irá destruir a Restinga de Maricá, além de estar ameaçando e expulsando pescadores artesanais tradicionais da Comunidade de Zacarias, 1º. Distrito de Maricá.
DECRETO ILEGAL BENEFICIA A MÁFIA DO LIXO
Em janeiro deste ano, por influência da secretaria estadual de meio ambiente, o estado publicou decreto inconstitucional que beneficia as grandes empreiteiras de lixo, ou a famosa "Máfia do lixo", com a construção de cerca de 30 mega-aterros sanitários prejudicando e excluindo as demais alternativas tecnológicas existentes amplamente adotadas em todo o mundo que propõem a geração de energia da biomassa do lixo e a reciclagem. Profunda contradição, já que ao mesmo tempo que posa na mídia como pioneiro ao criar um setor de mudanças climáticas no estado, sequer ouviu este setor ao publicar no Diário Oficial o decreto que dá ilegalmente exclusividade tecnológica a grandes aterros sanitários no estado; além de condicionar a liberação de recursos públicos do estado e federais para as prefeituras à adoção desta única opção tecnológica. Ou seja, discursa em favor do combate ao aquecimento global, enquanto propõe legislação estadual que aumentará a produção de gases de efeito estufa (GEE) através do aterramento do lixo urbano em verdadeiros "cemitérios de lixo" (grandes aterros). Com isso, milhares de toneladas de energia e matéria prima que poderiam ser recicladas e transformadas em energia limpa e combustível veicular serão enterradas nestes aterros produzindo diariamente milhares de toneladas de gases tóxicos (GEE), chorume, poluição atmosférica, contaminação do lençol freático, problemas de saúde etc. No próximo Dia Mundial do Meio Ambiente, 5/6, as 10 hs da manhã, a ALERJ promoverá Audiência Pública para tratar da revisão deste decreto ilegal que já está sendo contestado por uma ADIN-Ação Direta de Inconstitucionalida de junto ao Tribunal de Justiça do Estado do RJ.
O Decreto ilegal patrocinado por sua Secretaria de MA visa ‘dar legalidade’ à remoção arbitrária e injusta de mais de uma centena de casas de trabalhadores( as)para ampliação do lixão do Morro do Céu, Niterói, e ao lixão de Paciência que pretende transformar a populosa Zona Oeste do Rio de Janeiro num mega “cemitério de lixo” de 9 mil toneladas por dia, numa área densamente povoada. O licenciamento ambiental, pelo qual o secretário neo ministro estranhamente tanto tem se empenhado desde que assumiu a pasta, é completamente ilegal já que a região é Área Residencial e vizinha à Base Aérea de Santa Cruz, o que representará um grave risco de acidentes aéreos.
Outro mega-lixão previsto neste Decreto irregular é o de Seropédica projetado em cima do estratégico manancial Aqüífero Piranema (isso mesmo: instalação de um lixão num manancial de água subterrânea!! !) que vêm sendo questionado e criticado pela comunidade local, ecologistas, pesquisadores da Embrapa e da UFRRJ-Universidade Federal Rural do RJ.
AOS GRANDES GRUPOS ECONÔMICOS POLUIDORES LICENÇAS AMBIENTAIS METEÓRICAS OU "FAST FOOD"; JÁ PARA PARA O ANDAR DE BAIXO CRIMINALIZAÇÃO DA POBREZA
Entre as ações pirotécnicas e midiáticas (factóides) que marcaram sua má gestão à frente da secretaria de meio ambiente e que, teme-se, deverá ser lamentavelmente reproduzida em escala nacional com sua posse como ministro, destaca-se a rapidez e permissividade com que os grandes grupos econômicos "legalizaram" empreendimentos altamente impactantes, passando a agir impunemente e livremente contra a natureza embaixo de seu nariz.
Ao mesmo tempo, promoveu diversas operações para-militares com objetivo de criminalizar a pobreza e os trabalhadores extrativistas, em especial pescadores artesanais e pequenos agricultores. Apesar da retórica social, em sua gestão nenhum assentamento da reforma agrária foi licenciado. Com isso, milhares de famílias sem terra estão impedidas de trabalhar na terra e de ter acesso a financiamentos públicos para produzir seus próprios alimentos. A formação do deserto verde, projeto da Aracruz, vai intensificar o êxodo rural e o uso indiscriminado de agrotóxicos.
Muitos pescadores artesanais tem recebido grande número de multas dos órgãos ambientais e até prisão por pescarem em manguezais ou próximos à áreas ambientalmente sensíveis, sendo considerados perigosos "criminosos ambientais" pelo poder público.
No entanto, uma de suas ações mais excêntricas foi uma " mega operação" para-militar com helicópteros, fiscais, policiais armados e logicamente a presença de muitas câmera de TVs e máquinas fotográficas da grande mídia para supostamente reprimir a especulação imobiliária no morro Dois Irmãos, na favela da Chácara do Céu. A "Tropa de Elite" como bem caracterizou Elio Gaspari, na Folha de São Paulo, "procurava a espantosa expansão da favela sobre as matas do Parque Natural Penhasco Dois Irmãos. Os bárbaros ameaçavam os moradores do Alto Leblon." Bem para surpresa do elitista secretário, ao chegar ao local do suposto crime "Não eram os favelados, mas os ricos cariocas, os invasores!". E aí, o que fazer? Segue Gaspari, "havia (apenas) a obra de um puxadinho, com uns 20 metros quadrados . Como o dono não estava lá, demoliram-no. Salvaram-se assim a mata atlântica e a paz do Leblon. A expansão da favela fora produto de uma alucinação demofóbica. Tudo poderia ficar reduzido à Batalha do Puxadinho se não aparecesse um cidadão com uma lembrança: e a quadra de tênis? Que quadra? (disse o secretário). A de um condomínio do Alto Leblon, logo ali, a 200 metros do alto da favela. Bingo. Lá estava a quadra de tênis, construída acima da cota cem. (Quem quiser vê-la pode ir ao Google Earth na posição 22º59'16" sul e 43º14'06" oeste. Vêem-se ainda outras quatro quadras e três piscinas, mas não se pode dizer que haja algo de errado com elas.). Segundo a Secretaria do Ambiente, o condomínio "Quinta e Quintais" anexou um pedaço da mata. O síndico da propriedade explicou que a quadra, construída em 1979, é anterior à criação do parque e os moradores pagam R$ 2,3 mil por mês à prefeitura pela ocupação do terreno.Foram procurar a invasão do andar de baixo e acharam a do andar de cima. O condomínio ocupa uns mil metros quadrados de espaço público e a Viúva recebe R$ 2,30 por metro", conclui sarcasticamente.
Agora advinha o que houve com o condomínio de alto luxo na Zona Sul carioca? Exatamente, acertou de primeira: NADA. Continua impunemente dentro da mata Atlântica numa das regiões mais caras da capital carioca. Já os barracos de alguns pobres trabalhadores desempregados e que, sequer, conseguem pagar um mísero aluguel e centenas de pescadores artesanais fluminenses foram tratados na (má) gestão minc com a dureza, a inflexibilidade, o rigor extremo e a insensibilidade das leis. Ou seja, em sua arrogância elitista, para ele, os mais pobres são todos "criminosos ambientais"!
PATROCINADOU A LEI MOTO-SERRA QUE DIMINUIU 103 HECTARES DO PARQUE ESTADUAL DA SERRA DA TIRIRICA E BENEFICOU A ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA
Em 2007, além de contribuir decisivamente para alterar lei de sua própria autoria que previa o Zoneamento Ecológico Econômico do estado e limitava a expansão das monoculturas de eucalipto, substituindo a por uma nova lei fruto de puro lobby econômico da multinacional da poluição Aracruz Celulose, tendo atuado nos bastidores da ALERJ para constituir a Bancada da Celulose, o então secretário e futuro ministro também apoiou junto à ALERJ a aprovação do Projeto de Lei No. 3238/2006 que alterou profundamente a Lei Estadual No 1901 de 1991, também de sua autoria, que criou o Parque Estadual da Serra da Tiririca.
Com isso, na prática a nova lei ilegal liberou para o capital imobiliário (leia-se especulação imobiliária) grande extensão da Mata Atlântica preservada por lei desde os anos 80, e até então protegida legalmente como Parque Estadual.
Desde o início o PL 3238 previa a diminuição dos limites do Parque da Tiririca, com objetivo de liberar desmatamentos da mata atlântica e beneficiar o setor imobiliário especulativo, além de "legalizar" dezenas de condomínios de alto luxo construídos ilegalmente dentro do Parque ou que tinham pedidos de construção e licenciamento, após construídos ilegalmente, em apreciação junto à prefeitura e os órgãos ambientais. O PL 3238/2006 ficou conhecido como Lei Moto Serra já que sua aprovação colocou em risco o patrimônio ambiental que é um bem da coletividade, além de seu aspecto ilegalmente permissivo já que, especialmente na cidade de Niterói, serviu para colocar supostamente na "legalidade" dezenas de condomínios de alto luxo construídos irregularmente, criando perigoso caso consumado! Estima-se que a perda relacionada com o Decreto de 1993 é de mais de 103 hectares , tendo sido excluídas dezenas de áreas que restaram preservadas por anos e que com a nova lei se tornaram alvo preferencial das investidas da especulação imobiliária.
Nem o fato da área ter sido reconhecida internacionalmente, em 1992, como parte integrante da Reserva da Biosfera da Floresta Atlântica pela UNESCO sensibilizou e freou a sanha desmatadora e especulativa do deputado-secretá rio-futuro ministro.
SECRETARIA ESTADUAL DE MA AUTORIZA LICENCIAMENTO DE MEGA-DEPÓSITO DE LIXO QUÍMICO PRÓXIMO DO RIO GUANDU QUE ABASTECE 8 MILHÕES DE PESSOAS: no site da FEEMA vc encontra o EIA-RIMA de mais este crime ambiental e contra a saúde pública
Para ver a matéria na íntegra, clique:
http://www.paginasd inamicas. com.br/ecopress/ pg_dinamica/ bin/pg_dinamica. php?id_pag= 22&id_noticia=25680&id_jornal=2
Rio estuda instalar lixão industrial próximo a ribeirão que abastece 8 milhões de pessoas na Região Metropolitana
FOLHA DE SP
O governo do Estado do Rio iniciou o processo de licenciamento para a instalação de um depósito de lixo industrial e químico a 5 km do ribeirão das Lajes, que forma o rio Guandu, fonte de abastecimento de água para 8 milhões de pessoas na região metropolitana do Rio. Caso a licença venha a ser concedida, resíduos do depósito poderão alcançar o lençol freático e os cursos d"água da região, chegando ao ribeirão, o que ameaçaria o sistema de abastecimento do Guandu, acusam ambientalistas que tiveram acesso ao projeto.
Em fevereiro deste ano, a Feema (Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente), vinculada à Secretaria do Ambiente do Estado, determinou à empresa Essencis Soluções Ambientais, autora do projeto, a elaboração de um EIA (Estudo de Impacto Ambiental) e de um Rima (Relatório de Impacto Ambiental). A preparação do EIA-Rima é a primeira parte do processo burocrático para o licenciamento. Caso as informações prestadas pela empresa no documento sejam consideradas satisfatórias pela Feema, a tendência é a de que o depósito tenha a instalação aprovada. Mesmo ainda sem a licença, a empresa já começou a realizar obras no terreno, situado na área rural do município de Paracambi (a 75 km do Rio), na vizinhança do Depósito Central de Munição do Exército. O solo já passou por uma primeira terraplanagem. Na margem da estrada que liga a via Dutra (Rio-São Paulo) ao centro da cidade, o terreno já está todo cercado.
Para o presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do Estado do Rio, Felipe Brasil, há risco grave de a água do sistema Guandu ser contaminada. "A área é baixa e contribui para a drenagem da área. Sem dúvida, os resíduos líquidos vazarão para o lençol freático, atingindo o rio em seguida." Brasil disse que, como Paracambi tem vocação rural, sem indústrias importantes, a lista de clientes do depósito deverá ser formada por grandes empresas da região metropolitana e de Estados vizinhos, como São Paulo e Minas. "É injusto que a população de Paracambi enfrente problemas graves causados por um lixo que não foi ela que produziu."
O caso já levou a Comissão de Defesa do Meio Ambiente da Assembléia Legislativa a realizar uma audiência pública para discutir a instalação do que os ambientalistas chamam de "lixão tóxico" nas proximidades da APA (Área de Proteção Ambiental) do Guandu. Para o gestor ambiental Sérgio Ricardo de Lima, ex-membro do Comitê de Bacia do Rio Guandu, "há risco real ao abastecimento público da região metropolitana e da capital". "É uma irresponsabilidade os órgãos ambientais do Estado cogitarem essa hipótese. Considero um ato de "racismo" ambiental. Os governantes e as grandes empresas poluidoras escolhem municípios pobres, de organização social frágil, condenando-as a serem vistas eternamente como um grande cemitério de lixo químico."
No pedido de licenciamento, a Essencis diz ter a intenção de construir em Paracambi "uma central de tratamento de resíduos industriais" , da qual farão parte um aterro, uma estação de tratamento de efluentes líquidos e um galpão de estocagem de rejeitos. Empresa diz que o aterro não poluirá o rio DO ENVIADO A PARACAMBI (RJ) O diretor da Essencis Soluções Ambientais no Rio, Elson Rodrigues, disse que o depósito de lixo industrial planejado para Paracambi não atingirá o rio Guandu. Segundo ele, o depósito será " estanque" e "pequeno". "O aterro de Gramacho [em Duque de Caxias] recebe 8.000 toneladas de lixo por dia. O de Paracambi receberá 300 toneladas diárias, se tanto. E estaremos muito longe de todos os rios. Mais de 5 km em vôo de passarinho. É tecnicamente impossível o resíduo chegar até lá." Segundo o executivo, a Essencis se propõe a instalar "um depósito de resíduos sólidos com toda proteção técnica". Entretanto, falou que entende a reação à proposta. "As pessoas atacam esse tipo de investimento, mas ele é necessário. Eu trato o resíduo. Quem o produz são as empresas." Segundo ele, a empresa está na "primeiríssima" etapa do projeto.
O secretário do Ambiente do Estado do Rio, Carlos Minc, confirmou que foi autorizado o início do processo de licenciamento do projeto. Mas que a licença só sairá caso haja a aprovação do estudo de impacto ambiental, ainda não apresentado. (ST). (Ecopress com informações da Folha de S.Paulo - 01/10/07, às 8 horas)
ALÉM DO MAÍS É CHEGADO A UMA MAMATA NAS TETAS PÚBLICAS: APOSENTADORIA PARLAMENTAR "PRECOCE"
Outra fonte importante é link abaixo que mostra a contraditória aposentadoria "precoce" do deputado-ministro, que posa na grande imprensa como um ético na política.
Minc usou brecha da lei para se aposentar aos 51 anos
http://br.noticias. yahoo.com/ s/15052008/ 25/politica- minc-usou- brecha-da- lei-se-aposentar -aos-51.html
Olha aí!!! O "coronel ecológico" do PT, além de destruidor da natureza, também adora uma mamata!!!! RSRSRSRSRSRS! !!! Estamos fritos e a Amazônia, o Cerrado, os Pampas, a Mata Atlântica também!!!
Minc usou brecha da lei para se aposentar aos 51 anos – O Estado de S. Paulo
Um dos líderes do movimento que acabou com as aposentadorias especiais dos deputados estaduais do Rio em 1998, o então deputado Carlos Minc (PT) usou, no início de 2003, brechas na legislação que ajudara a aprovar para ganhar pensão no valor de 42% do salário de parlamentar - de forma vitalícia e aos 51 anos. Pelo menos outros 32 deputados e ex-deputados fizeram o mesmo, segundo revelou o jornal O Estado de S.Paulo à época.
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O ministro indicado do Meio Ambiente, quando foi entrevistado sobre o assunto, em 2003, tentou justificar a decisão de pedir o benefício - contraditória com o que defendera antes - de forma pragmática, afirmando que, por ser deputado, não teria outra forma de se aposentar. "Acho que não dá para chegar para um cara e dizer: "Você é de esquerda e tem que jogar 20 anos de contribuição previdenciária para o espaço sideral", declarou na ocasião. Ele alegou que, por estar afastado do cargo de professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro havia 16 anos, não teria como se aposentar.
"Descobri que tinha perdido esse tempo de contribuição para a Previdência, não tinha nada lá", disse. A revelação da aposentadoria, porém, o abalou. Chegou a correr para não dar entrevista sobre o caso e, depois, anunciou a doação do benefício ao Programa Fome Zero, do governo federal, exibindo o comprovante de depósito. A aposentadoria de Minc e seus companheiros era perfeitamente legal, embora questionável no plano ético, sobretudo quando requerida por quem a criticara e comandara um movimento por sua extinção.
Ela foi concedida pela Mesa Diretora, com base nas leis 2.889/98 (que acabou com o benefício) e 3311/99 (que abordou o regime previdenciário do Legislativo) , além do Ato "N"/MD/465/2001, editado pela Mesa sob a presidência de Sérgio Cabral Filho, então presidente da Casa. A legislação permitia que deputados e ex-deputados com tempo para requerer pensões proporcionais o fizessem, mesmo após a extinção. As leis também permitiam o acúmulo do benefício com salários de políticos na ativa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
28/05/2008
OAB apóia seminário sobre direito indígena à luz da Constituição
Iniciativa quer focar vinte anos de Constituição, em outubro, em
relação aos direitos indígenas e suas perspectivas no País
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto,
acertou hoje (19) com o dirigente do Memorial dos Povos Indígenas,
Marcos Terena, o apoio da entidade a um seminário para discutir os reflexos
dos vinte anos da Constituição Federal no que se refere aos direitos
indígenas e suas perspectivas.
O evento deve acontecer em outubro próximo, quando a Constituição completa vinte anos, e contará com a participação de juristas e constitucionalistas com grande conhecimento sobre Direito indígena. Também serão convidados acadêmicos que estudam a questão indígena nas universidades e lideranças indígenas.
Britto designou o coordenador do Grupo de Trabalho sobre Assuntos Indígenas do Conselho Federal da OAB, Lúcio Flávio Sunakozawa, conselheiro federal da entidade pelo Mato Grosso do Sul, para proceder a articulação da entidade no convênio firmado hoje com o representante do Memorial dos Povos Indígenas.
Marcos Terena disse que planeja abrir o seminário com uma aula magna de um grande jurista que seja expert em direito indígena, "para que tenhamos um discussão não só sobre os direitos dos índios, mas aprofundar o debate no que se refere o relacionamento do direito indígena com a sociedade brasileira, nesses vinte anos".
Fonte: Clipping da 6ªCCR do MPF.
Plantado no desmate
A aprovação da Medida Provisória (MP) 422 pelos deputados federais na noite de terça-feira, poucas horas após a saída de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente, confirma que a defesa da biodiversidade vem perdendo a batalha contra o desmatamento e o desenvolvimento a qualquer custo, defendido por diversos setores do governo.
A recém aprovada MP 422 pode ser traduzida como a “legalização da grilagem”. Ela trata da dispensa de licitação para a venda de terras públicas com até 1.500 hectares – limite ampliado em mil hectares – sob a tutela do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).
Agora, a MP 422 aguarda a companhia do Projeto de Lei proposto pelo senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), o PL 6.424, outro grande incentivo à devastação, que reduz de 80 para 50% a exigência de reserva legal (área de preservação de floresta) em propriedades na Amazônia.
Ambas as propostas evidenciam a prioridade do governo federal: abrir terreno para o agronegócio, seja ele qual for. O setor do agronegócio é hoje protagonista do grande processo de devastação da Amazônia que, nos últimos cinco meses de 2007, excedeu a medida de 3.000 quilômetros quadrados de floresta, de acordo com dados do Ministério do Meio Ambiente.
Não é por acaso que os ventos apontam para o Norte e o agronegócio segue essa direção. É na região amazônica que está concentrado o maior volume de terras devolutas do país. Essa é a base de um processo de ocupação e devastação que, aliado ao uso da máquina estatal para fins privados, abre espaço para as diversas frentes do agronegócio em destaque no mercado, em especial o extrativismo de madeira, pecuária e a monocultura da soja.
Trocar a floresta por boi é projeto antigo. Sabe-se que a iniciativa de ocupar a região com gado remonta à década de 1950 e começou a dar passos mais firmes durante o governo militar, quando em 1966 foram aprovados os primeiros projetos agropecuários para região.
A Amazônia sofre hoje com uma dose cavalar de ocupações ilegais realizadas por latifundiários pecuaristas e produtores de soja, desenvolvidas por meio da grilagem de terras e pactuada com a pilhagem de madeira. Os últimos dados sobre o avanço da produção de gado, por exemplo, são emblemáticos e assustadores.
O montante de áreas usadas para a pecuária na região é de 32,6 milhões de hectares, o que corresponde à soma das áreas dos estados de São Paulo, Rio e Espírito Santo. Dos 30,6 milhões de hectares devastados entre os anos de 1990 e 2006, 25 milhões foram transformados em pasto.
O roteiro é simples: primeiro é preciso cercar a terra adquirida junto ao Incra – geralmente de maneira ilegal –, vende-se a madeira da área e então, depois de uma pequena queimada para construir pasto, toma-se a terra para a criação de gado ou, com mais investimento, para a plantação de soja.
Um esquema que conta também com empresas exportadoras brasileiras e estrangeiras. Um terço da carne produzida nessas áreas ilegais, bem como grande parte da madeira roubada e da soja, vão para fora do país. Ou seja, parte do superávit da balança comercial do país, principal “benefício” do modelo do agronegócio, é sustentado na devastação da Amazônia.
O que evidencia a disposição do agronegócio no Brasil: usar a terra que pertence a todo o povo em função única e exclusivamente do lucro, sem levar em conta questões ecológicas ou de outra ordem, atentando contra condições humanas de sobrevivência.
O problema da pilhagem de madeira e ocupação pelo gado está longe de ser resolvido. Pelo contrário. Agora a investida desses latifundiários é descaradamente travestida de assentamento, a exemplo das denúncias que marcaram o fim de 2007, sobre projetos irregulares no Oeste do Pará, os quais, em vez de abrigarem agricultores, estariam sendo explorados ilegalmente por madeireiras.
O escândalo que revelou a existência de um pacto entre madeireiras e o Incra do Pará, acusado de destinar áreas da floresta para assentamentos falsos que são depois exploradas pelos latifundiários, há muito vinha sendo denunciado pelo MST.
Nessa ciranda, a monocultura da soja muitas vezes trabalha em parceria com a pecuária, já que o grão se expande por áreas de pastagem degradada. O cultivo já devasta o cerrado e avança sobre a Floresta Amazônica.
Encabeçando esse processo estão o capital financeiro e as grandes transnacionais do agronegócio, como Cargill, Bunge, Monsanto, Syngenta, Stora Enzo e Aracruz, que orientam um modelo de produção agrícola baseado na expulsão dos trabalhadores rurais, indígenas do campo e na destruição do meio ambiente.
Entre 1995 e 2003 a produção de soja cresceu mais de 300% nos estados do Pará, Tocantins, Roraima e Rondônia e essa expansão tem previsão de continuidade até 2020. A área de cultivo de soja na Amazônia passou de 20 mil hectares no ano de 2000 para 200 mil em 2006.
Mais impressionante e incriminador são os dados do aumento da produção em Santarém, no Pará. Um claro exemplo da relação dos investimentos dessas transnacionais com a devastação de nossa floresta. A área colhida em Santarém saltou de 200 hectares em 2002, para 4,6 mil em 2003 e hoje corresponde a 16 mil. Curiosamente, foi no ano de 2003 que o porto construído na cidade pela Cargill, destinado para o escoamento de grãos, começou a operar. Porto que, aliás, foi instalado ilegalmente, pois à época não apresentou o Estudo de Impacto Ambiental que é precedente obrigatório para tal empreendimento, segundo a Constituição de 1988.
As transnacionais buscam agora introduzir no mercado novas sementes transgênicas, tornando ainda mais acirrado o avanço sobre a floresta. E isso já está acontecendo. Amargamos recente liberação de duas variedades de milho transgênico da Monsanto e da Bayer que agora poderão ser comercializadas.
A decisão do CNBS (Conselho Nacional de Biossegurança) põe em risco um longo trabalho de conservação a campo de centenas de variedades de milho adaptadas a diferentes regiões e a diferentes usos e cultivadas livremente pelos agricultores.
A conseqüência mais grave diz respeito à soberania alimentar do país. Isso porque o milho está na base da estrutura alimentar brasileira e as variedades transgênicas a serem cultivadas atendem prioritariamente à produção de ração e agrodiesel. Mesmo se direcionadas à alimentação, o alerta permanece, haja vista a desaprovação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) quanto ao processo de liberação, por não conter dados que comprovassem a segurança do grão para o consumo humano.
Há anos o movimento vem reivindicando que a criação de assentamentos seja concentrada em áreas com maior número de acampamentos, como no Nordeste, Sul e Sudeste. Enxergamos as florestas como patrimônio da humanidade e sabemos que os maiores prejudicados com a devastação são os camponeses. Tal posicionamento encontra referência em nossas ações, que se contrapõem ao modelo agroexportador. Apostamos na agricultura camponesa desenvolvida em pequenas propriedades, com base na agroecologia e sabemos que são os camponeses os guardiões de nossa terra.
Secretaria Nacional do MST
Bunge Alimentos no Piauí - Um mau exemplo para o mundo.
A Bunge Alimentos tem sido veiculada, nesses ultimos dois meses, em varios meios de comunicacao do Brasil (revistas, portais e jornais). Por dois motivos: Primeiro, foi condenda pela Justica Federal a mudar sua matriz energética, a lenha nativa do Cerrado, e o seu modo de operacao no estado do Piaui. Segundo, porque a Bunge apesar de ter sido condanada nao cumpre a decisao da Justica demonstrando desrespeito as leis do Pais.
E por que a Bunge foi submetida a essa situacao judicial? Porque no Piaui ela nao tem desenvolvido uma atividade que respeite o meio ambiente, os direitos humanos e a cultura do povo e das comunidades.
Vejamos alguns exemplos: A Bunge utiliza lenha nativa da floresta (Cerrado) para procesar a soja. Mil metros cubicos por dia. No Piaui ha 5 anos e no resto do Brasil ha muito mais tempo. A destruicao da floresta tem causado um grande transtorno ambiental, como a eliminacao da fauna e da flora, provocado a falencia dos ríos e das aguas; mudancas climaticas e o aumento da temperatura ja sao observados; a utlizacao indiscrimada de agrotoxico tem provocado a norte de muitos trabalhadores nas fazedas que produzem soja e sao financiadas pela Bunge – 15 trabalhadores ruruais morreram envenenados no final de 2005 nos municipios de Ribeiro Goncalves e Baixa Grande; a producao de soja e a atividade de cortar lenha estao associadas ao trabalho escravo e degradante. Um trabalhador recebe 30 centavos de dólares por um metro cubico de lenha. 3 dolares por dia e o que recebe um trabalhador nas fazendas, numa jornada e 10 horas.
Esse modelo de producao de soja IR – responsavel e IN – sustentavel tem levado os campesinos a perderem suas terras para os grandes produtores atraves de acoes violentas. Sem alternativa vao para as perifeiras das cidades, situacao que muito contribui para a violencia urbana, a delinquencia e prostiuicao infanto-juvenil.
Toda essa situacao e ainda mais a falta de cumprimento da legislacao ambiental existente no Brasil e no Piaui levou a Fundacao Aguas a entar na justica contra a Bunge. Acao que a Bunge perdeu no dia 5 de marco em um tribunal federal atraves de um colegiado que votou por unanimida em favor da Fundacao Aguas (3 x Zero). A situacao da Bunge no Piaui chegou aos tribunais, porque a empresa se nega a dialogar. E ainda usa de meios de intimidacao para dificultar a acao das orgazacoes ambientalistas.
Eu sou Coordenador da Fundacao Aguas. Um cidadao do Brasil e do Piaui, mas antes de tudo sou um cidadao do Planeta. Meu otimismo em um Mundo melhor me trouxe a NY para falar aos acionistas da Bunge, que talvez nao saibam da procedencia da empresa no estado onde vivo. Falo aquí em nome de muitas criancas das comunidades atingidas pelos desequilibrios ambientais promovidos pelo producao da soja, falo em defesa da floresas da minha regiao, do lugar onde nasci e vivo. Falo em nome de muitos que nao podem falar, que nao tem como falar, represento um povo. Nao falo em nome proprio nem em defesa de intereses pessoais. Falo em ultima instancia em nome do Planeta Terra e de todos os cidadaos do Mundo. Creio aquí nesse momento que hoje teremos uma solucao para a situacao de destruicao da vida e do cerrado onde vive uma parcela significativa do povo do Piaui.
Judson Barros
Para ver campanha contra a destruição do Cerrado veja nosso site: www.funaguas. org.br
24/05/2008
Consumo Sustentável - Guia de boas práticas para o consumo sustentável

A imensidão do Brasil fez, e ainda faz, muita gente pensar que todos os recursos naturais do nosso País são inesgotáveis. Engano. Um grande engano. Se não abrirmos os olhos e ficarmos bem atentos as nossas atitudes, poderemos sofrer graves prejuízos e ainda comprometer a sobrevivência das gerações futuras.
Não é à toa que muita gente – técnicos, especialistas, estudiosos e governos de todas as partes do mundo – está preocupada com o futuro do nosso Planeta. O Ministério do Meio Ambiente - Secretaria de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável - e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (IDEC) colocam o assunto em discussão e dão as dicas para que todos possam iniciar a mudança.
Talvez você já tenha ouvido falar de Consumo Sustentável. Mas, se você não sabe o que isso significa, vamos lá: Consumo Sustentável quer dizer saber usar os recursos naturais para satisfazer as nossas necessidades, sem comprometer as necessidades e aspirações das gerações futuras. Ou seja, vale aquele velho jargão popular: saber usar para nunca faltar. E isso não exige um grande esforço, somente mais atenção com o que está ao nosso redor, no nosso ambiente. Basta fazermos uma pequena reflexão sobre como agimos.

Normalmente, não nos preocupamos com a quantidade de água que utilizamos ao escovar os dentes, quando tomamos banho ou no momento de lavar a louça e o nosso carro. Por absoluta desatenção, ao sairmos de um cômodo não apagamos a luz, ou vamos acendendo todas as lâmpadas, deixando para trás um rastro luminoso. Nem nos tocamos em relação ao consumo de papel, seja em casa ou no escritório estamos sempre desperdiçando papel. Misturamos o lixo doméstico, quando seria muito simples separar os restos de comida do papel, da lata, do vidro, do plástico. No ato da compra, pense! Não leve para casa alimentos em excesso nem faça comida em demasia para depois ter que jogar fora. Resto de alimento é coisa séria. Milhares de pessoas carecem, diariamente, de um prato de comida.Não nos damos conta de que os nossos desperdícios têm impacto no nosso bolso. E, mais grave ainda, nunca paramos para pensar que este comportamento displicente vai acarretar sérias e graves dificuldades para os nossos descendentes. Eles vão ressentir-se da falta dos recursos naturais.Ao mesmo tempo em que estaremos reduzindo ou eliminando o desperdício, vamos economizar muito dinheiro. Quem sabe, não conseguiremos até melhorar a nossa renda mensal, se fizermos pequenas mudanças nas nossas atitudes? Se você acha que é muito trabalhoso, então, preste atenção nessas informações abaixo e perceba o risco que estamos correndo.
Água
Hoje, metade da população mundial (mais de 3 bilhões de pessoas) enfrenta problemas de abastecimento de água. Muitas fontes de água doce estão poluídas ou, simplesmente, secaram. Recife, capital de Pernambuco, em vários períodos do ano é submetida a um racionamento rigoroso, em outros, não tem água mesmo. O racionamento também já chegou à São Paulo, podendo atingir 3 milhões dos 10 milhões de habitantes da capital paulista. Você sabia que 97% da água existente no planeta Terra é salgada (mares e oceanos), 2% formam geleiras inacessíveis e, apenas, 1% é água doce, armazenada em lençóis subterrâneos, rios e lagos?

Pois, bem, temos apenas 1% de água, distribuída desigualmente pela Terra para atender a mais de 6 bilhões de pessoas (população mundial).Esse pouquinho de água que nos resta está ameaçado. Isso porque, somente agora estamos nos dando conta dos riscos que representam os esgotos, o lixo, os resíduos de agrotóxicos e industriais.Cada um de nós tem uma parcela de responsabilidade nesse conjunto de coisas. Mas, como não podemos resolver tudo de uma só vez, que tal começarmos a dar a nossa contribuição no dia-a-dia?Você sabe quantos litros de água uma pessoa consome, em média, por dia? Não?São cerca de 250 litros (isto mesmo, 250 litros ou mais): banho, cuidados de higiene, comida, lavagem de louça e roupas, limpeza da casa, plantas e, claro, a água que se bebe.
Dá para viver sem água? Não dá. Então, a saída é fazer um uso racional deste recurso precioso. A água deve ser usada com responsabilidade e parcimônia. Para nós, consumidores, também significa mais dinheiro no bolso. A conta de água no final do mês será menor. O mais importante, no entanto, é termos a consciência de que estamos contribuindo, efetivamente, para reduzir os riscos de matarmos a nossa fonte de vida: a água.
Energia elétrica
O consumo de energia elétrica aumenta a cada ano no Brasil. Em breve, estaremos importando energia elétrica de países vizinhos. O comércio, além de ganhar novos estabelecimentos com alto padrão de consumo (shopping centers, hipermercados), dinamizou suas atividades com a ampliação dos dias e horário de funcionamento. Uma grande parte desse aumento é decorrente do desperdício de energia.
Voltamos à questão do desperdício. E é nesse ponto que entra a nossa contribuição.
O consumo residencial e comercial representam cerca de 42% do consumo total. No segmento residencial, houve um aumento do uso da eletricidade por incorporação de novos eletrodomésticos. Será que precisamos de todos eles, realmente? Economizar energia, além de fazer bem ao bolso, também contribui para o adiamento da construção de novas hidrelétricas, que causam grandes impactos ambientais ou para diminuição da exploração de recursos naturais não renováveis como o petróleo. Percebe como podemos ajudar?
Lixo
Enquanto a água pode nos faltar, o lixo sobra. É lixo demais e ele sempre aumenta. Aumenta tanto que nem sabemos onde colocá-lo. Essa dificuldade é maior quando associada aos custos para se criar aterros sanitários. A situação torna-se pior quando constatamos que na maioria das cidades brasileiras o lixo é despejado em terrenos baldios ou nos “famosos” e inadequados lixões. Em contraposição a essas práticas, ecologicamente incorretas, vem-se estimulando o uso de métodos alternativos de tratamento como a compostagem e a reciclagem ou, dependo do caso, incineração.A incineração (queima do lixo) é a alternativa menos aceitável. Provoca graves problemas de poluição atmosférica e exige investimentos de grande porte para a construção de incineradores.A compostagem é uma maneira fácil e barata de tratar o lixo orgânico (detritos de cozinha, restos de poda e fragmentos de árvores).A reciclagem é vista pelos governos e defensores da causa ambiental como solução para o lixo inorgânico (plásticos, vidros, metais e papéis). Com a reciclagem é possível reduzir o consumo de matérias-primas, o volume de lixo e a poluição.
Tecnicamente, é possível recuperar e reutilizar a maior parte dos materiais que na rotina do dia-a-dia é jogada fora. Latas de alumínio, vidro e papéis, facilmente coletados, estão sendo reciclados em larga escala em muitos países, inclusive no Brasil. Embora seja um processo em crescimento, ainda não é economicamente atrativo para todos os casos. Assim, nos restam as alternativas: evitar produzir lixo, reaproveitar o que for possível e reciclar ao máximo. Como fazer isso? Aqui vai uma boa dica: aproveitar melhor o que compramos, escolhendo produtos com menor quantidade de embalagens ou redescobrir antigos costumes como, por exemplo, a volta das garrafas retornáveis de bebidas (os velhos cascos) ou das sacolas de feira para carregar compras.
Como você pode ajudar a preservar os recursos naturais e economizar dinheiro:
Vazamentos
Os vazamentos podem ser evidentes como uma torneira pingando ou escondidos, no caso de canos furados ou de vaso sanitário. Para esse último, verifique o vazamento jogando cinzas no fundo da privada e observe por alguns minutos. Se houver movimentação da cinza ou se ela sumir, há vazamento.
Outra forma de detectá-los é através do hidrômetro (ou relógio de água) da casa: feche todas as torneiras e desligue os aparelhos que usam água (só não feche os registros na parede que alimentam as saídas de água). Anote o número indicado no hidrômetro e confira depois de algumas horas para ver se houve alteração ou observe o círculo existente no meio do medidor (meia-lua, gravatinha, circunferência dentada) para ver se continua girando. Caso haja alteração nos números ou movimento do medidor, há vazamento.
No Banheiro
O chuveiro elétrico é um dos aparelhos que mais consome energia. O ideal é evitar seu uso em horários de maior consumo (de pico): entre 18h e 19h30min e, no horário de verão, entre 19h e 20h30min;
quando o tempo não estiver frio, deixe a chave de temperatura na posição menos quente (morno);
tente limitar seus banhos em aproximadamente 5 minutos. Feche a torneira enquanto se ensaboa;
instale torneiras com aerador (“peneirinhas” ou “telinhas” na saída da água). Ele dá a sensação de maior vazão mas, na verdade, faz exatamente o contrário.
jamais escove os dentes ou faça a barba com a torneira aberta;
caso seja viável, instale redutores de vazão em torneiras e chuveiro;
quando construir ou reformar, dê preferência às caixas de descarga no lugar das válvulas;
Na cozinha
Use também o redutor de vazão e torneiras com aeradores;
ao lavar a louça, use uma bacia ou a própria cuba da pia para deixar os pratos e talheres de molho por alguns minutos antes da lavagem. Isso ajuda a soltar a sujeira. Depois, use água corrente somente para enxaguar;
se usar a máquina de lavar louça, ligue-a somente quando estiver com toda sua capacidade preenchida;
para lavar verduras, use também uma bacia para deixá-las de molho (pode ser inclusive com algumas gotas de vinagre ou com solução de hipoclorito), passando-as depois por um pouco de água corrente para terminar de limpá-las;
procure consumir alimentos livres de agrotóxicos. Os agrotóxicos podem causar danos ao meio ambiente e a sua saúde. Dê preferência a produtos orgânicos.
Na Lavanderia (ou área de serviço)
Deixar as roupas de molho por algum tempo antes de lavar também ajuda aqui;
ao esfregar a roupa com sabão use um balde com água que pode ser a mesma do molho e mantenha a torneira do tanque fechada. Água corrente somente no enxágüe!
Use o resto da água com sabão para lavar o seu quintal;
se tiver máquina de lavar, use-a sempre com a carga máxima e tome cuidado com o excesso de sabão para evitar um número maior de enxágües;
caso opte por comprar uma lavadora, prefira as de abertura frontal que gastam menos água que as de abertura superior;
evite utilizar o ferro elétrico quando vários aparelhos estiverem ligados na casa para evitar que a rede elétrica fique sobrecarregada;
habitue-se a juntar a maior quantidade possível de roupas para passá-las de uma só vez;
se o ferro for automático, regule sua temperatura. Passe primeiro as roupas delicadas, que precisam de menos calor. No final, depois de desligá-lo, você ainda pode aproveitar o calor para passar algumas roupas leves.
No quintal, jardim e vasos
Cultive plantas que necessitam de pouca água (bromélias, cactos, pinheiros, violetas);
aproveite sempre que possível a água da chuva. Você pode armazená-la em recipientes colocados na saída das calhas e depois usá-la para regar as plantas. Só não se esqueça de tampar esses recipientes para que não se tornem focos de mosquito da dengue!
Para lavar o carro use balde em vez de mangueira;
não regue as plantas em excesso nem nas horas quentes do dia ou em momentos com muito vento. Muita água será evaporada ou levada antes de atingir as raízes;
molhe a base das plantas, não as folhas;
utilize cobertura morta (folhas, palha) sobre a terra de canteiros e jardins. Ela diminui a perda de água;
ao limpar a calçada, use a vassoura, E NÃO ÁGUA para varrer a sujeira! Depois, se quiser, jogue um pouco de água no chão, somente para “baixar a poeira”. Para isso, você pode usar aquela água que sobrou do tanque!
Geladeira/Freezer
Na hora de comprar, leve em conta a eficiência energética certificada pelo selo Procel – Programa de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica;
coloque o aparelho em local bem ventilado, evitando a proximidade com o fogão, aquecedores ou áreas expostas ao sol;
no caso de instalação entre armários e paredes, deixe um espaço mínimo de 15 cm dos lados, acima e no fundo do aparelho
Ao utilizar:
evite abrir a porta da geladeira em demasia ou por tempo prolongado;
deixe espaço entre os alimentos e guarde-os de forma que você possa encontrá-los rápida e facilmente;
não guarde alimentos ou líquidos quentes;
não forre as prateleiras com vidros ou plásticos porque dificulta a circulação interna de ar;
faça o descongelamento do freezer periodicamente, conforme as instruções do manual, para evitar que se forme camada com mais de meio centímetro de espessura;
conserve limpas as serpentinas (as grades) que se encontram na parte de trás do aparelho. Não as utilize para secar panos, roupas, etc.
quando você se ausentar de casa por tempo prolongado, o ideal é esvaziar freezer e geladeira e desligá-los.
Lâmpadas
Na hora de comprar, dê preferência a lâmpadas fluorescentes, compactas ou circulares, para a cozinha, área de serviço, garagem e qualquer outro lugar da casa que fique com as luzes acesas por mais de quatro horas por dia. Além de consumir menos energia, essas lâmpadas duram mais que as outras;
evite acender lâmpadas durante o dia. Aproveite melhor a luz do sol, abrindo janelas, cortinas e persianas. Apague as lâmpadas dos ambientes quando estiverem desocupados;
para quem vai pintar a casa, é bom lembrar que tetos e paredes de cores claras refletem melhor a luz, reduzindo a necessidade de luz artificial.
Televisão
Quando ninguém estiver assistindo, desligue o aparelho;
não durma com a televisão ligada. Mas se você se acostumou com isso, uma opção é recorrer ao “timer” (temporizador) para que o aparelho desligue sozinho.
Ar condicionado
Na hora da compra, escolha um modelo adequado ao tamanho do ambiente em que será utilizado. Prefira os aparelhos com controle automático de temperatura e dê preferência às marcas de maior eficiência, segundo o selo Procel;
ao instalá-lo, procure proteger sua parte externa da incidência do sol (mas sem bloquear as grades de ventilação);
quando o aparelho estiver funcionando, mantenha janelas e portas fechadas. Desligue-o quando o ambiente estiver desocupado;
evite o frio excessivo, regulando o termostato;
mantenha limpos os filtros do aparelho para não prejudicar a circulação do ar
Aquecedor (boiler)
Na hora da compra:
escolha um modelo com capacidade adequada as suas necessidades e leve em conta a possibilidade do uso de energia solar
dê preferência a aparelhos com bom isolamento do tanque e com dispositivo de controle de temperatura.
Ao instalar:
coloque o aquecedor o mais próximo possível dos pontos de consumo;
isole com cuidado as canalizações de água quente;
nunca ligue o aquecedor à rede elétrica sem ter certeza de que ele está cheio de água.
Ao utilizar:
ajuste o termostato de acordo com a temperatura ambiente;
ligue o aquecedor apenas durante o tempo necessário. Se possível, coloque um “timer” para que essa função se torne automática.
Seu Lixo
Não jogue lixo nenhum na rua. Cerca de 40% do lixo recolhido no Rio de Janeiro é proveniente da coleta de rua. Essa coleta é mais cara e, além de enfeiar os lugares, traz sérios problemas aos moradores nas épocas de chuva, com entupimento de bueiros e estrangulamento dos corredores de água;
aproveite integralmente os alimentos. Muitas vezes, talos, folhas, sementes e cascas têm grande valor nutritivo e possibilitam uma boa variação no seu cardápio;
doe livros, roupas, brinquedos e outros bens usados que para você não têm mais serventia, mas que podem ser úteis a outras pessoas;
leve sacola própria para fazer suas compras, evitando pegar as sacolas plásticas fornecidas nos supermercados. Se levar para casa as sacolas, reutilize-as como saco de lixo. Para o transporte de compras maiores, utilize caixas plásticas ou de papelão;
procure comprar produtos reciclados - cadernos, blocos de anotação, envelopes, utilidades de alumínio, ferro, plástico ou vidro;
escolha produtos que utilizem pouca embalagem ou que tenham embalagens reutilizáveis ou recicláveis - potes de sorvete, vidros de maionese, etc;
não jogue lâmpadas, pilhas, baterias de celular, restos de tinta ou produtos químicos no lixo. As empresas que os produzem estão sendo obrigadas por lei a recolher muitos desses produtos;
leve remédios, os que não usa e os vencidos, a um posto de saúde próximo. Eles saberão dar-lhes destino adequado;
separe o lixo e encaminhe os produtos para reciclagem. Tente organizar em seu edifício, rua, bairro ou condomínio um sistema de coleta seletiva. Cada morador separa em sua residência materiais como vidro, plástico, latas de alumínio, papel, papelão e material orgânico, colocando-os em locais próprios. Informe-se nas companhias municipais de limpeza sobre a existência de cooperativas de catadores que poderão fazer a coleta em sua residência. Algumas empresas que fazem reciclagem recolhem, elas mesmas, o lixo já separado;
utilize os dois lados da folha de papel para escrever, rascunhar ou imprimir. Aproveite melhor a área do papel. Para cada tonelada de papel que se recicla quarenta árvores deixam de ser derrubadas;
procure se informar sobre as iniciativas de sua Prefeitura/Comunidade com relação ao lixo reciclável. Todos somos responsáveis pelo destino do lixo que geramos. Cobrar iniciativas e novos projetos de vereadores e prefeitos faz parte do nosso papel de consumidor. Também devemos estar informados das iniciativas já existentes, por mais simples que possam ser. Algumas instituições (igrejas e associações comunitárias) recebem material reciclável e com a venda arrecadam algum dinheiro que é destinado para obras sociais. Já existem empresas que compram esse material e, dependendo da quantidade, retiram-no periodicamente.
Cuidados com a coleta seletiva domiciliar
Papel e Papelão, Jornais e Revistas, Cadernos e Folhas Soltas, Caixas e Embalagens - Devem estar limpos e secos. Caixas devem estar desmontadas
Papel higiênico, papel plastificado, papel de fax ou carbono não deve ser colocado junto a esse material
Metais (ferrosos e não ferrosos)- Latas, Alumínio e Cobre. Pequenas Sucatas. Devem estar limpos
Vidros Copos, Garrafas, Potes ou Frascos - Devem estar limpos. Podem ser inteiros ou quebrados. Não coloque vidros planos, cerâmicas ou lâmpadas
Plásticos(todos os tipos)- Garrafas,Sacos e Embalagens, BrinquedosUtensílios Domésticos. Devem estar limpos e sem tampa
Fonte: Comlurb/Rio de Janeiro-RJ
Essas dicas de boas práticas para o consumo sustentável foram preparadas com o intuito de alterar os nossos velhos hábitos.
Faça uso delas no seu cotidiano.
Divulgue-as.
Você estará dando a sua contribuição para uma melhor qualidade de vida e sobrevivência da nossa espécie no planeta.
Este Guia é resultado de uma parceria entre as instituições:
Ministério do Meio Ambiente
Secretaria de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável
e.mail: sds@mma.gov.br
site: www.mma.gov.br
Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC)
e.mail: idec@uol.com.br
site: www.idec.org.br
RAP DO ECO CONSUMIDOR
dez direitos tenho à minha mão
Além dos direitos eu tenho deveres
Que será muito fixe tu aprenderes.
Tudo o que compro tem de ter qualidade
e estar adaptado à minha idade
Com muito cuidado e muita atenção
Para ver o uso e a duração
Se há alguma coisa em que sou cioso
É verificar tudo o que é perigoso
Nunca gasto dinheiro sem pensar
Olho bem pra etiqueta pr’o preço comparar
Sei o que bebo, sei o que trinco
Sei o que compro e com o que brinco
Seja biciclete, seja trotinete
Seja um jogo, ou uma chiclete
Não vou atrás do que o pacote promete
Leio rótulos, e peço explicações
Vejo bem as etiquetas, peço opiniões
Professores e pais, doutores e amigos
Alertem-nos sempre para os maiores perigos.
São os corantes, os estabilizantes
Os conservantes, e os antioxidantes...
Ai, tanta coisa para decorar
Mas assim eu sei, não me vou enganar
Para bem viver, todos os direitos
do consumidor quero aprender
Se quero gastar o dinheiro numa boa
Tenho de pensar, não fazê-lo à toa
De todas as letras do alfabeto
o R eu tenho de fixar
Reduzir, reutilizar, reciclar e repensar
Reduzir , não consumir tanto
Isto é o mais importante
Reutilizar, outra vez usar
Reciclar, com o mesmo fabricar
E antes os lixos separar,
Papelão, pilhão, pacotão, vidrão
Nada deito para o chão/
Nada deito para o chão
Tudo está na minha mão/
Tudo está minha mão
Acho muito fixe ver televisão
Nada escapa à minha reflexão
Estou informado, estou preparado
Não quero ficar bué d’enganado
Com tudo isto posso dizer
Que é bom saber, é bom viver.
Se quero ser um bom cidadão
Dez direitos tenho à minha mão
Além dos direitos eu tenho deveres
Que será muito fixe tu aprenderes....
Fonte: http://www.minerva.uevora.pt
23/05/2008
EfficienCity

EfficienCity é uma cidade virtual, mas abrindo caminho, as comunidades do mundo real em torno do Reino Unido estão usando sistemas similares. Em conseqüência, estão observando uma das menores emissões de gases de efeito estufa, um abastecimento de energia mais seguro, e contas de eletricidade mais baratas.
Leia a matéria completa no site do Greenpeace UK
Projeto restringe uso de termo biocosmético amazônico
A Câmara analisa o Projeto de Lei 2906/08, da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), que estabelece critérios técnicos para o uso da indicação "biocosmético amazônico" pela indústria de cosméticos. Para se credenciar a utilizar esse termo, as empresas devem usar, no mínimo, 10% do valor do custo da fórmula do produto em matérias-primas amazônicas. Além disso, no mínimo 25% do valor total do custo do produto deverão estar associados à aquisição de matérias-primas amazônicas ou de insumos e embalagens elaboradas a partir delas. Não serão contabilizados valores agregados em outras regiões do País.
A proposta define matéria-prima amazônica como aquela proveniente da flora, fauna ou de exploração mineral, que tenha sido extraída, coletada, cultivada, criada ou produzida na Amazônia Legal, de espécies nativas endêmicas ou aclimatadas. A comprovação será feita pelo Instituto de Pesquisas da Amazônia [Inpa] ou por outro órgão de regulamentação.
Os produtos com a indicação "biocosmético amazônico" deverão conter rotulagem ou prospecto com informações que comprovem a obtenção e o uso de matéria-prima em sua formulação.
Regras de transição
Há no projeto uma regra de transição para o caso de os percentuais mínimos não serem alcançados. Durante os primeiros quatro anos de vigência da lei, a diferença para atingir os percentuais mínimos poderá ser compensada em dinheiro. Essa compensação será feita por meio de depósitos em nome da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) com acréscimo de 50% nos dois primeiros anos e de 100% no terceiro e quarto ano sobre os valores mínimos obrigatórios. Os recursos arrecadados deverão ser aplicados na Amazônia Legal, em projetos de desenvolvimento do setor de biocosméticos, de higiene pessoal e de perfumaria.
"Estima-se que, pelo menos 7% dos consumidores preferem usar produtos naturais", afirma Vanessa Grazziotin. "A biodiversidade da Amazônia é única e uma das mais ricas do mundo, visto que existem cerca de um milhão de espécies animais e vegetais, o que representa a metade das espécies registradas em todo o planeta", acrescenta. Segundo ela, vivem na região cerca de 2,5 mil tipos de peixes e de pássaros e 3,5 mil tipos de árvores com mais de 30 cm de diâmetro.
Diante desse potencial, a deputada considera que a indicação geográfica "biocosmético amazônico" vai valorizar a matéria-prima da região e proteger "aqueles que utilizarem efetivamente os valiosos recursos regionais de imitações que busquem aproveitar-se do apelo mercadológico que a floresta Amazônica empresta, em todo o mundo, aos produtos da sua exploração sustentável".
Tramitação
O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será analisado pelas comissões da Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
22/05/2008
20/05/2008
JOGUE VERDE
por Michaela Von Schmaedel

1) TENHA SUA CANECA À MÃO
Você sabia que, a cada seis horas, 1 milhão de copos plásticos são usados em aviões nos Estados Unidos? Então, imagine o que acontece no seu trabalho, onde a cada cinco minutos alguém toma água ou café. Bom, a dica é simples, chic e barata: tenha sempre à mão sua caneca preferida e dispense os copinhos.
NÍVEL DE ESFORÇO: baixo. Não custa nada e você ainda vai ganhar a fama de ser a mulher mais cool e eco-consciente do andar.

2) VÁ PARA UM ECO-HOTEL
Não basta estar em contato com a natureza. Para relaxar sem peso na consciência, escolha um hotel sustentável.
NÍVEL DE ESFORÇO: fácil, fácil. Esses hotéis engajados costumam ser lindos, como a Pousada Uacari, na Reserva Ecológica Mamirauá, no Amazonas (www.pousadauacari.com.br). O lugar foi construído com o objetivo de causar o mínimo impacto ambiental. O pacote terrestre de cinco dias custa a partir de R$ 1 472 por pessoa pela Cia. Ecoturismo, tel (11) 5571 2525, São Paulo.

3) ATIRE COM ARMAS VERDES
Já ouviu falar do Guerrilla Gardening (www.guerrilla
gardening.org)?
Esse grupo sai por aí, na calada da noite, espalhando sementes e mudas em cantinhos abandonados. Tá certo, parece maluquice. Mas a idéia é boa, não é? Que tal plantar umas flores na frente do seu prédio?
NÍVEL DE ESFORÇO: alto, se você for imitar a guerrilha e resolver reflorestar o seu bairro todo. Perto de zero, se a sua única ação for entrar em sites como o www.clickarvore.com.br, www.crescentefertil.org.br e www.arborday.org, que abraçam essa causa e botam a mão na terra por você.

4) SEJA UMA FASHION GREEN
Se você pretende manter o seu closet atualizado, precisa começar a pensar na origem das suas roupas. Há dois caminhos: garimpar achados em brechós e aumentar o tempo de vida daquele chanelzinho básico ou procurar por peças que tenham sido produzidas sem agredir o meio ambiente.
NÍVEL DE ESFORÇO: baixíssimo. A moda ecofriendly tem ótimas opções, como as calças da linha Levi’s Eco, de algodão orgânico, e a última coleção de inverno da Osklen, com peças feitas com biocouro de pupunha.
5) DÊ UM DESCANSO AO YOU TUBE
E comece a navegar por portais de vídeo sobre educação ambiental, como o ECO1 . Ele funciona no mesmo esquema do YouTube: você grava o seu vídeo e coloca lá para todo mundo assistir. A única condição é que o tema seja ligado ao meio ambiente. Você pode filmar andorinhas, o mar, comunidades sustentáveis – só não vale mandar cenas do seu namorado ogro. Outra representante do gênero é o portal inglês Green TV, que tem vários curtas interessantes sobre o tema.
NÍVEL DE ESFORÇO: baixo, se você quiser só assistir aos vídeos. Alto, caso resolva pegar a sua câmera, filmar, narrar, colocar uma trilha sonora, enfim, fazer um trabalho bacana para não pagar mico.
Fonte: Elle
Ecologia chega à moda e pede menos consumo
A ecologia está na moda, e em toda parte. A revista Metropolitan Home tem uma edição especial sobre projetos ecológicos. A Elle produziu sua primeira edição verde. A Barneys New York colocou à venda uma linha ecológica.
No editorial de sua edição ecológica, Elle afirma que "os dias em que ecologia queria dizer reciclagem doméstica e sapatos feios são coisa do passado. Os conservacionistas mais antenados sabem que não é preciso sacrificar o estilo para salvar o planeta. Stella McCartney, Lexus e Lulu Frost estão envolvidas na economia ecológica, e muitas empresas de beleza e de decoração doméstica também". Ops, a ecologia está se tornando questão de moda.


Não estou reclamando. Não quero criticar quaisquer esforços bem intencionados de promoção a um estilo de vida mais sustentável ou a uma redução das emissões de carbono pelas quais somos pessoalmente responsáveis. E gosto de boas roupas; jamais usei botinas.
Mas a realidade é que a maioria das coisas que podemos fazer para avançar em direção a um estilo de vida mais sustentável não nos tornarão mais glamurosos ou elegantes, ou nos valerão mais convites para festas. Elas são chatas, um pouco inconvenientes e podem até ser dolorosas. E, acima de tudo, o ponto, nelas, não é consumir mais, e sim consumir menos do que você faz agora.
"Eu muitas vezes digo que consumir diferente é bom, mas consumir menos é melhor", disse Colin Beavan, o chamado "homem do impacto zero", que está conduzindo uma experiência na qual ele, sua mulher, sua filha e o cachorro da família estão tentando viver com zero de emissões de carbono durante um ano, em um apartamento de Nova York.
Embora seja verdade que o estilo de vida impacto zero adotado pelos Beavan tenha atraído algum interesse - que inclui um contrato para um livro e uma proposta de filme -, ele não é de maneira alguma glamuroso. Beavan usa apenas transporte coletivo, faz compras em seu bairro, e sem embalagens, e chegou a desligar a eletricidade em seu apartamento por algum tempo.
"Existe essa idéia de que, se simplesmente comprarmos mais produtos ecológicos, tudo estará bem e poderemos continuar vivendo do mesmo jeito", ele disse. "Mas a verdade é que, para controlar as emissões, temos de pensar em uma mudança de estilo de vida. E isso não significa apenas usar diferente, mas usar menos".
Observado da perspectiva das emissões de carbono, a versão de ecologia proposta pelo mundo da moda tem suas limitações.
A coleção orgânica da Barneys consiste de roupas feitas de algodão orgânico e de carteiras de couro com um logotipo bonitinho em forma de bicicleta. A estilista Stella McCartney (que faz grandes esforços para produzir utilizando tecnologia que gere baixas emissões de carbono) tem uma linha de roupas "verdes".
Mas um relatório da Universidade de Cambridge sobre a produção das chamadas roupas sustentáveis, publicado no ano passado, apresentou sugestão bastante diferente ao setor de moda.
Uma das conclusões, por exemplo, era a de que rayon é, de muitas maneiras, o material mais ambientalmente benéfico (mais que o algodão orgânico) porque sua manutenção é fácil. A maioria das emissões associadas a uma peça de roupa em seu ciclo de vida se referem à lavagem e secagem, e não à fabricação.
O rayon pode ser lavado com água fria, e seca naturalmente. O algodão, em contraste, requer água quente para limpeza efetiva, e precisa ser passado ou secado em aparelho elétrico - duas atividades que geram imensas emissões. Será que a Barneys venderia roupas de rayon?
E em lugar de comprar novas roupas ecológicas de Stella McCartney a cada estação, a universidade sugere que as mudanças de estilo de vestir poderiam ser atendidas por um sistema de empréstimo ou arrendamento de roupas por um ano, em lugar de compra. (Nada de vendas suculentas, sob esse método.)
"No setor de moda, a simples regra é que ser ecológico requer comprar menos e lavar menos", diz Julian Alwood, professor de engenharia em Cambridge e um dos co-autores do relatório. "Lave suas roupas com menos freqüência e tome menos banhos, com água mais fria". Não é uma dica que você vá encontrar freqüentemente em revistas de moda.
Entre as recomendações ecológicas de Elle, está uma visita a uma vinícola orgânica na Califórnia a fim de descobrir tudo sobre como produzir vinho naturalmente. Eu não gostaria de desestimular os interessados nessa atraente viagem de férias, mas as emissões que eu geraria em uma viagem de Nova York a San Francisco, de avião, e de lá ao vale de Napa, de carro, cancelariam de longe qualquer conhecimento ecológico que eu pudesse adquirir.
A revista também recomenda uma linha de cartões de festas ecológicos. Por que não mandar um cartão eletrônico, em lugar disso? (Mas isso me conduz a território perigoso, já que esta coluna sai também em papel, e não apenas na Internet.)
A primeira edição completamente ecológica da Metropolitan Home tinha boas dicas sobre materiais ecologicamente sustentáveis para uso em reformas. A revista diz que "o objetivo era que os visitantes não percebessem que se trata de um espaço ecológico e sustentável". Sim, vamos esconder esse horrível segredo!
Em última análise a ecologia não é uma opção estética. A melhor maneira real de reduzir as emissões que sua casa gera, diz Allwood, é reduzir o aquecimento. "Se você estiver dentro de casa sem agasalho, nos meses de inverno, isso quer dizer que a temperatura da calefação está alta demais", ele diz.
Beavan, o homem do impacto zero, afirma que "algumas empresas estão mesmo tentando fabricar produtos mais ecológicos. Mas o espírito da coisa, para elas, é que você compre um produto porque ele está na moda, e o substitua quando essa moda passar".
Fonte: O Jornal de Itupeva Online
Arte Sustentável
A bacaba é uma palmeira nativa da Amazônia. Está presente em toda a região, com maior freqüência nos estados brasileiros do Amazonas, Pará e Amapá. A semente, que é o elemento-chave da coleção Palmae, uniu o talento da premiada designer de jóias Ivete Cattani com o empreendedorismo das mulheres da Amarte - Associação de Mães Artesãs do Vale do Jari.

Com apoio da Fundação Orsa, 23 mulheres que integram a Amarte foram capacitadas pela designer na sede da associação, em Vitória do Jari, no interior do Amapá. A coleção Palmae, produzida pelo grupo, debutou em grande estilo, com lançamento nos Estados Unidos. As peças foram selecionadas para a exposição "Amazônia Design, Moda e Ecomercado", que acontece no World Financial Center, em Nova York, de abril a julho.

A presidente da entidade, Aldenora Duarte dos Reis, afirma que o trabalho desenvolvido por Ivete mudou o cotidiano de todas as associadas, que até então fabricavam bijuterias a partir de sementes amazônicas beneficiadas por elas mesmas. "Todas as integrantes envolvidas surpreenderam-se com a produção das jóias. A experiência de Ivete Cattani, com o suporte da Fundação Orsa, nos possibilitou a produção de 300 peças no período de cinco dias. Juntar couro e prata ao trabalho artesanal era um sonho. Hoje a idéia é uma realidade!", comemora.
A coleção Palmae, criada pela designer e produzida pela Amarte, é composta por 37 modelos. São colares, brincos, pulseiras e anéis confeccionados com a semente bacaba, prata 950 e couro. As peças já estão à venda na loja da Expo Amazônia Brasil, em NY
A parceria entre a Amarte, Fundação Orsa e Ivete Cattani integra o conjunto de ações de sustentabilidade propostas pelo Grupo Orsa nesta região amazônica. Comprometidas com o desenvolvimento socioeconômico de grupos produtivos, as iniciativas são focadas na utilização de recursos naturais de forma sustentável, gerando renda e inclusão social para as comunidades envolvidas.
Fonte: Joiabr
Greenpeace diz que videogames não são 'verdes' o suficiente
Os fabricantes de videogames Sony, Microsoft e Nintendo não estão fazendo o suficiente para eliminar substâncias químicas e metais danosos de seus consoles, segundo o Greenpeace. A organização examinou os materiais usados na fabricação dos consoles PlayStation 3, da Sony, do Xbox 360, da Microsoft, e do Wii, da Nintendo.
O Greenpeace disse que, apesar de a fabricação dos três aparelhos seguir as determinações de leis européias, os consoles ainda contêm substâncias danosas que "precisam ser substituídas" e fez um apelo para que todas as empresas de tecnologia tomem medidas imediatas para eliminar substâncias químicas tóxicas de seus produtos.
matéria completa na BBC Brasil
Alunos da UNESP de São José do Rio Preto promovem o freeganismo
Universia: O que é o freeganismo?
Ana Paula: O freeganismo é uma ideologia que adota estratégias práticas para boicotar o modelo de sociedade capitalista. Uma de suas principais características é a tentativa de evitar ao máximo o consumo, com o objetivo de depender o mínimo possível do mercado - o que possibilita que evitemos desperdício desnecessário e consigamos viver de maneira sustentável. Algumas das estratégias utilizadas por freegans para atingir tais metas é realizar atividades como feiras de trocas desinteressadas, moradia livre de aluguel, utilização de transporte ecológico - como, por exemplo, bicicleta - etc.
Universia: Quais são as origens do movimento freegan?
Ana Paula: O freeganismo [free ("livre", em inglês) + vegan (vegetariano)] surgiu do veganismo, filosofia que condena a exploração dos animais e segundo a qual seus seguidores optam por se abster de produtos que têm origem animal e que foram testados neles. O freeganismo caminha no mesmo sentido, mas vai além porque estabelece uma crítica à sociedade de consumo.
Leia a matéria na íntegra no Universia Brasil
Tecnologia recém lançada para o setor industrial e agropecuário pode reduzir o uso de água no país
A necessidade do Brasil incrementar um programa de racionalização energética está sendo defendida por diferentes segmentos da sociedade e órgãos do setor elétrico. A economia de energia é apontada como fundamental neste momento, em que forte estiagem está esvaziando os reservatórios das hidrelétricas.
Uma nova tecnologia já disponível para o setor industrial brasileiro traz, em média, o resultado de 50% de redução no consumo de água. Como exemplo, a fábrica da Bayer, situada em Belfort Roxo, no Rio de Janeiro, seu maior complexo industrial da América Latina, com a adoção desta nova tecnologia apresentou uma economia de 70% em seu consumo de água em 2007, além da decorrente redução do consumo de energia, do custo de tratamento de efluentes, eliminação de 100% no uso de solvents, redução de tempo de “set-up” – que abrange desde o final do processamento de uma tarefa até o início da tarefa seguinte.
Segundo o diretor da empresa responsável pela comercialização do produto no país, Osiris Rocha, se o setor industrial da região Sudeste adotasse essa nova tecnologia haveria uma economia media total em 10% do consumo de água, o que representa economia de energia.
Único no mundo, o UC – Ultra Clean System – é uma solução rápida e eficaz para limpeza interna - elimina a contaminação - a seco de tubulações utilizadas em circuitos hidráulicos, pneumáticos e de refrigeração, bem como em tubulações de indústrias farmacêuticas, químicas, cosméticas, de alimentos, de bebidas, entre outras. É um produto sustentável, pois apresenta uma solução extremamente adequada para a proteção do meio-ambiente e econômico, pois traz uma redução de energia ao país e ao próprio setor industrial.
Leia a matéria completa no Fator Brasil
Querida Marina
Caíste de pé! Tu eras um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua demissão, os agressores do meio ambiente
CAÍSTE DE pé! Trazes no sangue a efervescente biodiversidade da floresta amazônica. Teu coração desenha-se no formato do Acre e em teus ouvidos ressoa o grito de alerta de Chico Mendes. Corre em tuas veias o curso caudaloso dos rios ora ameaçados por aqueles que ignoram o teu valor e o significado de sustentabilidade.
Na Esplanada dos Ministérios, como ministra do Meio Ambiente, tu eras a Amazônia cabocla, indígena, mulher. Muitas vezes, ao ouvir tua voz clamar no deserto, me perguntei até quando agüentarias.
Não te merece um governo que se cerca de latifundiários e cúmplices do massacre de ianomâmis. Não te merecem aqueles que miram impassíveis os densos rolos de fumaça volatilizando a nossa floresta para abrir espaço ao gado, à soja, à cana, ao corte irresponsável de madeiras nobres.
Por que foste excluída do Plano Amazônia Sustentável? A quem beneficiará esse plano, aos ribeirinhos, aos povos indígenas, aos caiçaras, aos seringueiros ou às mineradoras, às hidrelétricas, às madeireiras e às empresas do agronegócio?
Quantas derrotas amargaste no governo? Lutaste ingloriamente para impedir a importação de pneus usados e a transformação do país em lixeira das nações metropolitanas; para evitar a aprovação dos transgênicos; para que se cumprisse a promessa histórica de reforma agrária.
Não te muniram de recursos necessários à execução do Plano de Ação para a Prevenção e Controle do Desmatamento da Amazônia Legal, aprovado pelo governo em 2004.
Entre 1990 e 2006, a área de cultivo de soja na Amazônia se expandiu ao ritmo médio de 18% ao ano. O rebanho se multiplicou 11% ao ano. Os satélites do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) detectaram, entre agosto e dezembro de 2007, a derrubada de 3.235 km2 de floresta.
É importante salientar que os satélites não contabilizam queimadas, apenas o corte raso de árvores. Portanto, nem dá para pôr a culpa na prolongada estiagem do segundo semestre de 2007. Como os satélites só captam cerca de 40% da área devastada, o próprio governo estima que 7.000 km2 tenham sido desmatados.
Mato Grosso é responsável por 53,7% do estrago; o Pará, por 17,8%; e Rondônia, por 16%. Do total de emissões de carbono do Brasil, 70% resultam de queimadas na Amazônia.
Quem será punido? Tudo indica que ninguém. A bancada ruralista no Congresso conta com cerca de 200 parlamentares, um terço dos membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
E, em ano de eleições municipais, não há nenhum indício de que os governos federal e estaduais pretendam infligir qualquer punição aos donos das motosserras com poder de abater árvores e eleger ($) candidatos.
Tu eras, Marina, um estorvo àqueles que comemoram, jubilosos, a tua demissão, os agressores do meio ambiente, os mesmos que repudiam a proposta de proibir no Brasil o fabrico de placas de amianto e consideram que "índio atrapalha o progresso".
Defendeste com ousadia nossas florestas, nossos biomas e nossos ecossistemas, incomodando quem não raciocina senão em cifrões e lucros, de costas para os direitos das futuras gerações. Teus passos, Marina, foram sempre guiados pela ponderação e pela fé.
Em teu coração jamais encontrou abrigo a sede de poder, o apego a cargos, a bajulação aos poderosos, e tua bolsa não conhece o dinheiro escuso da corrupção.
Retorna à tua cadeira no Senado Federal. Lembra-te ali de teu colega Cícero, de quem estás separada por séculos, porém unida pela coerência ética, a justa indignação e o amor ao bem comum.
Cícero se esforçou para que Catilina admitisse seus graves erros: "É tempo, acredita-me, de mudares essas disposições; desiste das chacinas e dos incêndios. Estás apanhado por todos os lados. Todos os teus planos são para nós mais claros que a luz do dia.
Em que país do mundo estamos nós, afinal? Que governo é o nosso?"
Faz ressoar ali tudo que calaste como ministra. Não temas, Marina. As gerações futuras haverão de te agradecer e reconhecer o teu inestimável mérito.
CARLOS ALBERTO LIBÂNIO CHRISTO, o Frei Betto, 63, frade dominicano, escritor e assessor de movimentos sociais, é autor de, entre outras obras, "A Obra do Artista Uma Visão Holística do Universo"
MOSTRA DE TECNOLOGIAS SUSTENTÁVEIS DO INSTITUTO ETHOS
Solicite sua entrada gratuita pelo site
Durante o período da Conferência Internacional Ethos 2008, será realizada a Mostra de Tecnologias Sustentáveis, uma exposição que reunirá informações e conhecimentos sobre tecnologias sustentáveis, visando tanto a ampliação de seu uso pelos indivíduos
e empresas como o estímulo para que organizações públicas e privadas intensifiquem seu desenvolvimento, produção e aplicação.
Data: 28 a 30 de maio de 2008
Local: Palácio das Convenções do Parque Anhembi
Saiba mais aqui
Batom pode ter chumbo!
A Dra. Elizabeth Ayoub, é médica biomolecular e emitiu um alerta para batons contendo chumbo, que é uma substância cancerígena.
Recentemente a marca chamada 'Red Earth' diminuiu os preços de R$67,00 para R$ 9.90 !
Por quê? Porque continha chumbo.
As marcas que contêm chumbo são:
CLINIQUE
ESTÉE LAUDER
SHISEIDO
RED EARTH (Lip Gloss)
CHANEL (Lip Conditioner)
MARK AMERICA
MOTIVES LIPSTICK
A V O N
Quanto maior o conteúdo de chumbo, maior a chance de causar câncer.
Depois de fazer um teste em batons, foi constatado nos batons da AVON o maior nível de chumbo.
Fique atenta para esses batons que supostamente têm uma fixação maior. Se seu batom fixa mais, é devido ao alto nível de chumbo.
Eis um teste que você pode fazer:
1. Ponha algum batom em sua mão;
2. Com um anel de ouro esfregue sobre este batom;
3. Se a cor do batom mudar para preto, então você sabe ele contém chumbo.
19/05/2008
AÇÃO PELO IR ECOLÓGICO
O Projeto de Lei 5.974/2005 que institui o IR Ecológico está na pauta para votação em sessão plenária na Câmara dos Deputados. Esta votação pode ocorrer amanhã (3a feira, 20/05) ou na 4a. feira (21/05), dependendo do Presidente da Câmara, Dep. Arlindo Chinaglia.
Devido a esta iminência, a demonstração de coesão e força do grupo que empreende a Ação pelo IR Ecológico e de seus apoiadores é de extrema importância neste momento.
Por esta razão, gostaríamos de solicitar o seu apoio e incentivá-lo a enviar uma mensagem ao Presidente da Câmara.
Os e-mails do Presidente da Câmara são:
- dep.arlindochinaglia@camara.gov.br
- presidencia@camara.gov.br
Como sugestão de mensagem, segue o texto abaixo:
Exmo. Sr.
Deputado Arlindo Chinaglia
Presidente da Câmara dos Deputados
Senhor Presidente,
Eu, XXXXXXXX, venho através desta agradecer o apoio de V.Exa. para a votação nesta semana do Projeto de Lei 5.974/2005, sobre o IR Ecológico. Como é de conhecimento de V.Exa, este PL é de suma importância para a evolução das ações de conservação ambiental que tornam-se, a cada dia, mais necessárias para que o Brasil alcance, a longo prazo, o tão necessário e almejado desenvolvimento sustentável.
Atenciosamente,
XXXXXXXX
Contamos mais uma vez com o seu apoio.
Manteremos você informado sobre a evolução da tramitação do PL.
18/05/2008
QUATRO “ERRES”
A Fome é uma constante em todas as sociedades históricas. Hoje, entretanto, ela assume dimensões vergonhosas e simplesmente cruéis. Revela uma humanidade que perdeu a compaixão e a piedade. Erradicar a fome é um imperativo humanístico, ético, social e ambiental. Uma pré-condição mais imediata e possível de ser posta logo em prática é um novo padrão de consumo.
A sociedade dominante é notoriamente consumista. Dá centralidade ao consumo privado, sem auto-limite, como objetivo da própria sociedade e da vida das pessoas. Consome não apenas o necessário, o que é justificável, mas o supérfluo, o que questionável. Esse consumismo só é possível porque as políticas econômicas que produzem os bens supérfluos são continuamente alimentadas, apoiadas e justificadas. Grande parte da produção se destina a gerar o que, na realidade, não precisamos para viver decentemente.
Como se trata do supérfluo, recorrem-se a mecanismos de propaganda, de marketing e de persuasão para induzir as pessoas a consumir e a fazê-las crer que o supérfluo é necessário e fonte secreta da felicidade.
O fundamental para este tipo de marketing é criar hábitos nos consumidores a tal ponto que se crie neles uma cultura consumista e a necessidade imperiosa de consumir. Mais e mais se suscitam necessidades artificiais e em função delas se monta a engrenagem da produção e da distribuição. As necessidades são ilimitadas, por estarem ancoradas no desejo que, por natureza, é ilimitado. Em razão disso, a produção tende a ser também ilimitada. Surge então uma sociedade, já denunciada por Marx, marcada por fetiches, abarrotada de bens supérfluos, pontilhada de shoppings, verdadeiros santuários do consumo, com altares cheios de ídolos milagreiros, mas ídolos, e, no termo, uma sociedade insatisfeita e vazia porque nada a sacia. Por isso, o consumo é crescente e nervoso, sem sabermos até quando a Terra finita agüentará essa exploração infinita de seus recursos.
Não causa espanto o fato de o presidente Bush conclamar a população para consumir mais e mais e assim salvar a economia em crise, lógico, à custa da sustentabilidade do planeta e de seus ecossistemas. Contra isso, cabe recordar as palavras de Robert Kennedy, em 18 de março de 1968: “Não encontraremos um ideal para a nação nem uma satisfação pessoal na mera acumulação e no mero consumo de bens materiais. O PIB não contempla a beleza de nossa poesia, nem a solidez dos valores familiares, não mede nossa argúcia, nem a nossa coragem, nem a nossa compaixão, nem a nossa devoção à pátria. Mede tudo menos aquilo que torna a vida verdadeiramente digna de ser vivida”. Três meses depois foi assassinado.
Para enfrentar o consumismo urge sermos conscientemente anti-cultura vigente. Há que se incorporar na vida cotidiana os quatro “erres” principais: reduzir os objetos de consumo, reutilizar os que já temos usado, reciclar os produtos dando-lhes outro fim e finalmente rejeitar o que é oferecido pelo marketing com fúria ou sutilmente para ser consumido.
Sem este espírito de rebeldia conseqüente contra todo tipo de manipulação do desejo e com a vontade de seguir outros caminhos ditados pela moderação, pela justa medida e pelo consumo responsável e solidário, corremos o risco de cairmos nas insídias do consumismo, aumentando o número de famintos e empobrecendo o planeta já devastado. m
17/05/2008
Acessórios geek
16/05/2008
Casa de Chico Mendes agora é patrimônio histórico nacional
Foto: Adriano AquinoInstituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional oficializou o tombamento em reunião
Rose Farias
O Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em reunião realizada no Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte, na última quinta-feira, oficializou o tombamento da Casa de Chico Mendes como patrimônio histórico nacional. O encontro foi marcado por forte emoção, segundo relato do historiador Deyvesson Israel Alves Gusmão, que participou da reunião como representante do Departamento de Patrimônio Histórico e Cultural do Acre.
"A reunião que tinha como pauta a nossa diversidade lingüística, o tradicional modo de fazer do queijo de Minas e da luta dos seringueiros pelo seu modo de vida, que é, na superfície e na profundidade, a luta pela preservação ambiental foi carregada de emoção. Tanto o parecer, quanto o relatório do processo de tombamento da Casa de Chico Mendes trouxeram lágrimas aos olhos dos Conselheiros e dos convidados presentes", diz.
O tombamento da Casa de Chico Mendes foi solicitado em 16 de agosto de 2006 e encaminhado à 16ª Superintendência Regional do IPHAN pela Fundação Chico Mendes e pelo Comitê Chico Mendes. O processo de tombamento foi aberto no dia 06 de novembro de 2007.
O tombamento da Casa de Chico Mendes, foi relatado em quatro horas. O relato começou com a exibição um vídeo produzido por José Aguilera, arquiteto do IPHAN, parecerista do processo de tombamento, que em 2006 e 2007 foi a Xapuri para verificar pessoalmente o espaço.
Dayvesson conta que o roteiro do vídeo seguiu a estrutura do parecer feito por Aguilera, contextualizando que até hoje o IPHAN tombou casas consideradas a partir da sua riqueza arquitetônica ou a relação com grandes heróis nacionais, citando como exemplo os palácios de nossos imperadores e demais personalidades políticas de destaque. Outro ponto tocado foi referente à ocupação do Acre, os conflitos existentes, do início ao fim do século XX, envolvendo, sobretudo, índios e seringueiros.
"O vídeo apresentou a idéia da Casa de Chico Mendes dentro da categoria ‘Casa histórica', por se remeter a alguém cuja atuação tem importante relevância para história de um lugar, no caso o nosso lugar, o Acre. Para Aguilera a Casa de Chico Mendes é uma casa modesta de um grande homem. O mais interessante é que parte da história do Acre foi contada pelo próprio Chico. Aguilera utilizou as imagens da palestra que Chico Mendes fez em 1986, num encontro da Associação de Geógrafos Brasileiros", relata o historiador.
Emoção - Um dos momentos mais fortes do vídeo trata da morte de Chico, onde Aguilera usa a parte que o líder seringueiro fala das denúncias de ameaça que ele e seus companheiros vinham sofrendo. A narradora passa a contar como se deu a morte de Chico e finaliza com a seguinte frase: "Na noite de 22 de dezembro de 1988, um tiro tirou a vida de Chico Mendes, mas não extinguiu a sua voz!".
"Foi o ápice. Percebeu-se a emoção de todos os presentes pela intensidade e vigor dos aplausos, antes mesmo que o filme tivesse acabado. Depois, o vídeo mostra o modo de construir utilizado para a feitura da Casa de Chico Mendes, que é na verdade o modo de fazer de todas as casas caboclas de nossas cidades amazônicas, de nossas comunidades seringueiras e caboclas. Ao fim, os créditos do filme se iniciam e terminam com a voz de Tia Vicença, figura conhecida de Xapuri, cantando o Hino do Soldado da Borracha", conta Deyvesson.
Cada parecer foi trazido para apreciação do Conselho, presidido pelo Presidente do IPHAN, Luiz Fernando de Almeida. Cada processo teve um relator, previamente designado. Para o processo do tombamento da Casa de Chico Mendes o conselheiro-relator foi Ulpiano Toledo de Meneses, professor do Departamento de História da USP.
Após a exibição do vídeo, Ulpiano, visivelmente emocionado, inicia sua fala dizendo que a referência que ele estabeleceu para relatar o processo de tombamento era exatamente "a relação existente entre uma figura, sua obra extraordinária e a casa, e o que isso representa para a sociedade. É essa visão da simbiose desses três referenciais que está em questão no caso da Casa de Chico
O tombamento - O secretário executivo do Ministério da Cultura, Juca Ferreira, estava presente à reunião e, ficou emocionado. Com lágrimas nos olhos, disse referindo-se aos 20 anos da morte de Chico Mendes: "Chico Mendes é um ícone e momento para o tombamento é muito oportuno. É uma sinalização muito positiva, pois se trata de uma pessoa que soube traduzir sua luta não só para o Brasil, mas para o mundo inteiro".
Todos os conselheiros presentes fizeram questão de se pronunciar e tecer considerações a favor do tombamento da Casa de Chico Mendes.
"O tombamento da Casa de Chico Mendes é, ao mesmo tempo, o reconhecimento de que a luta dos seringueiros e, porque não, dos povos da floresta faz parte do grande caleidoscópio que é a cultura brasileira. Por fim, o remanejamento feito na pauta de discussão da reunião do conselho parece ter sido providencial: a leitura do parecer e do relatório do tombamento fechou com chave de ouro a reunião do Conselho Consultivo do IPHAN".
Fonte: Agência de Notícias do Acre
Leia também: Iphan oficializa tombamento da Casa de Chico Mendes
Sobre o lixo tecnológico

Vamos aqui reproduzir uma interessante matéria sobre lixo tecnóligico publicada no Blog do Futuro, em 19 de Abril de 2008.
Aonde vamos parar com o lixo tecnológico?
O lixo tecnológico começa a ser encarado por alguns países com a seriedade necessária, visto que ele é está se tornando um problema ambiental que preocupa a humanidade. Empresas como Dell e HP, responsáveis por metade dos PCs vendidos nos Estados Unidos, anunciaram que irão utilizar produtos menos agressivos ao meio ambiente na produção de computadores. Em 2005 os norte americanos produziram 2 milhões de toneladas de lixo tecnológico.
Para se ter uma idéia da seriedade desse problema, a ONU prevê que, até 2020, somente os países da União Européia produzirão 12,3 milhões de dejetos eletrônicos.
No Brasil a Câmara está analisando um projeto de lei sobre lixo tecnológico, 2061/07 do deputado Carlos Bezerra, podendo ser acompanhada até mesmo por e-mail, bastando se cadastrar no site da Câmara. O projeto estabelece critérios para a coleta, reciclagem e descarte de aparelhos eletrodomésticos e eletroeletrônicos e componentes que não possam ser utilizados. Se for aprovado da maneira como está sendo proposta, a lei responsabilizará os fabricantes e fornecedores pela coleta, reciclagem e destino final de seus equipamentos, mas para isso acontecer temos que pressionar os políticos, pois o lobby das empresas e fornecedores será intenso para que isso não aconteça.
Esse projeto mostra o interesse de nossos políticos com o lixo tecnológico, lembrando que esse ano é ano de eleições municipais e muitos deputados federais irão se candidatar ou apoiar candidatos, então é o momento de agirmos. Vamos espalhar essa mensagem e divulgar o projeto de lei que está tramitando na câmara, e cada um cobra o seu representante para tentarmos acelerar essa questão.
O nosso jeans do dia-a-dia agora também pode ser ecológico
O jeans Sharkah Chakra, que em hindu significa “vida feita à mão”, é fabricado com matéria prima e tecnologias que não agridem o meio ambiente. O preço de cada peça, custa em torno de 195 libras. No site da marca você pode ficar conhecendo todo o processo de confecção e inclusive a origem dos produtos utilizados.
O jeans é feito com algodão orgânico vindo de Mali, na África. Em seguida, ele é tingido à mão com indigo natural na Índia, onde também é feito o processo de secagem ao ar livre, sob o sol indiano. A finalização das peças é realizada na Itália.
Para aquisição das peças e mais informações acesse o site Sharkah Chakra
Que tal reciclarmos o óleo de cozinha?
Foto: Flavia CremonesiSegundo o professor do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Alexandre D'Avignon, a decomposição do óleo de cozinha emite metano na atmosfera. O metano é um dos principais gases que causam o efeito estufa, que contribui para o aquecimento da terra. Segundo ele, o óleo de cozinha que muitas vezes vai para o ralo pia acaba chegando no oceano pelas redes de esgoto.
Em contato com a água do mar, esse resíduo líquido passa por reações químicas que resultam em emissão de metano. "Você acaba tendo a decomposição e a geração de metano, através de uma ação anaeróbica [sem ar] de bactérias".
Mas o que fazer com o óleo vegetal que não será mais usado? A maioria dos ambientalistas concorda que não existe um modelo de descarte ideal do produto. Uma das alternativas é reaproveitar o óleo de cozinha para fazer sabão. A receita é simples:
Material
5 litros de óleo de cozinha usado
2 litros de água
200 mililitros de amaciante
1 quilo de soda cáustica em escama
Preparo
Coloque a soda em escamas no fundo de um balde cuidadosamente
Coloque, com cuidado, a água fervendo
Mexa até diluir todas as escamas da soda
Adicione o óleo e mexa
Adicione o amaciante e mexa novamente
Jogue a mistura numa fôrma e espere secar
Corte o sabão em barras
ATENÇÃO: A soda cáustica pode causar queimaduras na pele. O ideal é usar luvas e utensílios de madeira ou plástico para preparar a mistura.
Fonte: Agência Brasil
15/05/2008
Teve início, hoje, o IV Congresso Pro Europe
Foto:Anderson CarangolaHoje, quinta-feira, teve inicio em Praga, na República Checa, com a participação de 31 organizações de reciclagem de embalagens, o IV Congresso Pro Europe, que será marcado por temáticas relacionadas com a implantação de uma nova geração de política ambiental.
Até sexta-feira, será debatido o processo desde a produção de resíduos até à gestão de recursos, bem como o consumo sustentável e os desafios e as mudanças nas tendências internacionais nas políticas de gestão de resíduos. Um dos temas a serem tratados é a discussão da relação entre a reciclagem e as alterações climáticas.
No programa, estão previstos ainda quatro workshops, que se debruçarão sobre os esquemas de responsabilidade do produtor, desenvolvimentos tecnológicos nas embalagens do século XXI e desenvolvimento do mercado, além da sua aceitação de materiais reciclados.
Fonte: Diário Digital
Por que, Pra quê?

No site Por que, Pra quê? você vai se divertir, aprender e investigar muito, como um cientista de verdade! A página é resultado da exposição de mesmo nome montada em 2002 pelo SESC São Paulo com o objetivo de aproximar o público das "temidas" áreas da ciência. Neste portal, além de um passeio virtual pela mostra, você terá acesso a uma série de brinquedos científicos. São 19 experiências caseiras, explicadas e ilustradas para você mesmo construir: um cinema de palito, um óculos mágico, um mini-submarino, uma tartaruguinha esperta ou ainda um carro à vela. Depois, você pode publicar os trabalhos no seu Laboratório Pessoal ou nos Centros de Pesquisa e apresentar seus inventos a toda comunidade Por que, pra quê? acesse aqui
Aprendendo com a natureza

Conheça o modo de vida e as soluções práticas encontradas pelos povos indígenas do Acre na publicação “Aprendendo com a Natureza e Conservando Nossos Conhecimentos Culturais”
clique aqui
Abertas as inscrições para o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio 2008
A partir de 15 de Maio estarão abertas as inscrições para o 7º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio. Podem participar estudantes de qualquer curso superior, alunos de pós-graduação lato sensu e profissionais que atuam com projetos e planejamento de gestão, sem distinção quanto à categoria funcional, tipo ou tempo de atuação no mercado.
As inscrições devem ser feitas pelo site da Alcoa (www.alcoa.com.br) para as categorias Produtos & Aplicações (tema livre) e Gestão da Reciclagem (com foco na reciclagem de alumínio, resíduos pós-consumo ou gerados na produção de bens de consumo). Os trabalhos serão julgados e premiados separadamente por categoria e modalidade de participação (profissional e estudante).
O objetivo do Prêmio é estimular a criatividade e difundir as idéias dos estudantes e profissionais brasileiros no setor, além de promover a conscientização ecológica entre os participantes. As inscrições serão encerradas em 22 de Agosto e a entrega dos trabalhos inscritos deverá ser feita até 22 de Setembro. Os finalistas serão conhecidos em Novembro e a ordem classificatória dos vencedores será divulgada no evento de premiação, programado para Dezembro.
Na modalidade Estudante, podem concorrer universitários de todo o País que estejam matriculados em cursos de tecnologia/graduação e pós-graduação (lato sensu) no ano letivo de 2008. As equipes participantes podem ser multidisciplinares, compostas por alunos de cursos diferentes, desde que da mesma instituição. É possível também a inscrição em mais de uma categoria. A modalidade profissional também está aberta em duas categorias: produtos & aplicações e gestão da reciclagem
Para Franklin L. Feder, presidente da Alcoa América Latina e Caribe, o Concurso contribui para o desenvolvimento do mercado brasileiro de alumínio e estimula estudantes e profissionais. “O Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio está evoluindo constantemente. É gratificante para nós perceber que, ano após ano, o Concurso se destaca e atrai mais participantes, estudantes e profissionais, de todo o Brasil. Isso gera diversidade de projetos inovadores e melhores propostas para a reciclagem do alumínio, condizendo com nossa preocupação ética e de sustentabilidade, valores permanentes da Alcoa”, afirma.
Categorias
Estudantes e profissionais poderão inscrever seus trabalhos em duas categorias: Produtos & Aplicações – tema livre, podem concorrer apresentações de novos produtos e aplicações em alumínio – e Gestão da Reciclagem, cujo foco é a reciclagem do alumínio (resíduos pós-consumo e/ou gerados na produção de bens de consumo).
Apoio
O 7º Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio conta com o apoio institucional das principais entidades do setor, como o IAB-Instituto de Arquitetos do Brasil, Instituto de Engenharia, UniEthos-Educação para a Responsabilidade Social e o Desenvolvimento Sustentável, AEnD-BR-Associação de Ensino/Pesquisa de Nível Superior em Design no Brasil, ADP-Associação dos Designers de Produto, ABM-Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais, ABEDESIGN-Associação Brasileira das Empresas de Design e o Centro São Paulo de Design. O Prêmio Alcoa conta também com o apoio técnico da ABAL-Associação Brasileira do Alumínio.
O estudante ou a equipe indicada pela comissão julgadora como autor do melhor trabalho em cada categoria receberá R$9 mil e um troféu como prêmio e o professor-orientador, R$5 mil. Para a instituição de ensino a que pertencer o premiado, serão doados R$5 mil em equipamentos didáticos. Já os profissionais terão direito a um prêmio no valor de R$11 mil em ambas as categorias. Os três estudantes que chegarem à final em cada categoria receberão R$1,5 mil e diploma. A mesma regra vale para os profissionais que participarem do Prêmio. Já os orientadores dos alunos finalistas ganharão um palm top e diploma.
Os inscritos enviarão os trabalhos obrigatoriamente pelos Correios, para o endereço divulgado no regulamento do Prêmio. O julgamento será realizado na segunda quinzena de Outubro por duas comissões, uma para cada categoria. Esclarecimentos sobre o Concurso podem ser solicitados por meio do endereço eletrônico premioalcoa@alcoa.com.br. Mais informações sobre o Prêmio Alcoa de Inovação em Alumínio no site da Alcoa
Série de TV britânica mostra lado feio da moda

As condições de trabalho duvidosas de algumas das fábricas que produzem artigos baratos em países do sudeste asiático preocupam muitos consumidores. Mas essa preocupação é suficiente para fazer com que eles deixem de comprar, por exemplo, camisetas "Made in China" vendidas por preços extremamente baixos?
A BBC resolveu tirar a dúvida enviando seis jovens britânicos que gostam de moda para passar uma temporada vivendo as duras condições de trabalho em fábricas de roupas na Índia, como parte de uma série de quatro episódios transmitida na televisão britânica.
Na série "Blood, Sweat and T-Shirts" (Sangue, Suor e Camisetas), os jovens, com idades entre 20 e 24 anos, costuraram roupas em fábricas indianas, trabalhando longas horas e dormindo no chão ao lado de suas máquinas de costura.
Entre os participantes estão Georgina, de 20 anos, que não vê problema em usar uma roupa apenas uma vez e jogar a peça fora; e Tara, de 21 anos, que quer ser estilista e precisou colocar suas habilidades à prova para tentar cumprir a meta de costurar duas peças por minuto imposta pela empresa indiana.
A idéia da série é avaliar como esses jovens mudam sua atitude para com a moda barata produzida em condições duvidosas em países como a Índia, Bangladesh e China e vendida em lojas britânicas.
Revista
Para acompanhar a série, a BBC está produzindo também a revista online Thread, direcionada aos internautas entre 16 e 30 anos e que será publicada durante seis meses. Leia a matéria na Integra aqui.
Seja um amigo da natureza
clique aqui para visitar o site
Cuecas ecológicas

A AussieBum, marca australiana especializada em beachwear e underwear, acaba de lançar uma linha especial de cuecas produzidas com fibra de bambu. A coleção Bamboo é feita com tecidos biodegradáveis cultivados naturalmente.
Sem o uso de fertilizantes e pesticidas a AussieBum incentiva o consumo da moda sustentável para que assim as plantações possam aumentar, criando um ciclo propicio a fotossíntese. As peças da coleção possuem tecnologia dry, que possibilita a maior retenção de suor, além de proporcionar maior conforto por não ter costuras.
Celebridades como os atores Daniel Radcliffe (Harry Potter), Brandon Routh (Superman, a série), Ewan McGregor (Trainspotting, Moulin Rouge) e a cantora australiana Kylie Minogue já aprovaram a novidade. Para conhecer os produtos da marca ou para comprar online acesse www.aussiebum.com.
fonte: Dykerama.com
14/05/2008
Dicas da van
Para carregar os softwares no bolso
A grande tendência, vivo repetindo aqui, são os softwares que rodam direto da internet, como o Google Docs (www.google.com/docs) ou o Photoshop online (www.photoshop.com/express).
Mas outra modalidade também caiu no gosto das pessoas, principalmente a reboque da popularização das pen drives. São os programas portáteis, ideais para quem não quer (ou não pode) sair instalando o que bem entender nos computadores que usa.
Esses aplicativos não requerem instalação, o que significa que dá para rodá-los a partir da pen drive ou outro dispositivo de memória. Assim, tu podes carregar literalmente no bolso, por exemplo, o navegador Firefox com todas as tuas configurações, plugins, temas e favoritos. E não faltam opções de aplicativos que funcionam assim, como o MSN ou o Pidgin, para mensagens instantâneas, o Audacity, que permite gravar podcasts, e o OpenOffice, para quem precisa de uma suíte de escritórios.
Dá uma vasculhada no site www.portableapps.com, estampado aí na tela. Ou então procuras no http://portablebrasil.net, que conta com versão em português.
A Vanessa escreve todas as quartas, e sempre tem dicas muito legais e textos super divertidos. Façam uma visitinha, vocês vão adorar.
Consumidor 'verde' já é visto como um risco aos negócios
Estudo da Ernest&Young revela preocupação com ‘radicais verdes’
Andrea Vialli
O consumidor atento às questões ambientais e disposto a mudar seus hábitos de consumo para alternativas mais ecológicas já pode ser considerado como um potencial risco aos negócios. É o que aponta estudo da consultoria Ernst&Young, intitulado “Riscos Estratégicos aos Negócios - 2008 - Os Dez Maiores Riscos às Empresas”. O estudo, com base nas análises de 70 especialistas ao redor do mundo, avaliou 12 setores da economia e apontou as dez maiores ameaças para os negócios na atualidade.
Um deles é o que o estudo chama de “radical greening” - que pode ser traduzido como a adoção extremada de hábitos “verdes”, e que aos poucos está influenciando o comportamento das empresas. A militância dos consumidores ativistas figura lado a lado com outros riscos aos negócios, como mudanças na legislação, inflação dos custos corporativos e envelhecimento da população. O risco do “radical greening” aparece na nona posição na média dos maiores impactos, e seu peso varia conforme o setor em que a empresa atua.
“Setores como petróleo e gás, automobilístico, seguros, energia e saneamento têm nas questões ambientais um risco forte a ser gerenciado, principalmente por causa do aquecimento global”, diz Joel Bastos, diretor de Sustentabilidade da Ernst&Young. “Mas cresce também o risco das empresas que fabricam produtos de consumo, do setor bancário e do varejo, pois vemos claramente um cenário em que os consumidores vão banir empresas que não considerarem responsáveis”, completa.
Segundo o executivo, isso tem levado estrategistas de indústrias como a de automóveis a se empenharem no desenvolvimento de carros menos poluentes. “Há 30 anos, ninguém iria imaginar que o hábito de fumar seria tão combatido. Já existe um temor na indústria de que o automóvel se torne o novo cigarro”, compara. Em setores como alimentos, a preocupação ambiental caminha junto com a preocupação com saúde. “São tendências de consumo que andam juntas e que crescem na mesma proporção.”
São pessoas como a designer gráfica Fabiana Caruso, 28 anos, e seu marido, o nutricionista Francisco da Costa Silva Júnior, 29 anos. Integrantes do movimento conhecido como veganismo - não consomem qualquer produto de origem animal, como carne, leite e couro -, eles são céticos em relação às boas práticas da indústria de alimentos, medicamentos e cosméticos. Preferem comprar produtos de pequenas empresas, mais afinadas com a filosofia que praticam.
“As estratégias das grandes empresas em parecerem 'verdes' é só para conquistar mais um nicho de consumidores. Não existe um compromisso real de ser mais ético, mais sustentável”, diz Júnior. Ele observa, no entanto, que nos últimos anos aumentou a oferta de produtos com essa rotulagem - como grandes laticínios que oferecem produtos à base de soja. “Mas eles continuam sendo grandes laticínios, com práticas que não aprovamos.”
O casal já se acostumou a olhar minuciosamente rótulos e pesquisar a fundo os componentes dos produtos que compram. “Estamos sempre observando e repensando o que nos é apresentado como opção de consumo”, diz Fabiana, que revela ter banido definitivamente várias marcas de seus hábitos de consumo.
PERCEPÇÃO
A percepção dessas mudanças de comportamento dos consumidores já traz reflexos nos negócios de grandes multinacionais, que já começam a sentir a pressão desses grupos. Um exemplo é a rede varejista Wal-Mart, que desde 2006 vem tentando colocar mais produtos ‘sustentáveis’ nas gôndolas. Na prática, isso significa mais produtos orgânicos, aumentar a presença de produtos feitos a partir de materiais reciclados - o lançamento mais recente foi um coberto feito 100% de plástico PET -, estimular os fornecedores a desenvolver embalagens menos poluentes e até banir categorias que sejam consideradas inadequadas, como lâmpadas incandescentes, de sua marca própria.
“Em cinco anos, todos os produtos da marca própria devem se enquadrar nessa categoria. Atualmente, em torno de 15% dos nossos fornecedores já se adaptaram à exigência”, diz Fábio Cyrillo, diretor de marcas próprias do Wal Mart Brasil. A estratégia de expandir o sortimento de orgânicos faz parte do programa de sustentabilidade da companhia no mundo que envolve investimentos de US$ 500 milhões até 2010.
Gigantes de produtos de consumo, como Unilever e Procter&Gamble, também vêm tentando desenvolver produtos com a proposta de serem menos agressivos ao ambiente. Dona das marcas Omo e Comfort, a Unilever lança, nos próximos dias, um produto que promete ajudar na economia de água. Redes de fast food como o McDonald’s estão mudando o cardápio para se resguardar contra críticas de consumidores preocupados com saúde. “Antes de tudo, o ‘radical greening’ é bem informado, tem dinheiro e escolhe marcas. As empresas não podem prescindir dele”, resume Bastos, da Ernst&Young.
AS MAIORES AMEAÇAS ÀS EMPRESAS
Riscos regulatórios: referentes a mudanças na legislação
Choques financeiros globais: crises financeiras internacionais
Envelhecimento da população: futuro do trabalho e do consumo
Mercados emergentes: mudança na geopolítica dos negócios
Consolidação dos negócios: impacto das fusões e aquisições
Crises de energia: aumento expressivo do preço da energia
Transações estratégicas: perda de oportunidades de negócios
Inflação dos custos: aumento dos custos para se fazer negócios
`Verde radical': pressão por questões ambientais
Mudança de hábitos: tecnologia transforma os hábitos de consumo
Momento histórico marca preparação da Expedição de Olho Nos Mananciais


Faça parte desta história, monte seu grupo
Expedição de Olho nos Mananciais
A Convite do ISA - Instituto Socioambiental, no último sábado, dia 10 de maio, mais de 30 fotógrafos que coordenarão a Expedição de Olho nos Mananciais compareceram à Represa da Guarapiranga. Na pauta: posar para as lentes de Dimitri Lee com sua camera 8X20 polegadas. Marco histórico da Expedição e da fotografia paulistana.
Se você ainda não se inscreveu, corra! Qualquer um com qualquer camêra na mão pode participar, basta acessar o site do projeto e criar seu grupo. Saiba Mais
enviado por Patricia Borba/Repea
Saab BioPower Hybrid Concept

O Saab BioPower Hybrid Concept é o mais recente desenvolvimento da marca sueca - que pertence à GM - em termos de tecnologia híbrida, e foi apresentado nos Estados Unidos durante o Salão de Detroit. Baseado no Saab 9-3 conversível, o Saab BioPower Hybrid é o primeiro veículo a aliar o bio-etanol (E100, ou seja, 100% de etanol), combustível totalmente não-fóssil, à propulsão elétrica, utilizando o avançado sistema de transmissão “2-mode” que a General Motors desenvolveu junto com a Daimler-Chrysler e a BMW.
O Saab BioPower Hybrid Concept atende plenamente às normas de emissões zero de CO2, ao mesmo tempo em que eleva o desempenho e reduz o consumo de energia. A aceleração estimada indica que ele faz de zero a 100 km/h em apenas 6,8s, contra 9,5s do equivalente a gasolina.
Leia a materia completa na Super Chevy
Thiago de Mello: "Humildade vencerá a arrogância"
"Estou muito comovido", confessa o poeta Thiago de Mello, filho do Amazonas, ao saber do pedido de demissão da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Por telefone, o ex-exilado político e um dos maiores poetas do Brasil fala a Terra Magazine de sua indignação.
- Marina é a figura mais luminosa do governo deste País. Primeiro, pela sua coerência com seus princípios, com seus valores éticos e com seu profundo amor à floresta da qual ela é filha.
A ministra entregou nesta terça sua carta de demissão ao presidente Lula. Em suas palavras, o poeta mantém intacto o antigo compromisso com a floresta amazônica (reafirmado no retorno do exílio), desta vez temperado por críticas ao governo - sem faltar com a poesia.
- Marina é a mesma adolescente que se deitava no chão pra impedir, em Xapuri (AC), a passagem dos tratores que iam derrubar as árvores sob as quais ela nasceu. Atravessou as lutas com Chico Mendes, atravessou o Senado, para defender a luta pela preservação da floresta. Ela compreendeu o alto sentido da luta dos que vivem na floresta e da floresta. No instante em que o aquecimento da terra ameaça - a ciência mostrou com a verdade que lhe é própria, a ciência não brinca -, ela se ergue com a mesma dignidade e firmeza.
Nascido em Barreirinha (AM), autor de Narciso cego, Faz escuro, mas eu canto, Mormaço na floresta e Amazonas: Pátria da água, entre outros livros, Thiago de Mello lamenta o pedido de demissão. E se recorda do último encontro com a ministra.
- Lembro da firmeza com que ela engrandeceu a Conferência Nacional do Meio Ambiente. Falo agora da floresta, mas estava lá, em Brasília. Ela iluminou a consciência de cerca de duas mil pessoas que estavam no salão, inspirando coragem, dignidade e respeito.
Para o poeta, as hostilidades da Casa Civil contra Marina são conhecidas. Com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), cresceram as pressões pela concessão de licenças ambientais para obras de infra-estrutura. A falta de apoio a medidas contra o desmatamento teria motivado novas rusgas. Na carta de desligamento, ela defendeu "a reconstrução da sustentação política para a agenda ambiental." Amigo da ministra, Thiago critica a postura do governo:
- Os que conduzem a proa deste barco não abrigavam, bem na intimidade deste barco, nem no convés de frente, as virtudes defendidas por Marina Silva. É verdadeira a hostilidade da Casa Civil com a nossa companheira! Não foram poucas as vezes que Marina desceu do Planalto fortalecida, mas amargada com a falta de apoio solidário com uma causa como a nossa! A causa da Amazônia, o maior manancial ecológico do mundo.
Antes de desligar o telefone, Thiago de Mello deixa uma mensagem, quiçá desafio. Cita um texto de Marina a ele enviado pouco antes da crise no Meio Ambiente.
- Vou lhe dizer, vou lhe revelar. O que sobrava nela, faltava em membros do governo. Mas muitos estavam solidários. Ela me mandou, há pouco, cinco ou seis linhas, não muito. E me disse: "Thiago, o que mais precisamos é coragem, prudência e humildade". A causa de Marina é a minha. A humildade vencerá a arrogância. A utopia triunfará sobre o Apocalipse.
Terra Magazine
Eco-Bolsas Ecoist™
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Um Ecoist™ é um indivíduo que vive um estilo de vida moderno, eco-ocupado. Não tem nenhuma idade particular, raça, ou nacionalidade. E é justamente este público que a Ecoist™ quer atingir com seus produtos. A proposta é que suas bolsas sejam usadas por povos diversos, em lugares diferentes, e de diferente maneiras. Por isso as bolsas de Ecoist™ são tão diversas quanto o Ecoists que as usa. A única coisa que estes individuos tem em comum é a terra.
Os acessórios são fabricados com materiais reciclados e sustentáveis, e dentro dos princípios do comércio justo.
A proposta da Empresa é inspirar mais pessoas a transformarem-se em “Ecoists”: consumidores que se preocupam em como são feitos e de onde vem os produtos que consomem e que lutam por um mundo mais sustentável.
Para adquiri-las acesse o site
Maquiavel e o Twitter
Como reagiria? Que concluiria?
Leia esse interessante artigo de Pete Blackshaw, aqui
A moda do Instituto Realice
Entrevista com Alice Freitas, coordenadora do Instituto Realice sobre os projetos relacionados à sustentabilidade.
Artesanato Ashaninka
Fotos da arte material do povo Ashaninka, com peças produzidas pela Comunidade Apiwtxa e vendidas pela Ayonpare Cooperativa Ashaninka. Essa povo habita a Terra Indígena Ashaninka do rio Amônia, no municípioo de Marechal Thaumaturgo-Acre.
Contato: Cooperativa Ayonpare
13/05/2008
Grife Yawanawá

A comunidade indigena Yawanawá, habita as margens do rio Gregório, no municipio de Tarauacá-Acre. O seu Projeto de Arte, vem sendo desenvolvido desde 2003, e busca apoiar os velhos e as mulheres da aldeia, valorizando seus ricos conhecimentos da arte, desenho e pinturas corporais. A fim, de garantir de forma integrada a sustentabilidade económica e cultural ao povo Yawanawá.
Inicialmente foi realizado um trabalho de resgate da cultura tradicional desta etnia, através da sua história de origem, desenhos tradicionais, textos, contação de história, fotografias, entre outras formas de registros, para então, utiliza-los em produtos (roupas), A fim, de garantir de forma integrada a sustentabilidade económica e cultural ao povo Yawanawá.
O projeto da grife Yawanawá, surgiu no I Festival de Cultura Yawanawá. Com apóio do goveno do estado do Acre, Rainforest Concer e AVEDA, foi lançado em outubro de 2004, a primeira coleção com 12 modelos diferentes de camisetas e vestidos com estampas dos desenhos e pinturas Yawanawa. Em 2005 a grife participou de um desfile no Fashion Mall, no Rio de Janeiro. Esse desfile teve uma grande repercussão nacional, ajudando a promover a moda Yawanawa entre a sociedade brasileira. Abriu mercado e demanda para a venda da grife Yawanawá em todo o Brasil.
Para conhecer mais sobre esse povo visite o site da Organização de Agricultores e Extrativista Yawanawa do Rio Gregorio - OAEYRG
Sobre a demissão de Marina Silva do Ministério do Meio Ambiente
Clique nas manchetes para acessar as notícias:
Por que Marina pediu demissão
Viana deve substituir Marina
Onde está Marina
Lula pede e Cabral cede Minc para substituir Marina
Planalto convida Carlos Minc para assumir lugar de Marina Silva
Em carta a Lula, Marina conta por que saiu
WWF-Brasil lamenta pedido de demissão da ministra Marina Silva
Para Greenpeace, saída de Marina Silva mostra mudança de postura do governo
Os sapos que Marina engoliu
Saída de ministra afeta imagem do Brasil, diz professor da LSE
Para ONG, saída de Marina pode elevar pressão contra etanol
Participe do Viva a Mata 2008
Mais informações pelo portal www.sosma.org.br, pelo email comunicacao@sosma.org.br ou pelo telefone (11) 3055-7888.
Programação
Estandes temáticos
Empresas pela Mata Atlântica, Viveiros, Restauração florestal, Água, Educação ambiental, Túnel dos sentidos, Costa Atlântica, Reservas particulares, Conservação regional, Espécies da Mata, Mata Atlântica vai à Escola, Lagamar, Reciclagem e Produtos sustentáveis
Estandes institucionais
SOS Mata Atlântica, Colgate-Palmolive, Tintas Coral, Bradesco, Secretaria do Verde e do Meio Ambiente
I. CICLO DE DEBATES - Auditório do MAM
Sexta (30 de maio)
10h30 - Painel - Pacto pela restauração da Mata Atlântica
12h - Lançamento do selo Neutralização de carbono (SOS Mata Atlântica e Instituto Totum)
14h - Painel - Unidades de Conservação da Mata Atlântica
16h30 - Painel - Reservas particulares: cenários e perspectivas
18h - Prêmio Muriqui
Sábado (31 de maio)
14h30 - Painel - Áreas marinhas protegidas no Brasil - lançamento do segundo edital
Domingo (1 de junho)
14h30 - Painel - Frente Parlamentar Ambientalista
16h - Painel - Plataforma Ambiental
II. Auditório da Marquise
Sexta
11h - Palestra - "Políticas públicas para a Mata Atlântica: Plataforma Ambiental e Agenda Ambiental Voluntária" - Mario Mantovani, Beloyanis Monteiro e Flavio Ojidos
13h - Palestra - "Novos dados do Atlas da Mata Atlântica" - Márcia Hirota (SOS Mata Atlântica) e Flavio Jorge Ponzoni (INPE)
14h - Palestra - Instituto Chico Mendes - Ações para a Conservação Marinha - Palestrante: Rômulo Mello - Diretor de Conservação da Biodiversidade - ICMBio
15h - Palestra - "Voluntariado corporativo: a experiência do Clube da Terra" - Sueli Freitas
16h - Palestra - "Ecocamarada: o programa de voluntariado da Câmara dos Deputados" - Juliana, Jacimara, Lidia e Beloyanis Monteiro
Sábado
10h - Observação de aves - SAVE Brasil - inscrições pelo email tatiana.pongiluppi@savebrasil.org.br
11h - Palestra - A Educação Ambiental na cidade de São Paulo - Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente
12h - Palestra - Aliança Brasileira para a Extinção Zero - Sítios Baze da Mata Atlântica - Fundação Biodiversitas
13h - Palestra - Transporte e meio ambiente - Jorge Miguel, diretor-executivo da Use Bus
14h - Palestra - Neutralização de CO2
15h - Lançamento de livro - "Voluntariado socioambiental - História, experiências e práticas na Fundação SOS Mata Atlântica"
16h - Palestra - Voluntariado corporativo
18h - Ato - Respira Brasil!
Domingo
10h às 12h - Painel - "Projetos de conservação de espécies marinhas"
12h - Palestra - A Educação Ambiental na cidade de São Paulo - Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente
13h - Oficina - Voluntariado em Unidades de Conservação
14h - Palestra - Resultados CEPF Mata Atlântica - Ivana Lamas
15h - Painel - "RPPNs: desafios e conquistas"
18h - Ciranda de encerramento
III. Palco / Arena
Sexta
10h - Abertura oficial com fanfarra da Fundação Bradesco
11h - Ecoflex (alongamento Ecofit)
12h - Performance - Dragão do consumo (Ecofit) - sai da arena e passeia pela exposição
13h - Performance - Homem saco
14h - Coral Guarani (Ecofit)
15h - Vivência na Mata - Valéria Rusticci
16h - Oficina "Como plantar" e distribuição de mudas de palmito-juçara
17h - Bate-papo: Patrícia Palumbo entrevista Wanessa Camargo
Sábado
10h - Yoga (Ecofit)
11h - Performance - Dragão do consumo (Ecofit) - sai da arena e passeia pela exposição
12h às 13h30 -Teatro - "Liberdade" - Escola Estadual Eloi Lacerda
13h30 - Performance - Homem saco
14h - Oficina - "Salve com um abraço - cooperando com os muriquis" - Instituto Supereco
15h - Oficina "Como plantar" e distribuição de mudas de palmito-juçara
16h - Teatro "Mágico de Oz na Mata Atlântica" - Clube da Terra da Tintas Coral
17h - Bate-papo: Patrícia Palumbo entrevista Oscar Bressane / monge zen budista Dorin e Fauzi (Tribo de Jah)
18h - Ato - Respira Brasil!
Domingo
10h - Tai-chi-chuan (Ecofit)
11h - Dragão do consumo (Ecofit) - sai da arena e passeia pela exposição
11h30 - Roda de conversa - Desenvolvimento comunitário baseado em talentos locais (Bellô Monteiro e Marialice Piacentini)
13h às 15h - Oficina de confecção de brinquedos com materiais recicláveis
15h - Teatro - "Vamos passear na floresta enquanto o seu homem não vem" - Educa Mata Atlântica
16h - Oficina "Como plantar" e distribuição de mudas de palmito-juçara
17h - Bate-papo: Patrícia Palumbo entrevista Tetê Espíndola e Beto von Poser
18h - Ciranda de encerramento
Mapa de wifi em São Paulo
Acesse o mapa aqui
Um banho contra a Dengue
Foto: Juliana PeixotoPesquisadores do Laboratório de Ciências Químicas da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), concluem formulação de um sabonete, que pode se tornar uma importante arma para o combate ao mosquito da dengue (Aedes aegypti), que também transmite a febre amarela.
O sabonete, cujo efeito dura até seis horas sobre a pele humana, é feito com essências naturais de plantas como citronela, capim-limão e cravo da índia, incluindo ainda em sua fórmula, uma mistura de glicerina, obtida em óleo de cozinha reciclado, assim como, outras substâncias químicas, que ajudam a aumentar o tempo de ação do produto.
“Apesar de ter uma ação comprovada contra o Aedes aegypti, que foi o foco dos estudos, o sabonete conta com grande possibilidade de ter ação repelente contra outros vetores. O objetivo agora é ampliar os testes de sua eficácia contra insetos que transmitem outras doenças humanas e animais”, disse Edmílson José Maria, coordenador da pesquisa e chefe do Setor de Síntese Orgânica do Laboratório de Ciências Químicas da Uenf, onde o sabonete foi formulado, à Agência FAPESP.
Fonte: Agencia FAPESP
Votorantim é a que mais polui em SP e ainda quer usina no Vale do Ribeira - Graziano e Capobianco assistem tudo
Incrível é ver o "famoso" ambientalista Sr. João Paulo Ribeiro Capobianco, ex-coordenador do Instituto Sócio Ambiental (ISA), ex-presidente da Fundação SOS Mata Atlântica, atual Presidente Interino do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e atual Secretário-Executivo do Ministério do Meio Ambiente (MMA), assistindo tudo de camarote, bem caladinho na sua poltrona reclinável!!! Por que será hein?
Você pode nos responder Sr. Capobianco? Uma palavra ao menos!!! Ou continue calado e entregue o Vale do Ribeira ao Sr. Antonio Ermírio de Moraes!!! Ah, e não vale renunciar dizendo que "não suportou a pressão de outros setores pela sua luta em favor do meio ambiente no Governo Federal". Esse golpe nós já conhecemos de outros tempos e se o fizer não sairá como herói, mas como grande vilão que entregou o Rio Ribeira de Iguape ao homem mais rico do Brasil!!! Seja ético e faça valer a sua história de luta pela Mata Atlântica usando o "poder" que tem p/ trazer esse assunto a mídia nacional e colaborar efetivamente p/ que a CBA/Votorantim não consiga a licença prévia do IBAMA!!!!! Faça valer o decreto-lei nº 99.556/90 que define em
Art. 1º que "As cavidades naturais subterrâneas existentes no território nacional constituem patrimônio cultural brasileiro, e, como tal, serão preservadas e conservadas de modo a permitir estudos e pesquisas de ordem técnico-científica, bem como atividades de cunho espeleológico, étnico-cultural, turístico, recreativo e educativo", ou seja, a CBA/Votorantim NÃO PODE ALAGAR CAVERNAS NO VALE DO RIBEIRA!!!!!! Por que está calado, Sr Capobianco? Dê-nos, ao menos, a sua opinião...
Do Sr. Xico Graziano, ex-Deputado Federal, ex-Secretário de Agricultura de São Paulo, ex-Presidente do Incra, ex-Chefe de gabinete pessoal do ex-Presidente Sr. Fernando Henrique Cardoso e atual Secretário de Meio Ambiente de São Paulo, nenhum movimento diferente do que era esperado, pois afinal agora é moda pular de um lado a outro até se chegar no "negócio ambiental"!!! Vide a recente história da criação da "Fundação Amazonas Sustentável" criada e apoiada pelo Banco Bradesco, que por sua vez é importante parceiro do Grupo Votorantim. Sobre essa fundação, circula a informação de que já conta c/ mais de R$ 20 milhões de investimentos e é presidida pelo empresário Sr. Luiz Fernando Furlan, ex-Ministro o empresário e ex-Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Governo Lula. Um empresário que pula do desenvolvimentismo p/ o ambientalismo de um instante a outro!!! Que lindo, fico emocionado!!! É mole ou quer mais?!?!?!?!?! Dá-lhe "Banco do Planeta"!!!
Ah, vale jogar no ventilador o veto do Sr. José Serra ao projeto de lei nº 394/07 do Deputado Estadual Raul Marcelo que propunha "declarar como Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental do Estado de São Paulo o rio Ribeira de Iguape". Tal projeto foi aprovado em todas comissões por qual passou e aprovado pela Assembléia Legislativa de SP. Contudo, o compadrio entre esse governador e o Deputado Estadual Sr. Samuel Moreira, figura carimbada aqui do Vale do Ribeira, fez c/ que uma canetada passasse por cima de todo um processo democrático. Quem perde, o Rio Ribeira e a população do Vale que continua a mercê desses pseudo-representantes da sociedade!!! A quem diga que o Sr. Samuel Moreira tem suas campanhas financiadas pelo grupo Votorantim!!!!! Se realmente o for, era de se esperar...
Creio que essas relações são confusas de entender e por isso tomei a decisão de passar adiante minha indignação (mesmo conhecendo os riscos!) c/ a situação que vivemos aqui no Vale do Ribeira, um lugar aonde natureza e cultura vivem em harmonia até o presente. Sobre o futuro, bem o futuro dizem que a Deus pertence, mas sinceramente convém passar a acreditar que muitos dos senhores citados acima querem assumir o papel de "Deuses" do negócio "meio ambiente"...
Fora Votorantim! Fora Sr. Antonio Ermírio!!!! Nós não queremos vocês aqui!!! Nós já dissemos isso nas cinco audiências públicas realizadas aqui no Vale do Ribeira!!!!!!!!!!!!!!!
E parem com essa falsa campanha de "democratização cultural" que promovem através desse tal "Instituto Votorantim". Querem democratizar a cultura? Sugiro que vocês comecem pelo respeito a opinião das comunidades tradicionais do Vale do Ribeira que já disseram não a Tijuco Alto!!! A máscara cai, a cada dia...
Quer saber mais sobre a resistência contra Tijuco Alto: clique aqui
Quer ajudar? Assine a petição on-line contra a construção de barragens no Rio Ribeira
Quer ver e ouvir nossa opinião? Assista o programa "Bola & Arte" da
emissora FizTV (clicar no linque "vídeos", depois, entre os quadrinhos que aparecem, clicar no programa 7. Está dividido em duas partes! Os quadrinhos do programa que participamos são os dois primeiros de cima, da esquerda p/ a direita, começando pelo segundo).
Quer ouvir um som em defesa do Rio Ribeira de Iguape? Depois de tanta cólera, clique e relaxe: Esquadrão Preto Velho - Música: Meio Ambiente Meio Deserto
Abraços de um cidadão indignado e c/ energia de sobra p/ continuar...
Oxalá meu pai, vamos vencer!!!
Fernando Oliveira Silva.
A insustetável vida dos japoneses que utilizam o metrô
Quando for visitar o Japão você tem certeza de que vai mesmo querer andar de metrô?
11/05/2008
A arte de reaproveitar papel

Em Paris, nas imediações da região do Arco do Triunfo, você encontra a loja de mobiliários e objetos de moda do designer paulista Nido Campolongo. Nido nos últimos 20 anos tem utilizado como matéria-prima de suas obras o papel. As peças são criadas a partir de módulos tubulares e placas de revestimento feitos com papel e papelão e possuem um design bem brasileiro. Conheço melhor o trabalho de Nido Campolongo aqui
Quer uma carona?

Por Thiago Carrapatoso
Planeta Sustentável
Quanto mais, melhor
Quantas pessoas cabem no seu carro?
A Secretaria do Meio Ambiente promove a campanha - Mutirão da Carona - para incentivar o aumento do número de pessoas por carro. Hoje, em São Paulo, a taxa média de ocupação por veículo é inferior a 1,5 pessoa
Só a grande São Paulo é responsável por cerca de 20% de toda a frota nacional de veículos. Mesmo assim, a cidade ganha, por dia, aproximadamente 500 novos carros. Estudos do Laboratório de Poluição da USP mostram que os níveis atuais de poluição são responsáveis pela redução de 1,5 ano na expectativa de vida dos paulistanos.
Para tentar amenizar essa situação e aliviar o trânsito na cidade, a Secretaria do Meio Ambiente fará o "Mutirão da Carona", no dia 28 de maio, para tentar aumentar a taxa média de ocupação por veículo, que hoje é inferior a 1,5 pessoa. A idéia é estimular a prática da carona e reduzir a quantidade de carros em São Paulo.
Na quarta-feira reservada para as atividades, acontecerão intervenções nas ruas, como a distribuição de folders, adesivos, camisetas e bonés da campanha e a aplicação da "multa legal", a qual é entregue aos motoristas para parabenizá-los - caso estejam levando mais alguém no carro - ou para alertá-los sobre a imprudência de viajar sozinho sendo que a cidade possui poluição a níveis altos e trânsito caótico.
O "Mutirão da Carona" faz parte do Projeto Ambiental Estratégico "Mutirões Ambientais" da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Desde setembro de 2007, a secretaria já organizou outros quatro mutirões: o Verde (para o plantio e conservação de árvores), o Ambiental (contra as sacolas plásticas), o Mar Limpo (que recolheu o lixo que é jogado no mar) e o Azul (promovendo o uso racional da água). Ainda para este ano, estão programados mais quatro: recolhimento de lixo eletrônico, reciclagem de óleo de cozinha e mais edições do Ambiental e do Mar Limpo.
Para se ter uma idéia, se uma pessoa deixar de usar o carro para fazer um percurso de 6 km entre sua casa e o trabalho, durante o período de um ano, 480 kg de dióxido de carbono deixarão de ser emitidos na atmosfera. O CO2 é um dos principais causadores do efeito estufa e, somente neste ano, São Paulo deverá emitir 32,5 milhões de toneladas do gás, sendo que 40% virá do transporte.
As Ecojóias de Patrícia Moura



As biojóias, também conhecidas como ecojóias ou jóias naturais, são peças elaboradas com matéria-prima natural, com a interferência, ou não, de metais preciosos, como o ouro ou a prata, onde se valoriza no processo de criação, principalmente, as sementes não germináveis, tingidas, ou não, colhidas dos solos das florestas, de forma ecologicamente sustentável, sem agredir ou interferir no meio ambiente.Além das sementes, são também utilizadas na confecção das peças, outras materias naturais como fibras, madeiras, pedras preciosas, etc.
Apresentamos aqui algumas peças da coleção 2008/2009 da designer de jóias, Patrícia Moura.
Conheça a coleção completa aqui
entre em contato com a artista através do e-mail: moura.patricia@hotmail.com
Como lidar com o nosso Lixo?

Lixo: os quatro “R”
O lixo é um dos maiores problemas da civilização moderna. Para que a sustentabilidade dos processos produtivos seja possível, é necessário a incorporação de quatro “R”: Reduzir (o consumo), Reutilizar, Reciclar e Rejeitar.
Reduzir
• Evite empacotamentos desnecessários, usando sua própria sacola de compras.
• Prefira produtos com embalagens recicláveis e/ou recicladas.
• Prefira alimentos frescos, não embalados com plástico.
• Assine jornais e revistas que possam ser compartilhados pelo maior número de pessoas.
• Diminua o uso de plásticos.
• Prefira produtos que tenham vida longa.
• Observe o tempo de banho em sua residência. Quarenta litros de água são suficientes para um banho completo.
• Utilize lâmpadas que economizam energia elétrica ou que tenham sido recicladas. Ambas já podem ser encontradas no mercado.
• Reduza o número de saídas de carro com uma só pessoa. Procure compartilhar seu veículo com seus vizinhos e colegas de trabalho ou estudo. Estimule-os a fazer o mesmo.
• Utilize, sempre que possível, transporte público.
• Reduza o consumo de produtos que exijam ingredientes químicos para a sua conservação.
Reutilizar
• Partes consideradas pouco nobre dos alimentos, como cascas de laranja, mamão e banana. Podem ser utilizadas em bolos e doces. A casca do ovo moído, rica em cálcio, pode ser moída e acrescentada no preparo de alimentos.
• Separe sacolas, sacos de papel, vidros, caixas de ovos, papel de embrulho que possam ser reutilizados.
• Use o verso de folhas de papel, quando um lado já tiver sido impresso.
• Prefira coador de pó de café não-descartável.
• Doe roupas, móveis, aparelhos domésticos, etc. que possam ser aproveitados por outras pessoas.
• Prefira fraldas de pano (algodão) às descartáveis (são forradas de plástico) e representam 2% do lixo sólido no meio urbano
• Utilize os dois lados da folha de papel para escrever, rascunhar ou imprimir. Aproveite melhor a área do papel. Para cada tonelada de papel que se recicla, quarenta árvores deixam de ser derrubadas.
Reciclar
• Tecnicamente, é possível recuperar e reutilizar a maior parte dos materiais que na rotina do dia-a-dia são jogados fora. Latas de alumínio, vidro, plástico e papéis estão sendo reciclados em larga escala em muitos países do mundo. Separe os materiais e entregue-os aos programas de coleta seletiva que estão sendo implantados em várias cidades. Caso na sua cidade não exista um programa semelhante, organize-se junto com outros moradores de sua rua e bairro e constitua uma comissão para atuar junto ao poder público local. Outra opção, de cunho individual, é procurar você mesmo alguma entidade privada que responda pela reciclagem de algum destes itens no seu município.
• Faça composto orgânico (adubo natural) com seus resíduos domésticos. Há muitas opções, inclusive de reciclagem destes resíduos usando minhocas.
• Ao cortar a grama do quintal, deixe a grama cortada sobre o próprio local, pois servirá de adubo.
• Venda o lixo a comerciantes de sucata.
Rejeitar
• Saquinhos plásticos oferecidos pelos supermercados. Use apenas o necessário
• Bandejas individualizadas de isopor e plástico para cada alimento.
• Produtos com diversas embalagens.
• Embalagens descartáveis, preferindo as retornáveis.
• Propaganda enganosa que estimula o consumo a qualquer preço, sem se preocupar com as conseqüências ambientais e sociais da colocação do produto no mercado.
LEMBRE:
• Não jogue lâmpadas fluorescentes, restos de tinta no lixo doméstico. Entre em contato com as empresas de coleta municipais de lixo para indicarem onde depositar esse produto
• Leve remédios, os que não usa e os vencidos, a um posto de saúde próximo - para não depositar no lixo doméstico nem em águas, contaminando solos, lençóis freáticos ou cursos de água. Eles saberão dar-lhes destino adequado.
• A partir de 22 de julho, uma portaria do Conama (Conselho Nacional de Meio Ambiente) determina que as empresas que produzem, fazem assistência técnica e comercializam pilhas e baterias com cádmio, chumbo e mercúrio acima dos teores permitidos, têm a obrigação de disponibilizar meios de coleta para os consumidores. Portanto, entrem em contato com elas e exija que estas empresas cumpram a lei.
• Reduza o consumo de produtos que exijam ingredientes químicos para a sua conservação.
Fonte: Planeta na Web
Mãe, você teria coragem de castigar seu filho assim?
Ficar trancado no quarto é castigo? Só se for no século passado. Afinal, em tempos de internet, iPod e celular, o mundo todo está ao alcance dos adolescentes dentro do quarto. Resultado: os pais estão se adaptando e criando novas formas de repreender seus filhos.
Guilherme Octávio Elói de Melo, 12, sabe muito bem o que é isso. Ele já teve que ficar semanas longe do videogame, do computador e até da câmera digital. "Quando eu respondo malcriado para minha mãe, ela proíbe as coisas que eu mais gosto." Para ele, o pior de tudo é ficar sem computador.
leia materia na íntegra na Folha Online
Hélio Melo, o pintor da floresta
O artista plástico Hélio Melo, nasceu na Vila Antimari, próximo de Boca do Acre, em 1926 e morreu em Goiânia, Brasil, em 2001.
Helio Melo viveu até a idade de 33 anos no seringal. Autodidata, já aos oito anos de idade, manifestou sua veia artística, utilizando o material que tinha à disposição: papel, lápis e o sumo extraído de plantas nativas. Além de seringueiro foi também, castanheiro e catraieiro.
A obra de Hélio mostra a vida do seringueiro, conseguindo captar a alma amazônica despindo com transparência a relação do homem com os mistérios das florestas e rios. Denunciando a ambição do homem, a degradação ambiental, as mudanças na paisagem e a grande ameaça aos valores culturais do povo amazônida.
O artista conseguiu tecer esse retrato sem ser panfletário. Ele buscou mostrar ao mundo como era a vida na floresta, retratando por um lado à poesia e por outro, o negro fio da exploração do homem pelo homem.
Hélio Melo chegou, ainda em vida, a expor seus trabalhos em algumas capitais brasileiras, mas em lugares de pouca visibilidade e prestígio. Também realizou exposições na Itália e nos Estados Unidos. Mas o reconhecimento só veiomemso após sua morte, quando em 2006 teve seus trabalhos expostos na 27.a Bienal Internacional de São Paulo.
Leia, aqui, a entrevista concedida pelo artista, à jornalista Cristina leite, em 2.000.
O Mundo de Valentina: O carro do futuro
O número de carros não pára de crescer no mundo. Especialistas alertam que o vilão não é o carro, mas o uso individual dele e que é preciso compartilhar o veículo para minimizar os efeitos do CO2 no ar.
09/05/2008
Uma elegante sacola de papel de jornal















Agora, vamos confeccionar uma elegante sacola de papel que, para além de útil e divertido, permite que cumpras as recomendações da política dos 3R´s (Reduzir, reutilizar e reciclar!
Todos sabemos que os sacos plásticos, apesar de práticos, são hoje em dia uma “praga” para o ambiente. São sacos para isto, sacos para aquilo. Por tudo e por nada os sacos plásticos teimam em não nos largar as mãos.
Hoje em dia, já existem campanhas para a redução do uso dos sacos plásticos. Há até os chamados eco sacos, que quando danificados por excesso de uso são gratuitamente trocados por outros novos, prontos a serem usados mais um sem número de vezes.
No entanto, a proposta que aqui deixamos é para além de mais ecológica, uma séria candidata ao “Oscar do Requinte e da Elegância”.
Material:
. 3 folhas de jornal;
. 1 cordel com 60cm;
. Cartão de uma caixa de cereais matinais;
. 1 tubo de cola de stick;
. 1 tubo de cola-tudo.
Ferramentas:
. 1 régua;
. 1 tesoura;
. 1 esferográfica;
. 1 furador.
1º passo: Retirar de um jornal três folhas e assinalar numa delas as seguintes medidas (de acorod com a figura. Os traços irão servir para fazer as dobragens. Todas as medidas são em centímetros.
2º passo: Recortar as três folhas ao mesmo tempo, pelos limites exteriores.
3º passo: Colar as três folhas pelos dois topos com cola de stick.
4º passo: Executar as dobragens de acordo com a imagem.
5º passo: Colar os dois topos um ao outro, com cola-tudo e deixar secar.
6º passo: Dobrar a parte superior do saco, para dentro.
7º passo: Cortar dois rectângulos em cartão com 16,5cm x 3,5cm e colá-los como reforço, na parte de dentro das duas dobras principais do passo anterior.
8º passo: Dobrar a base.
9º passo: Recortar um rectângulo em cartão com 17,5cm x 8,5cm e colá-lo com cola-tudo por dentro, de forma a dar consistência à base do saco. Colar a base também pelo exterior e deixar secar.
10º passo: Fazer dois furos da cada lado do saco, na abertura, com o auxílio de um furador.
11º passo: Cortar dois cordéis com 30cm cada. Enfiar os cordéis pelos buracos, fazendo um nó no seu interior.
12º passo: Vincar melhor as dobragens laterais e espalmar o saco para melhor arrumação do mesmo.
Nota: As medidas aqui usadas, poderão ser alteradas consoante o tamanho do saco que se queira produzir, ou o tamanho das folhas do jornal que se usar. O importante é a reutilização que se possa fazer, antes de estas folhas serem destinadas à reciclagem.
Já agora, boas utilizações...
Fonte: Naturlink
Construindo um forno Solar










Vamos contruir um forno solar utilizando alguns materiais fáceis de encontrar, e que certamente, iriam para o lixo> Com este forno poderemos fazer alimentos saudáveis, cozidos apenas com energia solar.
Material:
. 1 tampa de uma caixa de resmas de papel A4;
. 1 embalagem plástica (se encontrares de alumínio,será melhor) funda, onde normalmente se vendem alimentos acondicionados;
. Desperdícios planos de esferovite*;
. Película de alumínio;
. Cola branca de madeira;
. Cola tudo;
. Guache líquido (várias cores);
. Dois vidros (um da dimensão da tampa da caixa e o outro da dimensão da boca da embalagem de plástico).
Passo-a -Passo
1- No interior da tampa da caixa, coloca ao centro a embalagem.
2- Pega em desperdícios de esferovite e recorta quatro bocados. As medidas deverão estar de acordo com as da base da embalagem (comprimento e largura) e do topo da caixa (comprimento e largura), tendo em atenção que quando colocados na caixa, deverão ficar inclinados de forma a servir de "almofada" à embalagem.
3- Com cola branca adere os quatro pedaços de esferovite de forma que permita que a embalagem assente na totalidade.
4- Reveste as faces de esferovite e a embalagem (caso esta não seja de alumínio) com película de alumínio. Nas paredes da caixa, deverás fazer o revestimento até ao exterior, onde colarás com cola tudo.
5- Podes dar um pouco de cor ao teu forno, de forma a proporcionar-lhe um aspecto mais atraente. Para o efeito, usa guache líquido, ao qual deverás juntar uma porção de cola branca para madeira. Desta forma não alterarás a cor e evitas que depois de seca, a tinta estale e se desprenda. Depois de tudo seco, adere fita adesiva de cor aos limites da película de alumínio, de forma a disfarçares as imperfeições e garantires um melhor reforço da área.
6- Por cima da embalagem onde irás inserir os alimentos, deverás colocar um vidro que a cubra na totalidade.
7- Por fim coloca o vidro maior por cima do teu forno. Se não tiveres oportunidade de arranjar um vidro, podes optar por um plástico transparente. Naturalmente quanto mais grosso for, maior será a retenção da temperatura dentro da caixa.
8, 9, 10 - E eis o resultado. Saboreie
* Nota:
Deverás recorrer apenas a desperdícios de esferovite. Para isso poderás encontrá-los, por exemplo, no interior de embalagens de electrodomésticos, que podes encontrar no hipermercado mais próximo, num stand de peças para automóvel ou noutros espaços comerciais. Nunca compres esferovite de propósito, pois ao fazê-lo estarás a incitar a produção de um material poluente e indesejável ao meio ambiente. Com este procedimento estarás a aplicar um dos três R´s, ou seja ,a "REUTILIZAÇÃO" de um material que de outra forma iria directamente para o lixo.
Fonte: Naturlink
A consciência ambiental alemã é apenas um mito?
Há anos a população da Alemanha separa seu lixo e utiliza lâmpadas econômicas. Porém isto não basta para lhe garantir boas notas em comportamento ecológico. Pelo menos de acordo com um novo estudo da National Geographic Society, que pela primeira vez mediu e comparou as decisões individuais dos consumidores de 14 países.
O chamado Greendex denota quão sustentável é o estilo de vida dessas pessoas em relação a quatro áreas: casa, transporte, alimentação e consumo. O Brasil e a Índia obtiveram as melhores notas, a Alemanha encontra-se no campo mediano com um índice de 50,2, e os Estados Unidos ocupam o último lugar.
Para o Greendex 2008 foram entrevistadas pela internet 14 mil pessoas da Alemanha, Austrália, Brasil, Canadá, China, Espanha, EUA, França, Hungria, Índia, Japão, México, Reino Unido e Rússia. O fim dessa pesquisa sem precedentes foi tornar transparente o comportamento individual dos consumidores, motivando a mais consciência ecológica no dia-a-dia.
No tocante à calefação, 41% dos alemães mandaram isolar suas casas nos últimos anos, 44% dos edifícios possuem janelas térmicas, 26% utilizam sistemas de aquecimento de baixo consumo energético. Além disso, 40% das casas possuem apenas três cômodos ou menos, e é fácil optar por fontes alternativas de energia. Isso coloca os consumidores da Alemanha na vanguarda, no campo doméstico.
Menos satisfatórios são os resultados no tocante ao transporte. Embora um terço alegue haver andado mais de bicicleta em 2007 do que no ano anterior, 50% dos alemães circulam de automóvel todos os dias e sozinhos. Quase todos possuem carro. Apenas 18% – menos do que a média dos entrevistados – utilizam os meios de transporte público.
Consumo exagerado de garrafas de plástico. Em termos de consumo, a Alemanha ocupa o 10º lugar na escala. Sua população está também abaixo da média, na hora de evitar a aquisição de produtos nocivos ao meio ambiente: apenas 13% se esforçam conseqüentemente neste sentido. Quase todos possuem uma máquina de lavar roupas e uma lava-louças. Dois pontos positivos: 53% reciclam o lixo e 51% utilizam várias vezes a mesma sacola de compras.
No quesito "alimentação", os resultados são ambivalentes. Por um lado, os entrevistados da Alemanha tentam dar preferência aos produtos regionais. Contudo 72% da água que bebem provém de garrafas plásticas, mais do que em qualquer outro país.
Os alemães também têm muito o que aprender no tocante à consciência ambiental dentro da vida quotidiana. Segundo o Greendex, eles se preocupam menos do que outros povos em poupar os recursos naturais, assim como com as conseqüências dos danos ambientais em geral e das mudanças climáticas em particular.
"Os resultados do Greendex 2008 mostram que o gasto exagerado de recursos das nações ocidentais também se deve ao comportamento individual de consumo. Para modificar comportamentos, é necessário primeiro aguçar a consciência para os interesses ambientais. É para isto que o estudo quer sensibilizar."
A declaração é de Klaus Liedtke, redator do National Geographic Deutschland. O site da sociedade também oferece a seus usuários a opção de pôr à prova o próprio comportamento de consumidor.
Fonte: Deutsche Welle
08/05/2008
Green Porno
Os curtas apresentam o ritual de acasalamento de animais como: moscas, abelhas, vaga-lumes, aranhas,louva-a-deus libélulas,minhocas, e lesmas.
Confira os vídeos no Sundance
07/05/2008
O que é viver de forma sustentável?
Viver Sustentável
"... é a adoção de um estilo de vida mais saudável e amigo do meio ambiente, principalmente para quem mora nos centros urbanos.
Segundo a ONU, até 2027, cerca de 85% da população mundial habitará as grandes cidades. É a demanda por produtos e serviços voltados a quem vive nas cidades que resulta na devastação do meio ambiente, na poluição em todos os níveis e na escassez de recursos naturais.
Assim, é fundamental uma mudança na cultura e atitude dos indivíduos, de forma a tentar reverter ou ao menos deter este processo, assumindo responsabilidades diante de si mesmo e do planeta. Esta nova postura é chamada de cidadania sustentável.
O cidadão sustentável:
• Compreende que suas ações repercutem e interferem na qualidade de vida de outras pessoas, na comunidade e no meio ambiente;
• É consciente de que, através de sua condição de consumidor, é capaz de influenciar no rumo da economia, buscando opções mais sustentáveis;
• Como fabricante ou prestador de serviços, compreende a amplitude do serviço e dos produtos que oferece à sociedade;
• Conhece seus direitos e seus deveres, e não espera unicamente por mudanças de/em governos e empresas. Ele “faz” acontecer, se mobiliza,se organiza e busca o melhor para si e seus semelhantes;
Por que ecoprodutos?
A produção e o consumo inconscientes, sem levar em conta a preservação dos recursos naturais finitos, estão levando o planeta à ruína, seja pela redução nas matérias-primas disponíveis, como pela poluição gerada nos processos de fabricação, uso e descarte.
Uma das soluções é a produção e uso de ecoprodutos nos segmentos da alimentação, vestuário, mobiliário, construção civil, com os objetivos de: a) garantir saúde e qualidade de vida e meio ambiente para o próprio consumidor; e b) estimular novos processos de produção e consumo na sociedade, mais harmoniosos, justos e que garanta recursos para as gerações futuras.
Como viver de forma mais sustentável?
Tornando-se consciente das próprias ações e das suas conseqüências e impactos sobre a sociedade. Agindo de forma pró-ativa; informando-se e transformando a informação em conhecimento."
Vamos ler a matéria completa no IDHEA
06/05/2008
Pode o mundo mudar, também, através dos filmes?
O primeiro passo na direção da paz mundial é conhecer o outro.” (Jehane Noujaim, cineasta e criadora do Pangea Day)
Por que Pangea?
Pangea é o nome do continente que existia há 250 milhões de anos, antes de ser segmentado e dividido nos continentes que conhecemos hoje. É um aviso para lembrar de que o que agora está dividido, antes era um todo.
A idéia nasceu com a cineasta Jehane Noujaim, que fez um documentário com esse nome e ganhou o prestigiado Prêmio TED, que concede aos vencedores "um desejo de mudar o mundo”. O desejo de Jehane foi: "Aproximar o mundo através do poder dos filmes. O primeiro passo na direção da paz mundial é conhecer o outro.”, afirma a cineasta.
Evidentemente, filmes por si só não podem mudar o mundo. Mas as pessoas que os assistem podem. Então, após o dia 10 de maio, os organizadores do “Pangea Day” facilitarão a criação de comunidades ativas que conectem pessoas inspiradoras e numerosas organizações, que já estão fazendo a diferença no mundo.
Pangea Day
Num mundo onde as pessoas são muitas vezes divididas por fronteiras, diferenças e conflitos, é muito fácil perder de vista aquilo que todos nós temos em comum. O “Pangea Day” estimula que cada um veja a si próprio nos outros, através do poder do cinema.
No dia 10 de maio de 2008 as 15 horas -Pangea Day - pessoas de todo o mundo vão se unir para partilhar uma experiência comum: ver filmes produzidos em várias partes do mundo, para todo o mundo. Assim, o mega evento mundial unirá milhões de pessoas em prol da construção de um futuro melhor, que incentiva a tolerância, a união e a compaixão.
Trata-se de um programa ao vivo, com 4 horas de duração, que inclui a projeção de poderosos filmes, além da presença de oradores visionários e músicas inspiradoras, via Internet, televisão, cinema digital e telefones celulares. Cidades como Cairo, Kigali, Londres, Los Angeles, Bombaim e Rio de Janeiro es







